sexta-feira, 12 de abril de 2024

O popular julgamento socrático

A dimensão de julgar em praça pública um individuo,  é uma moda que merece uma simples análise sociopolítica construtiva, à realidade atual que vivemos. Não podemos esquecer a era política  Socrática,  com as suas complexas relações sociais e económicas com os países da América Latina.  A era Sócrates termina o final do seu mandato, com uma bancarrota do país, com uma complexidade de casos mediáticos anunciados na comunicação social, para além das tentativas de silenciar jornalistas, e controlo dos mass média, nomeadamente da TVI, pertencente ao grupo económico da Média Capital. 
A opa à empresa da PT no passado, no qual o grupo Sonae administrada naquele tempo pelo falecido CEO  Belmiro Azevedo, demonstrou um enorme interesse pela sua aquisição, posteriormente boicotada na sua transação negocial ao nível jurídico, pelo mesmo governo. A prova da existência de uma qualificação jurídica derivada de um conjunto de relações, manifestadas pelos seus próprios testas ferro, denominados o grupo do  jobs for the boys, com os acionistas Joe Berardo , BPI, Caixa Económica,  Armando Vara e outros a serem verdadeiros autores e protagonistas de uma novela sem precedentes. Um conjunto de malabarismos desenvolvidos em diversos factos desenvolvidos em ilações detalhadas ao nível do parque escolar, dos computadores Magalhães,  do Grupo Lena,  do BES, e da sua influência política no caso Maddie, associado à construção de uma infraestrutura comercial denominada  Frreeport. A era pós- socrática, define-se pelo seu estudo académico em filosofia em Paris, em casa emprestada e possivelmente financiado pelo seu amigo de peito Carlos Santos, em que as remessas monetárias eram transportadas mensalmente de Lisboa para Paris,  por um motorista., para satisfação das suas necessidades económicas e familiares . A sua prisão preventiva, foi com muita naturalidade, com figuras mediáticas a irem visitá-lo constantemente à prisão de Évora, em defesa do seu líder,  do seu amigo, do seu arguido ou talvez do seu puro ego inocente. A compra da quinta pela sua ex-mulher Sofia Fava no Alentejo, para além da edição e venda do seu próprio livro tem muito a desejar.
 A complexidade mediática e política deste caso, perante uma determinada avaliação realizada por um juiz problemático ao nível de decisões  judiciais, deixa uma nuvem de dúvidas aos portugueses,  sobre  o estado de podridão que se encontra a justiça atual em Portugal .
A alta corrupção que paira ao nível govermental e partidário., não pode ser esquecida, nem louvada  por quem nos governa , pela sua obrigação de prestar contas a quem desconta e trabalha honestamente.
 É necessário que haja instrumentos operacionais bem clarificados, para se evitar a utilização do dinheiro do erário publico em esquemas mafiosos,  que simplesmente traduz uma negligência geral que afeta a todos nós.  No fundo a classe política e governativa não pode ser parasitária de um povo,  deverá ser exemplar ao nível da moral, da ética,  e do bom costume, em servir honestamente o povo em toda a sua unidade orgânica e institucional. Face ao desnorteamento da justiça,  questionámos seriamente o estado democrático em que se vive atualmente a nação, perante um quadro institucional desequilibrado de uma verdadeira justiça cega aos mais fracos ou aos mais vulneráveis. É neste âmbito que o caso Marquês é entronizado por um enorme ensaio sob uma cegueira de factos reais que se contradizem numa complexa  decisão jurídica do apuramento da verdade, provocada por um silêncio dos inocentes de um cúmplice. Será neste ponto de vista, que o povo deve intervir, exigir e por fim encontrar mecanismos que façam promover a justiça para os mais competentes, de forma possa desempenhar funções com a devida retidão. A forma de sancionar um sistema doentio, debilitado e ortodoxo, em prol de uma melhor eficiência e eficácia de uma melhor condenação pública por parte dos portugueses, que por sua vez devem apresentar soluções na Assembleia da República em formato de proposta, que faça habilitar de meios necessários e operacionais de um ministério público, para  que  futuramente funcione ao nível de direitos, igualdade e garantias de oportunidades para todos , afim de se evitar a prescrição dos crimes de colarinho branco ou de corrupção. No fundo da questão, ninguém com poder totalitário tem o direito de imputar o próprio Estado a ser refém de um sistema judicial que se alimenta politicamente a si próprio.


  

50 Diálogos Antagônicos

Um grupo de adultos do sexo masculino, realizam um trilho à volta de uma cumeira, onde se inicia uma conversa sobre a vida, seu significado no amor, na economia e por fim vem à baila a conversa do costume , a criação de teorias a respeito dos vultos femininos, em relação ao sexo oposto. A conversa inicia-se por um simples diálogo oriundo de um  significado baseado na experiência de vida, em relação  a um quadro  de formação de competências adquiridas, por um somatório de  troca de ideias,manifestadas em conceitos,  nostálgicos dos anos 90, relativamente à  problemática do puro existencialismo. As questões grupais, surgem num elan de perguntas  e de respostas, que avaliam a real condição de vida pecadora do indivíduo,  se realmente  merece o verdadeiro perdão de ser um bom e fiel marido. Quem nos amou,  será sempre amado, mas a pura visão do sonho erótico  fantasioso,  merece ser concretizado no campo prático ?. Eis a problemática ,onde impera uma grande questão, se realmente  somos aquilo que realmente vivemos, ou somos aquilo que realmente desejamos?. Na verdade, o tempo de vida,  vive-se heroicamente pela história da sexualidade,  enquanto a rebeldia oriunda da fase  da adolescência, desafia a própria  filosofia do  pensamento pouco ativo, baseado na desregulação  hormonal,  muito vocacionada  para a estética e beleza do corpo. Nesta fase temporal, existe um tempo de caça que vale mais do que um tempo de coruja, que por sua vez só é  validada  pelo número de conquistas de boca ser em maior ao número de quecas dadas . Na juventude a partir dos 18 anos , o valor da presa  é mais forte do que o valor da caça,  atendendo ao jovem ter uma tendência de multiplicar o tempo da queca, pelo valor real de gajas que afirma que realmente  comeu  num determinado momento.  No início do  casamento, vive-se um grande amor apaixonado, que nos alimenta o coração de Romeu e Julieta, o que equivale uma única queca sentimental, sendo uma única dádiva divina na vida, que realmente leva às nuvens o desejo eterno qualquer ser humano. Aos trinta anos, os cães de nisa juntam-se com os lobos esfomeados, com a intenção tirarem satisfações  das suas vidas padronizadas. Muitas vezes surgem diálogos  de conversas e recados de Maria Corisca,  provenientes de devaneios de cariz mais fantasioso do que sexual.  As populares  conversas de língua bífida afiada são  originárias no café, após  umas boas doses de imperiais na goela. Surgem diálogos fulminantes durante as sessões da  tarde, onde o tema da pornografia obscena palpita as famosas jantaradas nocturnas, que geralmente acabam numa maratona de água de fogo, a fluir numa boa garganta profunda,.Surgem visões de futuro, que levam às  tentações do diabo, cuja as consequências determinam uma sequência  de fatos desenvolvidos durante o processo da night, muitas vezes apresentam resultados bastantes  desastrosos, que são  pagos por um imposto de ingestão invertida durante o dia, seguinte, apresentando sintomas de  dores de período a dois palmos e meio de testa . O tempo passa,  estimatiza  as  vidas humanas , enquanto os filhos crescem e batem as suas próprias asas, num processo de desenvolvimento de american pie , derivado das suas próprias  aprendizagens  práticas. Não  se compreende a dualidade entre mulheres  da vida num lado e filhos e esposas no outro lado, delimitando uma fronteira  hipercomplexa praticamente  insustentável na  leveza do ser humano, que simplesmente  pretende uma pura reconciliação da sua  carreira profissional com a sua própria vida amorosa,  muitas vezes é  necessário ter uma grande polivalência,  para compreender todo o contexto familiar. Com a devida  justiça, cada indivíduo tenta atenuar determinados egos  de libertinagem  pelos corpos  carvenosos que mantém  os desejos  carnais  da  sua própria vontade  em pular a cerca,  para uma nova  descoberta de um novo mundo juvenil,como se fosse um cachorro atrevido à procura de peversidades ou excentricidades repugnantes socialmente. Estas coisas da vida acontecem naturalmente, porque amamos, crescemos e sentimos que evoluímos numa missão  impossível  dos nossos próprios destinos, para futuramente compreendemos que somos verdadeiros capitães das almas bem amadas , sem cair na tentação do desejo, por um preço a retalhado tão caro, por causa de uma  monotonia de vida .  Tudo acontece de forma tão natural, sem exagero, sem relutância, nem harmonia, porque  o mistério da atração não passa de uma visão cega absoluta pelo pecado carnal , só por causa de um simples olhar de tarado por uma frecura de mini-saia, por causa de um bluff sentimental, que nos faz crescer o litle pênis do nosso lindo instinto libido  tesouro entre pernas.  Por mais que sejam, os nossos pensamentos luxuriosos produzidos  na cabeça,  não deve ultrapassar os limites da fantasia, que se encontra manipulados entre duas orelhas.Todas as dimensões das crises dos entas, deverão ser compreendidas na igreja católica apostólica romana, se realmente  possuimos sentimentos puros, essenciais à libertação da nossa espiritualidade, que nos liberta da nossa própria leviandade .
Um dia encontramos o nosso real caminho  através de um  meio de repouso espiritual , de forma podermos superar as crises de meia idade , se realmente perdemos o enigma dos grandes mistérios da epistemologia  humana. A partir deste momento, chegamos a um estado metafísico, para justificamos o inexplicável , o imperdoável de  algo não  resoluto ao nosso próprio pensamento .  Não existe tabus, nem satisfações que ultrapasse a nossa dimensão de experiência de vida,  para sabermos se somos realmente tão responsáveis por alguém que acreditamos piamente.  Se sentimos a pureza dos nossos próprios sentimentos, podemos chegar à conclusão, que nunca podemos entregar o nosso corpo e a nossa alma, a alguém que nos é  estranho,  ou então saber a razão de  sermos tão  ingênuos  com a força do pecado?. Será que o nosso valor da nossa maturidade, vale mais do que a nossa conduta humana? Será que  temos todo o direito de confrontar com  toda rebeldia, enquanto lutamos diariamente para sermos mais  saudáveis  e libidinosos?. A era do pecador é uma questão por si só  complexa a si  própria,  não só pela aquisição de poder totalitário pelo social , mas também pelo real paradoxo de valor de importância  que damos ao seu real crescimento.
A evolução da nossa maturidade,  para dimensões compreensiveis de sabedoria  cognitiva, é  baseado na consciência  dos factos, onde os nossos argumentos advém dos nossos próprios instrumentos que são o nosso corpo e a nossa mente. Sabemos que os rumos já se encontram definidos à  priori, aos valores mais nobres da  nossa  familia,  mas o verdadeiro encontro com o divino só se concretiza na igreja, através de um  caminho que nos acompanha eternamente  até à morte. Então  podemos afirmar o que lá  vai lá vai, fica sempre no segredo dos Deuses, porque os humanos em cada ano que passa permanecem num círculo  de vida constante, em  tentar compreender que a vida é  curta de mais para vivermos um dado momento de satisfação  para que nunca mais volta a ser o mesmo .

Christopher BRANDÃO ,2019

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

50 Anos da nossa amiga Paula

A amizade, quando é sincera, nasce de forma genuína, no qual só podemos agradecer de termos um  dos maiores tesouros que alguém pode possuir na vida. Um tesouro que  estimamos com fervor.  Encaro a nossa amizade, minha querida amiga, como uma bênção de Deus, em que a sua mensagem divina e espiritual tem um valor inestimável. A nossa amizade não é apenas verdadeira, mas também é remota e onde se depositaram ao longo dos anos um conjunto de raízes solidificadas  por confidências e segredos entre os diversos troncos das árvores. 
É com  enorme orgulho poder afirmar que disponho minha amizade há tantos anos, que juntos soubemos construir uma ponte de relacionamentos sinceros puros que sempre solidificam  através de todo esse tempo. Sempre soubemos contornar ou saltar  qualquer obstáculo que a vida nos jogou no caminho., salvaguardando o mais importante valor da amizade em primeiro lugar.

É com enorme  alegria,  orgulho, conforto que estou a celebrar contigo , com a tua família maravilhosa,  a minha sabedoria sobre a  nossa amizade  após destes anos todos, no qual o lar da tua familia sinto-me num porto seguro, onde  me encontro neste chão tão estável estabeleço a nossa amizade do fundo  coração.

Neste momento desejo-te um feliz 50 anos com a maior paz e harmonia no mundo.Feliz dia Paula com tudo do melhor. 

Mark Brandão 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Nunca perdoes o próximo?

 A vida ensina-nos as respostas necessárias de sobrevivência da alma quando alguém nos magoa. A vingança não serve de nada se temos o ódio necessário para vencer a dureza do abandono. Ninguém tem o direito de magoar ninguém, essencialmente numa idade juvenil sonhadora em que se sente a emoção de amar alguém e por uns míseros 500 escudos vende-se a alma ao diabo, pelo puro materialismo de querer mais para si do que o próximo. É nesta fábula que nasce o homem, que sofre, que luta nas cinzas do fogo e por fim se afirma pelo conhecimento, de forma seja alguém com imagem tangível de si projetada na cruz. O símbolo de Deus da nossa misericórdia permite-nos compreender a verdadeira essência do espírito relutante consigo próprio, mas com a fé compreende o verdadeiro significado da vida, à medida que o tempo passa. A verdadeira mensagem do senhor está dentro de nós, nada acontece por acaso, simplesmente tem uma razão de ser, crescer e por fim viver para um determinado destino que se chama fim. É este fim que esperamos, independentemente sejamos ricos, pobres, doentes, felizes ou infelizes, antes demais sejamos crentes connosco próprios e tolerantes com os nossos semelhantes. Não sabemos o dia de manhã, sabemos o dia de hoje, o dia de ontem, mas o futuro será sempre uma incógnita, porque o imprevisto surge, o inesperado acontece, e a força desaparece, quando sentimos estamos perdidos e sem rumo. A explicação lógica disto tudo será uma incógnita, porque se damos tudo não temos nada, se não damos nada é porque não damos nada e quem nos ama deseja ter aquilo que não tem. No fundo a vida é uma hipercomplexidade de ajustamentos sociais, em que o ser procura o prazer do momento, a satisfação permanente, e o reconhecimento devido sem saber o porquê da sua existência?

É nesta dinâmica que nós baseamos o conceito da vida, para compreendemos o nosso real caminho, faz-se caminhando e para caminhar temos que ter um percurso, como um rio que atinge a sua foz por meio de ultrapassagem de obstáculos. Neste ponto de vista, sentimos a ultrapassagem, como se fosse um perdão, porque tivemos a enorme fé de acreditar quem nos destruiu a nossa própria alma?. Educamos o espírito a sofrer, porque sofrer é a cruz de Jesus e Jesus quando chegou à terra não agradou a toda a gente, simplesmente criou ódios pela sua simplicidade. É nesta questão que o homem se interroga, se vive para sofrer ou se vive para amar o próximo?. Segundo o princípio bíblico da história da humanidade é digna de sofrimento, porque criou guerras, conquistou o mundo, o espaço, o fundo do oceano, mas ninguém chegou ao centro da terra, nem ninguém chegou ao fim do universo. É nesta parábola que termino este texto, para que nós um dia fechamos os olhos e o nosso corpo seja nutritivo à natureza, que nos deu tudo para nós vivermos e por fim esquecemos de agradecê-la por um simples ato de cuidá-la. Neste ponto de vista interpreto o poder do homem como uma migalha de pão no meio do universo, em que ninguém deve desrespeitar ninguém a não ser a si próprio. É nesta natureza que o animal selvagem cresce, mas nunca tenha pena de si próprio, talvez tu, um dia, não tenhas pena de ver quem te fez sofrer por uns míseros tostões.

Christopher Brandão

sábado, 7 de novembro de 2020

PS a cobra que mordeu o seu próprio veneno !

Na dinâmica atual de eleições açorianas, assistimos uma viragem multipartidária denominada geringonça de direita, que simplesmente deu um simples assalto ao poder,  através da união aos pequenos partidos. Atendendo ao eleitorado açoriano que ainda tem um enorme gosto pela abstenção, e estrategicamente quiseram tirar a maioria absoluta ao PS,  no qual não podemos julgar a  grande jogada estratégica do PSD , mas na realidade foi determinada pelo seu líder, que havia estabelecido à priori um objetivo  máximo de tirar votos à esquerda. Quantificando a importância dos  pequenos partidos na atual situação democrática , houve um estado de excitação pelos estreantes partidos, que simplesmente conseguiram atingir os seus próprios objetivos, dando uma certa margem de manobra para uma negociação de um novo governo.
A questão do Partido Chega de chegar a um acordo com o PSD Açores,  determina uma complexidade estratégica para o PSD Nacional de Rui Rio,  que terá de realizar uma leitura de futuro radicalizada pela simples expressão 'desta água não beberei'. Relativamente ao partido Iniciativa Liberal venho felicitar o seu líder açoriano Dr. Barata pela sua coragem e perseverança em estrear-se num novo partido e conseguido a sua eleição. Relativamente ao PSD Açores espero que a geringonça tenha sucesso porque o CDS com o Dr. Artur Lima valorizou a sua posição de destaque ao nível do CDS Nacional, criando uma maior margem de manobra para  a sua futura negociação governativa que tanto ambicionou ao longo da sua vida política. Relativamente ao Dr Paulo Estêvão vejo uma mais valia ao nível da sua ideologia política em participar neste governo, num paradigma de defesa dos mais fracos e dos ilhéus mais distantes, criando um maior sentido de justiça de equidade perante a Região Autónoma dos Açores. 
Quanto à questão do PS , Dr. Vasco Cordeiro nunca conseguiu sair sobre a alçada do clã César, onde a sua liderança foi sempre de aprendiz e não de líder, criando clivagens dentro do próprio partido,  que seriamente o prejudicou em diversas situações governativas. A sua falta de afirmação, levou à decadência do PS Açoriano e por sua vez não determinou uma mão firme com o governo da República na questão da restrição espaço aéreo em época de pandemia. Levantou polémicas sobre o estatuto da autonomia dos Açores e algumas divergências de poder com o ministro da República. 
Em conclusão o PS Nacional ensinou à oposição açoriana a construção de uma geringonça à  direita, em que podemos dizer que a própria cobra mordeu o seu próprio veneno .



terça-feira, 19 de maio de 2020

Traição Açoriana !

Não podemos negar a inconstitucionalidade alegada por um  famoso advogado açoriano  sobre a quarentena  de 15 dias em unidades  hoteleiras dos Açores, grátis aos residentes e pagas a não residentes . Perante este quadro situacional ,houve um comandante da TAP também açoriano que decidiu não realiza-la até ao fim, talvez por capricho e aproveitando a sua amizade com este senhor advogado, decidiu contrariar todas as regras mais eficazes impostas pelo Governo Da Região Autónoma dos  Açores . Infelizmente  por coincidência , o Presidente do maior partido da oposição , tem uma  afinidade de militância  com este famoso advogado.  Não podemos esquecer, o exemplo que aconteceu na terra de Ovar, onde o seu Presidente da Câmara Municipal  decretou o estado de emergência,  indo  contra as normas da República,  no qual realizou uma cerca sanitária à  volta do concelho , evitando assim a circulação de pessoas e só permitindo a deslocação de bens e serviços e obviamente  pessoas autorizadas .  Não houve ninguém  que apresentasse queixa , porque  a consciência  moral e o bom senso prevaleceu perante a população e o esforço em cumprir a quarentena foi  extenuante , mas a solidariedade foi maior e ultrapassou todos os obstáculos do covid-19 , além  do reconhecimento  pelo enorme esforço camarário desenvolvido pelas próprias autoridades de segurança  e proteção civil , em defesa da saúde pública e da salvação de um maior número  possível de vítimas  desta pandemia viral.  Infelizmente na nossa Região Autónoma dos Açores,  aconteceram situações bastante delicadas durante o estado de calamidade e de emergência,  que na minha humilde opinião,  deverão ser discutidas de futuro , sobre as grandes vulnerabilidades da Autónima Açoriana  que apresenta atualmente, por sua vez são exemplificadas em casos bastantes controversos e polêmicos,  que puseram em polvorosa a sociedade civil, nos seus diversos setores socioeconômicos  .
A primeira  situação foi a do Primeiro-Ministro  da República não encerrar o espaço aéreo dos Açores, numa fase primária da situação pandémica ,  apesar da enorme insistência e diligência do nosso Presidente Regional da Autônoma dos Açores,  não houve respeito pelo povo Açoriano, ao continuar com os voos da companhia aérea de Transportes portugueses denominada Tap, no qual permitiu aumentar os casos covid-19, através da população flutuante oriunda do exterior.
A segunda situação foi a questão confusa de ultrapassagem de poderes pelo Representante  da República,  além  da falta de respeito do Governo da República pelo fretamento de um falcon para vir buscar  sua excelência a S.Miguel, para ser ouvido  pessoalmente pelo próprio  e nem sequer convocarem o Senhor Presidente Regional Dos Açores, eleito democraticamente  pelos Açorianos e que supostamente  deveria ser  obrigatoriamente o representante máximo  de todos nós perante a República .  Esta situação  prova a vulnerabilidade da autonomia,   além de condicionar todo o processo complexo de gestão do estado de emergência, pondo em cheque o domínio de competências do próprio Governo. 
O terceiro caso ,  surge de uma simples traição  de judas, em que um advogado em vez de se preocupar com a saúde pública  de todos os açorianos,  simplesmente decide defender um  pseudocapricho de um senhor comandante, que sabia que tinha de fazer quarentena ,  mas não  queria fazer,  por achar que ter uma  residência nos Açores,  poderia ultrapassar todas as regras decretadas pelo Governo Regional,  simplesmente arranja o seu amigo para encontrar um artifício deficitário na lei, de forma a pôr em risco a saúde pública  de todos nós. A maior coincidência de todas, é   militante do maior partido da oposição da Região, onde desempenhou funções de deputado na Assembleia Regional, foi advogado na Câmara Municipal de Ponta Delgada, decide dar dois tiros, um no seu próprio pé, desgraçando  a sua carreira politica  originária  da sua  exposição pública, ganhou um certo protagonismo pela negativa e reprovável pela maioria das classes sociais açorianas. 
A grande conclusão que podemos tirar desta infeliz época  pandémica, será obviamente  as vulnerabilidades de um sistema autonômico ,  no qual o povo açoriano merece o devido respeito de uma grande mudança paradigmática na constituição Portuguesa,  para de futuro possamos ter uma melhor operacionalidade ao nível da eficácia govermental , em prol de uma eficiência  geoestratégica.  Será que extinção urgente do cargo de Representante da República não permitirá o  verdeiro reforço da autonomia que muitos açorianos lutaram e desejaram desde de sempre? . É necessário de futuro que tenhamos a verdadeira identidade  representativa de um Presidente Regional   eleito democraticamente pelo nosso povo,  mas para este contexto político, será necessário propor à República  a exclusividade de poderes , eliminando o cargo de  representante, da República,  de forma a poupar mais um sumptuoso ordenado do erário público , em que todos nós pagamos?. Espero que esta humilde reflexão faça crescer a todos nós açorianos , filhos de uma terra pródiga  e que sejamos mais unidos do nunca, por uma luta de uma  enorme  causa de poderes autonómicos que nos faça crescer e desenvolver, através  de uma melhor  representatividade governativa.       

terça-feira, 14 de abril de 2020

O Significado Da Ressurreição



O Senhor tinha dito: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede, recebe; o que busca, encontra; e ao que bate, se lhe abrirá” (Lc 11, 9-10).
A palavra ressurreição é uma afirmação da morte, que por sua vez tem um  complexo significado  sobre a metafisica da vida humana. Segundo o evangelho de S. João, descreve uma fase temporal, logo após a ressurreição de Jesus Cristo, que foi bastante conturbada, atendendo ao conjunto de emoções que se gerou à sua volta . Os seus discípulos no seu todo se organizaram e simultaneamente desorganizaram-se com Maria Madalena, face à desnorteação, corriam como loucos ao seu encontro, em diferentes direções  procuravam de casa em casa e de sepultura em sepultura a sua presença.  No meio de tanta emoção, nem os discípulos nem Maria viram Jesus, só mais tarde, com a acalmia da inquietude próximo de um jardim florido, possuidor de diversas pedras e árvores, houve um sentimento profundo nostolágico, que se transformou em lágrimas, pela simples observação de Maria sobre a nobre presença de Jesus. A mistura de sentimentos num determinado momento de solidão e de isolamento sobre uma pessoa amorosa, ensina-nos segundo o evangelho de S. João, o valor da ressurreição de Jesus Cristo que ocorre  nas nossas vidas práticas, através de puros actos de bondade, alimentados de poder totalitário divino, oriundo do alimento da nossa própria fé. O individuo estranho, ou o sujeito amigo do seu amigo nos perdoa, ajuda-nos a encontrar o verdadeiro caminho da salvação, através do reconhecimento dos nossos próprios erros. O amor de uma mãe ou de um pai que ama os seus filhos, mas antes foram marido, companheiro, ou esposa, oferece todo o amparo necessário em determinados momentos de dificuldade, ansiedade, medo ou dor.  Atualmente, todos os recursos humanos que trabalham na àrea da saúde, não medem esforços para cuidar de pessoas contaminadas pelo demolidor vírus  chamado covid-19.Talvez seja um gesto de bondade, de dedicação ao próximo, que exija  de todos nós uma doação de bens e serviços, ou ajudar a comprar bens alimentícios  essenciais, ou material de limpeza para todas as pessoas que se encontram numa situação de maior vulnerabilidade. A humildade, talvez seja a decisão mais sensata em manter o isolamento e a distância social necessária,  para que as pessoas possam trabalhar em segurança,  de forma possam circular os
bens e serviços essenciais, com menor risco de contaminação. Todos os gestos de humanidade, são tão simples de realizar, basta uma porção mágica de amor e de laços  ternura para quem mais precisa.
Neste sentido Bíblico, o choro de Maria Madalena revela o seu amor por Jesus, no qual as suas humildes orações pedindo o corpo pelo seu corpo a um suposto jadineiro, revela um profundo sentimento de amizade.  Durante as situações mais difíceis, a dimensão do amor ultrapassa todos os obstáculos de vida, mas para isso é necessário que a humanidade adquira o respeito mútuo , a base fundamental de compreensão sobre o desenvolvimento harmonioso das suas próprias relações sociais. Quando alguém recorda alguém que ama , a morte pode ser ultrapassada pela dor,  por uma nostalgia cognitiva.
A ressurreição de Jesus dá-nos oportunidade de viver com felicidade e sorrisos, mas por meio do sofrimento surgem as lágrimas oriundas das próprias tristezas, derivada da amargura das nossas trevas ,cometidas na escuridão do próprio pecado. Pode ser tão simples de se pronunciar o nome de alguém chorando, mas questionando quem está sofrendo, é a maneira mais difícil de olhar de novo para o horizonte,  de forma acreditar na esperança, que nem sempre está ao alcance de qualquer indivíduo. Existe um caminho a ser percorrido com esforço e dedicação, de forma a história possa ser recordada em manuscritos e  posteriormente serem compreendidas em livros, para futuramente marcar o nosso verdadeiro destino de vida às gerações vindouras . Historicamente foi o destino que marcou Maria Madalena no seu encontro com Jesus, o que traduz nos tempos de hoje uma simples mensagem de  reflexão de Deus  que nos ajuda a não por  uma lágrima ao canto do olho, porque um sorriso, ou uma companhia de alguém no nosso quarto, haverá sempre uma voz estranha que um dia anunciará a boa hora de uma partida física para uma viagem  eterna metafísica da nossa própria alma. É verdade que Jesus se encontrava no sepulcro, mas o seu povo ainda não acreditava na sua ressurreição, não obstante das três vezes que anunciara, a realidade que ao terceiro dia ressuscitaria. Da mesma forma perdoou a tripla negação de Pedro e os pecados do bom ladrão, porque soube compreender o paradoxo de valor do verdadeiro amor que se conquista pelo próprio perdão da  consciência humana.