quarta-feira, 26 de abril de 2017

A Problema Da Inceração Em S.Miguel Açores

A incineração é a queima do lixo em fornos e usinas próprias. Apresenta a vantagem de reduzir bastante o volume de resíduos, além disso, destrói os microrganismos patológicos que causam doenças originárias do lixo hospitalar e industrial. Após a queima, resta um material que pode ser encaminhado para aterros sanitários ou mesmo reciclado. É recomendada a sua reutilização racionalizada relativamente aos materiais queimados, que muitas vezes, são utilizados na confeção da borracha, da cerâmica e do próprio artesanato.
Na incineração é possível uma redução inicial do volume inicial de resíduos até cerca de 90%, através da combustão realizada a temperaturas que se elevam a mais de 900°C. Ultimamente, tem vindo a ser implementado em zonas de grande produção de lixo, no entanto certos resíduos libertam gases tóxicos ao serem queimados, são extramente prejudiciais à saúde pública. Perante este quadro situacional, para evitar a poluição do ar, será necessário instalar filtros e equipamentos tecnológicos especiais que torna um processo de elevado custo. Trata-se de um sistema útil na eliminação de resíduos combustíveis, não tendo vantagens em relação aos outros materiais, como por exemplo vidros, metais e plásticos que devido ao seu elevado teor em água, a matéria orgânica que a constitui é de cerca de 36% dos RSU, em que possui um baixo poder calorífico que não é aconselhavél incinerar sob o ponto de vista energético.

Análise do interior de um forno de incineração

No interior de um forno de inceração, os seus próprios processo de processamento  resultam em produtos finais que promovem a energia térmica que por sua vez é transformada em energia elétrica ou vapor. As águas residuais, os gases, as cinzas e por fim as escórias associadas aos gases resultantes da incineração, têm de sofrer um determinado tratamento à posteriori, uma vez que são constítuidos por compostos de substâncias consideradas tóxicas, como o caso do chumbo, do cádmio, do mercúrio, do crómio, do arsénio, do cobalto e outros metais pesados, como o ácido clorídrico, os óxidos de azoto e os dióxidos de enxofre, de dioxinas e furanos, por fim os clorobenzenos, os clorofenóis e PCBs.
Uma incineradora gera também emissões de dióxido de carbono, que por sua vez é considerado um agente causador do efeito estufa. Como parte do processo, existe um elevado custo ao nível de equipamentos necessários para limpeza de gases, tais como precipitadores ciclônicos de partículas, precipitadores eletrostáticos e lavadores de gases. O efluente gerado pelo arrefecimento das escórias derivado pela lavagem dos gases, também terá de sofrer um tratamento adequado de acordo com a legislação da União Europeia, por ser considerado um resíduo perigoso. Ao nível da queima dos resíduos é possível aproveitar a energia térmica gerada, transformando-a em energia elétrica, que provavelmente poderá ser posteriormente comprada por uma empresa de eletricidade. Por todos estes motivos e havendo um enorme interesse político por parte de alguns Presidentes da Câmara, na valorização do resíduo consideram infelizmente a incineração com um negócio rentavél para alguns interesses económicos da região. A reciclagem dos vários produtos e a produção de novos produtos orgânicos provavelmente podem ser uma solução viável na criação de adubos para lavoura, o que não for reciclado poderá ser tratado imediatamente para uma deposição em aterro controlado.

Coincineração

A coincineração é um processo de tratamento de resíduos que consiste numa queima em fornos industriais, conjuntamente com os combustíveis tradicionais. Os resíduos são assim valorizados energeticamente, pois substituem parte do combustível usado no forno a ser trabalhado em elevadas temperaturas nas indústrias vidreiras, siderúrgicas e cimenteiras que posteriormente podem ser usados para o tratamento de resíduos.


A coincineração em cimenteiras

Os fornos de cimento são os mais utilizados, por permitirem atingir temperaturas bastantes elevadas, aproximadamente 2000°C na chama do queimador principal e cerca de 1450°C no clínquer.
Quando os resíduos contêm substâncias ambientalmente perigosas, tais como compostos aromáticos ou metais, a coincineração em fornos de cimento pode evitar a contaminação do ambiente de forma segura. No caso dos compostos orgânicos contendo átomos de carbono ou azoto, as temperaturas bastantes elevadas ao longo tempo de permanência no forno encontram-se num intervalo compreendido entre os 5 a 7 segundos dos grandes fornos de cimento, que por sua vez irão provocar a destruição destas próprias moléculas, originado compostos inócuos, como o anidrido carbónico.
 Para maior informação dos senhores Presidentes Da Câmara, os silicatos de cálcio constituem o clinker, que é um constituinte que prevalece em grande quantidade no cimento realizado em Portland localizado numa cidade Norte Americana, bem como  a maioria dos metais são incorporados na estrutura vítrea, formando a sua forma em alta temperatura, ficando assim inibidos de serem lixiviados pela água. A exceção dos metais voláteis como  o mercúrio, o cádmio e tálio,  por não serem fixados, não podem apresentar concentrações elevadas nos resíduos a coincinerar.
Os aniões de enxofre, de cloro e de flúor combinam-se com o cálcio da pedra formando compostos estáveis, evitando assim as emissões dos respetivos ácidos.


As emissões perigosas

Quando a coincineração começou a ser usada nos EUA na década de 1980, os resíduos eram misturados e triturados conjuntamente com a pedra. O aquecimento era muito lento, o que originava a progressiva libertação dos compostos orgânicos voláteis, antes de atingirem os pontos mais quentes do forno. A poluição realizada era enorme e  alguns fornos mesmo trabalhando apenas com combustíveis normais podiam permitir a formação de dioxinas que são compostos que ocorriam em fornos, onde o despoeiramento dos gases se fazia à custa das altas temperaturas, provocando alterações na estrutura molecular da TCDD, considerada uma das mais tóxicas das dioxinas.
Atualmente a coincineração dos resíduos mais perigosos é realizada por injeção na zona da queima, o que permite uma destruição com maior eficiência superior das tradicionais. O arrefecimento dos gases antes da sua chegada aos filtros, permite atingir níveis mais baixos de emissão de dioxinas, independentemente do tipo de combustível utilizado.
A coincineração feita em boas práticas industriais é atualmente um processo mais seguro de valorização económica de resíduos industriais em fim de linha, praticado há muitos anos em numerosos países Europeus. As análises mostram que as incineradoras podem ser consideradas armas de destruição massiva, provocando vários efeitos negativos à saúde pública e ecológica.
Por este meio, venho alertar a alguns Presidentes de Câmara e respetivos cidadãos as causas que algumas pessoas são contra a inceradora, atendendo ao quadro situacional apresentado e ao seu alto custo da obra, mesmo que seja com fundos europeus, há outras maneiras de realizar o tratamento dos lixos tóxicos, utilizando recursos materiais e tecnológicos mais baratos e mais eficazes que defendem o ambiente e a saúde pública das populações , criando e respeitando a respetiva sustentabilidade económica e ecológica da própria Ilha de S.Miguel .  

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O Abuso sexual na criança

Ao analisar um programa televisivo, no qual todos os intervenientes apresentaram o seu ponto de vista e realizaram algumas conclusões ou medidas a um tema que infelizmente ainda se encontra escondido ou omitido na sociedade açoriana.
Os fatores de pobreza, educação, vítima , estatística foram bem argumentados, durante o desenvolvimento do debate  que decorreu durante um programa televisivo açoriano. A questão da prevenção primária do abuso sexual da criança, seria necessária debate-la,  atendendo ser um trabalho de crucial relevância, que poderá apresentar várias hipóteses de combater a origem do problema do que a sua própria consequência. O abuso sexual, geralmente nasce no seio das próprias familias destruturadas ou estruturadas, o que interessa essencialmente detetar o problema antes da consumação do ato. Perante este quadro situacional ser bastante previsível, poderá ser quantificado por um estudo científico das diversas áreas científicas relacionadas com a psicologia comportamental, associada à sociologia e por fim ao direito auxiliado pela segurança social, poderá naturalmente encontrar as melhores medidas a serem aplicadas, consoante a especificidade de cada caso de abuso.
O problema atual na prevenção do abuso sexual, se encontra na desarticulação das diversas instituições, em vez de funcionarem numa mesma direção, simplesmente atuam de forma individualista e egocêntrica sem objectivo  bem definido e clarificado a longo prazo. Sabemos que a educação é primordial ao indivíduo, mas se esquecemos da educação da sua pobre familia como iremos colmatar o problema da pobre criança?. A escola desempenha um papel abrangente à sua área, mas sem auxílio dos apoios dos agentes exteriores, como exemplo das técnicas da segurança social e das psicólogas à família, deduzo que seja um trabalho contra maré, porque a criança  aprende e recebe o conhecimento exato da escola, mas evidentemente não poderá por em prática na família, face ao seu baixo nível de instrução e de informação, que não promove o desenvolvimento necessário à sua prática . Este trabalho deverá ser realizado numa triologia interativa  entre família, escola e sociedade. A educação não é exclusiva ao aluno, terá obviamente ser abragangido por toda a família e respetiva sociedade representada pelas diversas instituições, de forma abranger as diversas áreas transdisciplinares que melhor solucione o problema específico de cada criança abusada.
Os tribunais, as comissões de menores, a escola, a família, a vítima, as psicólogas e as técnicas de segurança social devem trabalhar multidisciplinarmente, de forma encontrarem as melhores medidas que realmente quebre os ciclos de pobreza, de toxicodependência, de prostituição,  de criminalidade, que são as principais variáveis que interferem no abuso sexual da criança. Infelizmente o governo atribui rendimentos mínimos sem orientação de nutricionistas, sem dar formação à família nuclear , deduz-se que o gasto é péssimo ou deficiente na alimentação, ou o gasto é  indevido em produtos de tabaco ou de bebida dos seus progenitores, são fatores cruciais  que propiciam ao vício e que provocam a instabilidade  emocional e familiar da criança, não levando à quebra de ciclos de pobreza interageracional, que obviamente devia ser combatidos pela educação e conhecimento para vida quer profissionalmente, quer socialmente.
Avaliando todo o programa televisivo, achei interessante falarem em estatísticas e observatórios, mas falarem dos instrumentos  necessários ao combate deste flagelo ao nível das instituições, talvez teria mais utilidade por parte dos intervenientes apresentarem soluções mais eficazes neste universo mais concreto, do que propor medidas mais abstractas num tema tão delicado em termos sociais das vítimas mais vulneráveis da sociedade contemporânea, as pobres crianças abusadas.

domingo, 16 de abril de 2017

A moda de ser político

A dimensão política deverá ser construída  a partir de uma realidade que se encontra quantificada por uma necessidade populacional, que deseja o seu melhor bem estar. Nesta funcionalidade operante, em que o dever de concretizar uma ideologia de pensamento, segundo um princípio ético e moral que concretize toda a dinâmica política necessária ao desenvolvimento de uma sociedade sustentável. O direito e o respeito pelos direitos humanos será uma validade quantificada a partir de um valor de garantia, manifestado através de um poder totalitário baseado numa filosofia saudável de servir o próximo com máxima lealdade.
A realidade fala por si, quando o povo vota em função do seu interesse e direito, dá uma oportunidade ao político eleito ou reeleito de desenvolver um determinado projeto numa determinada realidade, que satisfaça pelos menos uma maioria da população. A questão política, que se alimenta à custa dos vários setores económicos, exige um vasto conhecimento sobre estes mesmos setores, onde o campo de ação de uma determinada população possa satisfazer as suas próprias necessidades, através de um somatório de fluxos microeconómicos sustentáveis. A partir de um processo em que determina uma orientação para um resultado de desenvolvimento  macroeconómico gerado a partir das diversas interações económicas, desenvolvidos num espaço geográfico de uma determinada nação.
Ninguém tem o direito de julgar de forma positiva ou negativa alguém que se candidate a um determinado cargo, sem apresentar o seu justo cumprimento da sua própria função em prol do seu resultado. Talvez o presente condene o candidato a um futuro cargo , mas o julgamento final dependerá da satisfação eleitoral de uma maioria da massa populacional, em relação ao futuro candidato que se apresente por um determinado projeto credível. Em relação às  minorias de opositores, geralmente não votam, por se sentirem revoltadas ou insatisfeitas com a realidade apresentada. A liderança depende da liberdade de votação do povo, que sanciona, elege ou reelege, ou muda de candidado em caso de insatisfação da maioria do povo. Perante este quadro situacional, a possibilidade de construção de uma nação será sempre condicionada a uma competência política que seja  eficaz na realidade onde se encontra inserida, para quem tenha a inteligence necessária à sua concretização, baseada na sua pura ambição.

Christopher Brandão 2017

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A INCLUSÃO DE ALUNOS ESPECIAIS NAS ESCOLAS



A complexidade crescente de incluir alunos com necessidades educativas especiais nas escolas, tem sido ultimamente considerada um processo evolutivo lento, muitas vezes inaperacionavél ao nível integrativo. O conceito de futuro de deficiência terá de adquirir um paradigma no sistema educativo, ao nível da aquisição de mais conhecimento e de alguma experiência inclusiva ao nível de alunos possuidores de necessidades educativas especiais. Para uma filosofia de integração, existem várias investigações que se encontram sendo trabalhadas nas escolas, que provavelmente não sejam capazes de colmatar todos os problemas que surgem no espaço de sala de aula em alunos diferenciados. 
Devido à falta de preparação técnica dos professores, os alunos com necessidades educativas especiais nem sempre usufruíram de um conjunto de igualdades de oportunidades no passado, porque dependiam essencialmente do seu esforço para uma adaptação inclusiva. 
Com a publicação do Decreto de Lei n.º 319/91, de 23 de agosto de 1991, “Aprovação do regime de apoio a alunos com necessidades educativas especiais que frequentem estabelecimentos dos ensinos básico e secundário”, surge um novo paradigma a nível nacional, que veio operacionalizar com grande eficácia, as grandes transformações pedagógicas referentes às necessidades educativas especiais, tendo como consequência uma mudança comportamental por parte dos docentes. Podemos verificar que ainda existe muitas restrições ao nível da inclusão, atendendo às estratégias serem ineficazes em determinadas situações de exclusão e discriminação de indivíduos diferenciados. Perante este quadro situacional houve a oportunidade dos alunos adquirem direitos de aprendizagem por igualdades de oportunidades. 
Segundo Freire (2008) a concetualização da inclusão dá-se a partir de um “movimento educacional, mas também social e político que vem defender o direito de todos os indivíduos a participarem de uma forma consciente e responsável na sociedade que foram aceites, respeitando as diferenças dos outros. O contexto educacional, defende o direito de todos os alunos a desenvolverem as suas próprias competências que lhes permitam exercer o seu direito de cidadania, através de uma ação educativa com qualidade, mas necessária ao desenvolvimento das suas próprias necessidades, interesses e especificidades. Para este autor a escola desenvolve as competências necessárias para a criação de atitudes e valores ético-morais com tolerância e respeito pelas populações especiais. As igualdades de participação de alunos diferenciados na sociedade têm demonstrado no passado que o processo de segregação ainda permanece utópico relativamente à solução de integrar alunos com maiores dificuldades de adaptação à escola.
A implementação de um sistema educativo inclusivo, obriga a grandes transformações organizacionais de diferentes níveis escolares. A resistência muitas vezes não é tão natural à mudança de mentalidades e culturas dos diferentes agentes educativos, que por vezes se encontram em contradição com os princípios educativos que lhes são propostos pelo Ministério de Educação. 
A inclusão escolar não depende do seu desempenho escolar, mas baseia-se essencialmente numa visão holística das próprias necessidades do indivíduo.
A escola deverá ter em atenção à globalidade das vertentes do aluno orientadas para uma vida educativa e profissional, respeitando o seu próprio desenvolvimento psicomotor, educativo, emocional e pessoal. Para que uma mudança de princípios orientadores se concretize, será necessário valorizar o potencial do aluno na escola, de forma a proporcionar uma educação inclusiva que se assuma na sua heterogeneidade. 
As escolas atuais já deveriam estar preparadas para responderem a alunos com necessidades educativas especiais, através de recursos humanos e materiais especializados. A realidade da capacidade de resposta educativa não é a mais adequada, atendendo que nem todas as escolas garantem as mesmas igualdades oportunidades e de satisfação ao universo escolar diferenciado. Apesar de algumas escolas já se verificar um feedback positivo, ainda temos uma grande etapa a percorrer nas diversas áreas do conhecimento para satisfazer as populações especiais integradas a nível escolar. 
A inclusão na escola tradicional exige um paradigma evolutivo que implica alterações profundas e significativas ao nível das práticas de investigação que ultimamente tem demonstrado sucesso ao nível da inclusão, graças ao bom desempenho do professor na turma. Perante este quadro situacional é inquestionável desenvolver programas de habilitação psicomotora para a docência, que possibilitem de futuro conhecimentos essenciais aos profissionais de educação, para que possam responder eficazmente aos problemas das necessidades educativas especiais.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Transtorno do Deficit de Atenção Escolar



O transtorno escolar é derivado de um deficit de atenção que depende essencialmente de uma aprendizagem comportamental em campo real. Durante a fase da infância, determinadas caraterísticas orientadas durante o desenvolvimento psicomotor do aluno, muitas vezes colidem com as próprias dificuldades em contexto escolar, devido a um mau relacionamento comunicacional com os seus pais e respetivos professores. Os problemas escolares, surgem perante uma enorme dificuldade de aprendizagem, que por sua vez influencia o desempenho das ações comportamentais, derivadas de uma falha ao nível do cognitivo. Os alunos que se encontram em idade escolar, devem ser melhor compreendidos pelos professores ao nível da gestão de conflitos, dependerá da sua facilidade em detetar na turma um determinado aluno indisciplinado apresentando algum sintoma de hiperatividade comportamental. A grande maioria dos alunos passam uma grande parte da sua vida incapacitados, devido às suas dificuldades sociais no seu dia à dia, apresentam uma baixa autoestima derivada por um deficit de atenção. O transtorno do deficit de atenção escolar, depende essencialmente do mau desenvolvimento educacional por parte do aluno indisciplinado que mal interage em contexto escolar.
Os professores ao identificarem desvios comportamentais em alunos, devem posteriormente alertar os pais, para uma necessidade de tratamento especializado, perante possíveis indicadores de um determinado distúrbio de hiperatividade. Perante este cenário, será necessário um conjunto de condições básicas para que um aluno possa ter uma orientação especializada. A grande melhoria da aprendizagem depende de um determinado contexto de sala de aula, no qual a deteção de problemas comportamentais ao nível da hiperatividade por parte dos professores, será um fator crucial para um critério de êxito da aprendizagem da turma. Para que tal situação aconteça, será necessário um trabalho transdisciplinar ao nível do desenvolvimento social, realizado com alunos possuidores de diversos tipos de desvios comportamentais bastantes problemáticos, aplicando diversas formas de diálogo, para que os professores possam orientar corretamente os respetivos encarregados de educação.
Nem sempre os pais admitem que os seus filhos sejam hiperativos, pois muitos deles acham que são inteligentes demais por se encontrarem interessados em novidades ou inovações, além disso, eles não acreditam num tratamento com medicamentos porque poderá tirar a própria espontaneidade do seu progenitor. Os professores deverão informar aos pais qual o procedimento a ser seguido, mediante os sintomas relacionados com a indisciplina provocada por um determinado distúrbio biopsicossocial, atualmente considerado um sintoma de hiperatividade.
Para diferenciar comportamentos entre os alunos que demonstram os seus conhecimentos com uma maior relevância, será necessário técnicas metodológicas que sejam capazes de contribuir para uma resolução destes problemas, originários a partir dos fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais. Numa perspetiva ideológica diferenciada de pensamento ao nível da quantidade de ritmo de movimentos a serem executados acima do normal, poderá eventualmente ser ocasionada por graves dificuldades de relacionamento, causados essencialmente por grandes dificuldades na aprendizagem escolar.
Os riscos dos alunos de se envolverem em situações perigosas, poderá eventualmente ter uma origem hiperativa, derivado de um transtorno do deficit de atenção escolar, por possuírem mais energia e menos necessidade de sono e de repouso.
Os bebés hiperativos quando se mexem muito durante o sono, podem adquirir um padrão locomotor do andar mais tarde, o que geralmente poderá haver um retardo na fala e na troca das letras por um maior tempo possível do que o normal. Porém, estes sintomas não são suficientes para definir um quadro situacional de hiperatividade em contexto escolar, o que demonstra determinadas caraterísticas em alunos com dificuldades de concentração, por se encontrar em motricidade e comunicação constante. O aluno que não consegue ficar concentrado numa determinada tarefa isolada, por apresentar uma certa impulsividade interativa, caracterizada pela falta de pensamento antes de agir. Provocar situações primárias de risco, como atravessar a rua sem antes olhar para os dois lados, poderá muitas vezes estar condicionada a dificuldades de aprendizagem, não só pela falta de atenção, mas também por distúrbios visuo-preceptivos percetíveis.
Ao nível psicomotor, o aluno que apresente dificuldades durante o fator noção do corpo, provavelmente não consegue discriminar o lado direito do lado esquerdo, ou mesmo orientar-se no espaço físico sem elaboração de sínteses auditivas. A outra caraterística mais importante, será uma má estruturação do esquema corporal, originária a partir de uma alteração da memória visual e auditiva.
Segundo (Bastos, Thompson, Martinez, 2000) , este distúrbio geralmente é de origem genética, e é causado pela pouca produção de catecolaminas, que consiste num somatório da adrenalina mais a noradrenalina, classificados de neurotransmissores responsáveis pelo controle de diversos sistemas neurológicos, que por sua vez, controlam a atenção a nível cerebral. O transtorno do deficit de atenção escolar é provavelmente originário dos baixos níveis de catecolaminas, cujo o processo provoca uma hipoativação dos próprios sistemas comportamentais ao nível psicomotor, que se encontra relacionado com o sistema neurológico . Os indivíduos afetados, não podem controlar a sua atenção para níveis de atividade aceitáveis, atendendo que os seus impulsos emocionais influenciam mais os seus estímulos perpetuados em meio ambiente escolar do que nas reações das suas próprias respostas .
Nos anos 30, estudiosos observaram drogas estimulantes de metilfenidato e de pemolina aumentavam o nível de catecolaminas no cérebro, normalizando temporariamente o comportamento dos alunos hiperativos, possuidores de um fraco controlo de impulsos. Segundo Smith e Stick, (2001, p. 20), “ao contrário do que algumas pessoas têm como verdade, os estimulantes atuam no cérebro inibindo as áreas responsáveis pela hiperatividade, ou seja, em vez de estimular, acabam acalmando a pessoa”. No início do desenvolvimento psicomotor do individuo pode-se mencionar uma severa privação sensorial, derivada de uma estimulação ativa. Podemos concluir que existe várias hipóteses que explicam as causas da hiperatividade, embora a responsabilidade sobre a causa do transtorno do deficit de atenção escolar caia sobre as toxinas compostas por químicos diversificados.
Os problemas ao nível do desenvolvimento psicomotor, ao nível da alimentação, da hereditariedade e da malformação congénita exige uma investigação diferenciada em estruturas funcionais do cérebro de indivíduos possuidores do transtorno do deficit de atenção escolar. As áreas específicas do hemisfério direito do cérebro, do córtex pré-frontal e dos gânglios de base do corpo caloso e do cerebelo, devem ser investigadas ao nível das suas estruturas metabólicas.
A investigação sobre a reação das drogas perante o transtorno do deficit de atenção escolar poderá ser considerado um transtorno neurobiológico, apesar da intensidade dos problemas vividos pelos seus portadores. As experiências de vida, tendo como fator determinante a genética, leva determinados investigadores a concluírem que existe uma maior incidência sobre a população masculina. Segundo as investigações recentes, o número de indivíduos do sexo masculino em relação ao número de indivíduos do sexo feminino possuidores do transtorno do déficit de atenção escolar é na proporção máxima de dois indivíduos do sexo masculino para cada individuo do sexo feminino, entre os estudos mais antigos e recentes, a razão desta diferença incide mais no sexo masculino do que no sexo feminino. A conclusão é simples, o sexo feminino apresenta um maior transtorno do deficit de atenção escolar, incidindo essencialmente em sintomas de desatenção; o que traduz menos incomodo ao nível escolar e em casa, enquanto no sexo masculino são mais incidentes na avaliação médica realizada nos serviços de saúde mental.
Iniciando o diagnóstico médico que procura observar um distúrbio caraterizado por um comportamento crónico, com uma duração de um tempo mínimo em atividades ao nível escolar, podemos detetar um determinado desvio comportamental social no aluno. A escola desenvolve isoladamente um trabalho pedagógico intensivo, mesmo que os pais não aceitem o diagnóstico em relação aos seus filhos, alguns testes talvez possam esclarecer alguns problemas ligados à aprendizagem, no qual a instituição escolar poderá ser um local privilegiado para a identificação de problemas, mesmo envolvendo uma linguagem percetiva do aluno perante as suas próprias condutas comportamentais, em meio escolar onde se encontra inserido.

Christopher Brandão, 2017

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A importância da Avaliação Psicomotora na Leitura e na Escrita



A escola ainda mantém o caráter mecanicista instalado no próprio sistema educativo, ignorando a psicomotricidade no ensino fundamental. Os professores encontram-se preocupados com a boa leitura e a boa escrita, muitas vezes não sabem como resolver as dificuldades apresentadas por alguns alunos, simplesmente rotulam-nos como portadores de distúrbios de aprendizagem. Na realidade, muitas dessas dificuldades poderiam ser resolvidas pela própria escola e até poderiam ser evitadas precocemente, se houvesse um olhar mais atento e qualificado dos agentes educativos, mais sensibilizados para o desenvolvimento psicomotor.
Alguns alunos apresentam dificuldades de aprendizagem, por não realizarem movimentos adequados, o que não significa em termos de educação psicomotora, que os movimentos automatizados sejam os melhores executados na sua padronização. O maior interesse das ações psicomotoras encontra-se na ação cognitiva, que atua sobre o corpo humano como uma referência espacio temporal, para posteriormente interagir como um instrumento de poder totalitário com a mente. Atendendo à constante busca de desafios e descobertas essenciais à  aprendizagem do corpo, este desenvolve determinados instrumentos de poder que muitas vezes atrapalha a mente com a sua própria motricidade.  
 Durante o processo de aquisição de conhecimento, a alfabetização acontece nos anos iniciais de desenvolvimento psicomotor do indivíduo, com base no desenvolvimento cognitivo do aluno, será necessário uma boa organização corporal, para uma boa aprendizagem de conceitos essenciais à alfabetização. Esta organização poderá ser um ponto de partida para a descoberta das suas diversas potencialidades de ação, perante novas situações problemáticas que acontecem ao nível educativo.
A solução e a resolução de problemas relacionados com as dificuldades de aprendizagem, muitas vezes, se encontram associadas às fracas capacidades psicomotoras de um individuo. 

A aprendizagem da leitura e da escrita exige habilidades tais como:

– Dominância manual já estabelecida,

– Conhecimento numérico necessário para saber quantas sílabas formam uma palavra;

– Movimentação dos olhos da esquerda para a direita na posição mais adequada para escrita;

– Discriminação de sons relacionados com a perceção auditiva,

– Adequação da escrita às dimensões do papel, ao nível da proporção das letras,

– Pronúncia adequada das letras, sílabas e palavras,

– Noção de linearidade através da sucessiva disposição das letras e das palavras,

– Capacidade de decompor as palavras em sílabas e letras,

– Possibilidade de reunir letras e sílabas para formar palavras e por sua vez formar as frases, os paragráfos e os respetivos períodos.

Independentemente do contexto pouco estimulado pela linguagem verbal, e as dificuldades apresentadas pela inversão ou troca de letras em textos mal escritos, implica uma interação da escrita associada à má leitura. As dificuldades apresentadas pelos fatores psicomotores referentes ao equilíbrio, ao esquema corporal, à lateralidade e às especificidades percetivas do indivíduo, dependem essencialmente da má estruturação do  raciocínio lógico dedutivo a nível simbólico. 
A assimilação das boas aprendizagens escolares, incide essencialmente numa avaliação puramente psicomotora, no sentido de se reforçar o desenvolvimento eclético dos alunos, através da aplicação de várias medidas preventivas, que sejam capazes de solucionar algumas lacunas dos programas individualizados estabelecidos nas diversas áreas escolares. O trabalho integrado entre os professores, os orientadores, os coordenadores e por fim pelos professores de educação física, geralmente fica àquem das decisões aplicadas ao nível das avaliações escolares. O objetivo de contribuir para a superação destas dificuldades, de forma a favorecer o desenvolvimento psicomotor dos alunos, através de uma ampliação dos seus próprios conhecimentos em diferentes áreas multitransdiciplinares. Perante este quadro situacional, um deficit de aprendizagem prejudica seriamente a motricidade de um determinado individuo que se encontra em processo de alfabetização.
O processo da aprendizagem linguística poderá ser influenciada por uma série de dificuldades ao nível da aquisição da leitura e da escrita, derivadas por várias causas de ordem emocional e estrutural. Existem alguns pré-requisitos que são necessários para que o aluno possa atingir uma maturidade necessária para compreender todo o processo de alfabetização de uma boa aprendizagem da leitura e da escrita. Será necessário uma avaliação diagnóstica derivada de um conjunto de capacidades e habilidades que sejam capazes detetar determinadas aptidões individualizadas, mas para isso será necessário saber quais são os pré-requisitos psicomotores necessários para que o aluno possa aprender a ler e a escrever corretamentente.
Os pré- requisitos dependem essencialmente dos fatores psicomotores que se manifestam através de uma Bateria de Testes Psicomotores  na seguinte forma:

• Equilíbrio reúne um conjunto de aptidões estáticas (sem movimento) e dinâmicas (com movimento), abrangendo um controle postural essencial ao desenvolvimento das aquisições da locomoção,

• Lateralidade traduz-se pelo estabelecimento da dominância lateral da mão, do olho e do membro inferior, do mesmo lado do corpo. Não devemos confundir lateralidade com um domínio de um lado do corpo em relação ao outro, ao nível da força e da precisão, em que o conceito de esquerda e de direita não traduza o domínio de um dos lados do corpo em relação ao outro. São comuns ocorrerem problemas ao nível da orientação espacial, atendendo à dificuldade de discriminação e diferenciação entre um dos lados do corpo dominante em relação às possíveis dificuldades apresentadas pelo aluno. A incapacidade de seguir uma determinada direção gráfica na escrita, determina uma posição da mão que poderá ser orientada de futuro da esquerda para direita e de cima para baixo,

• Esquema corporal através do qual o aluno toma consciência do seu corpo enquanto escreve,  atendendo que não coordena bem os seus próprios movimentos, por apresentar enormes dificuldades na caligrafia, provavelmente apresenta um mau trabalhado de descodificação.  Muitas vezes poderá surgir  dores no braço, com as possíveis dificuldades do aluno de se expressar por intermédio de uma boa escrita, poderá eventualmente ser derivada de uma má posição postural da mão . 

• Estruturação Espacial consiste na capacidade de compreensão do indivíduo em relação ao seu corpo, relativamente à posição dos objetos perante o espaço. As possíveis dificuldades apresentadas pelas posições das letras pode gerar confusões entre as letras b com d, p com q, chegando mesmo a inverter as sílabas, as palavras e os próprios números. Escrever em espelho poderá ser uma das dificuldades mais apresentadas durante a realização de cópias de texto. Acontecem erros escritos ao nível do cálculo matemático, porque o próprio aluno não compreende a ordem sequencial das palavras, da noção de fileiras, colunas, agrupamentos, formas geométricas, ordem, dezenas, unidades e mapas. Ao nível de referência espacial a não disposição dos números em fileiras, retas ou misturando-os, gera determinadas confusões nos alunos sobre a direita, a esquerda, de frente , de atrás, de alto e baixo. A progressão de grandeza e classificação produz um determinado critério de seriação, que por sua vez leva à própria desorientação de cálculos pré- estabelecidos anteriormente.

• Estruturação temporal apresenta-se por uma linguagem inseparável do ritmo, atendendo que as palavras obedecem a uma ordem temporal sequencial sonora têmporo-espacial essencial às frases através de uma sucessão de palavras . Muitas vezes, o aluno não consegue discriminar os sons semelhantes das letras, por não possuir um determinado ritmo de leitura e nem ter uma entoação necessária para uma voz correta ao nível da pontuação. O distúrbio do ritmo das possíveis dificuldades na leitura e na escrita ao nível da duração e sucessão, não se encontram assimiladas por parte dos alunos com dificuldades psicomotoras.

• Praxia Global tem por definição realizar uma capacidade de movimentação voluntária pré-estabelecida de uma forma em que se alcança um determinado objetivo. As possíveis dificuldades em movimentar-se, determina uma certa dificuldade no desenvolvimento da coordenação visuomotora. Os movimentos esteticamente rudimentares podem provocar movimentos bruscos, derivados de uma dificuldade de relacionamento interpessoal.

• Praxia Fina compreende todas as tarefas motoras finas, onde se associa a função da coordenação dos movimentos dos olhos, durante a fixação da atenção, através de uma ação manipuladora de objetos. Além de abranger as funções derivadas das atividades preensivas e manipulativas mais finas e mais complexas, existem possíveis dificuldades em que os alunos sofrem transtornos ao nível da coordenação dinâmica manual por apresentarem problemas visuomotores . As inúmeras dificuldades de desenhar, recortar, escrever, ou seja todos os movimentos que exijam precisão ao nível da coordenação, encontra-se associada entre olho e a mão.

• Perceção Visual manifestada pelo sentido da visão e audição, é considerado um pré-requisito muito importante para a aprendizagem da leitura e da escrita. As possíveis dificuldades em trocar as letras que diferem de pequenos detalhes, por exemplo o e e, f e t, c e e, h e b, a e o, em determinadas palavras podem ser sujeitas a confusões. Por exemplo a troca da palavra preto em vez de prato poderá eventualmente geral uma confusão ao aluno, atendendo que não percebe os detalhes internos das palavras.

• Perceção Tátil consiste na capacidade de perceber através da sensação quinestésica da pele. Os alunos apresentam dificuldades em desenhos gráficos, atendendo à má desorganização do caderno, o que demonstra muitas vezes uma má vontade, por apresentarem sintomas de  medo de errar em determinadas atividades. As possíveis dificuldades de movimentos com pouca precisão gera uma má caligrafia, 

• Perceção Auditiva é de fundamental importância para a leitura e a escrita. Quando falamos, emitimos sequências de sons que serão repetidos quando escritos. As possíveis dificuldades de discriminação, são derivadas do esquecimento do som que as letras representam, por exemplo F por V; B ou J (foi por voi, ou joi), ou então P por B, em que o aluno substitui ponte por bonte; CH por J, ou V chapa por japa, D por B, ou T dado por bado ou tado; T por D (tatu por dadu), S por Z (sonho por zonho), C por G (cartaz por gartaz).
Na avaliação escolar, familiar, individualizada, psicológica,médica e diagnóstica sobre o processo de ensino e aprendizagem do aluno, deverá ser aplicada por uma bateria psicomotora essencial para adotação de medidas mais preventivas para superação das dificuldades de aprendizagem. Primariamente deverá haver um projeto pedagógico escolar inserido num processo multidisciplinar de funcionalidade operante, que seja  capaz de auxiliar os professores titulares a colmatar os possíveis deficits de aprendizagens dos alunos com dificuldades psicomotoras. A avaliação não deve neutralizar, mais sim potencializar uma análise crítica do quadro situacional  das condutas e posturas a serem adotadas a nível escolar.
A Psicomotricidade prevalece em todas as atividades que desenvolve a motricidade no domínio do conhecimento do próprio corpo. Será um fator essencial e indispensável ao desenvolvimento global e uniforme do aluno, que dependa da aprendizagem funcional do seu processo cognitivo, através de uma educação psicomotora.
 O desenvolvimento do esquema corporal, da lateralidade, da estruturação espacial, da orientação temporal e pré-escrita são utilizados com frequência, e por sua vez são elementos básicos fundamentais para aprendizagem do indivíduo que integra os fatos culturais relacionados como o seu próprio desenvolvimento pessoal. As falhas no desenvolvimento motor poderá também ocorrer na aquisição da linguagem verbal e escrita, em que ato antecipa a palavra, e a fala é utilizada como uma ferramenta psicológica estruturada. 
A psicomotricidade poderá dar oportunidades aos alunos a utilizar o movimento para atingir as suas aquisições mais elaboradas, independentemente das suas condições de desenvolvimento serem essenciais ao aumento do seu reportório motor.
Atualmente, a sociedade do conhecimento e da informação exige uma maior velocidade de processamento da atividade intelectual, prescindindo cada vez menos da atividade motora, cujo as consequências de futuro a  longo do prazo poderá influenciar todo o processo educativo.
Os diferentes especialistas de diferentes áreas, têem ultimamente insistido sobre a importância do capital psicomotor, essencial ao desenvolvimento nos primeiros anos de vida, atendendo que é neste período de tempo que o ser humano apresenta um ótimo momento para as aquisições mais significativas das aprendizagens. Os desafios e as conquistas apresentam uma dinâmica construtiva  ao nível do desenvolvimento das próprias aprendizagens dos alunos, através de um reportório psicomotor essencial ao seu desenvolvimento emocional e cognitivo.

Christopher Brandão, 2017

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O Que Lá Vai Lá Vai



Hoje estou nostálgico de uma forma diferente de encarar 2017. O ano 2016, foi um ano diferente, intenso, forte, muita coisa aconteceu no mundo, nas nossas vidas, talvez houve muitas mudanças terríveis, derivadas de um jogo ou de uma gestão de atos e de fatos, que nos causa impressão sobre a nossa performance, perante a vida em sociedade globalizada.
Para muitas pessoas, mudar de objetivos, de emprego, de casa, de país, poderá fazer parte de um plano contínuo, traçado há mais tempo do que havíamos previsto.
Mas afinal, como termina as contas do mundo? Erradas, precisando de acertar energias positivas ou talvez descansar para corrigir as negativas, porque 2017 não vai ser diferente do que 2016, talvez a sua animação seja momentânea, explosiva, mas antes demais, será necessário que esteja preparado para o melhor, mas essencialmente prepare-se sempre para o pior, indepentemente de ser ou não ser mais um ano, temos muita lição de casa para realizar, para aprender, e acautelar-se para os maus acontecimentos que se aproximam.
Fazendo a minha analíse de final de ano, espero que ajude na sua inspiração em realizar um melhor plano de libertação dos seus pensamentos e das suas reflexões, impróprias ao meu consumo das minhas humildes ideias sobre a vida, talvez necessite de ter um inimigo de si próprio, para fazer brilhar a sua estrela da sorte , e de prever o que vai colher no futuro. Não olhe para o passado como aluno, porque terá de ser um dia professor do seu próprio futuro.
Deixar de fazer coisas boas, na minha opinião é tão mau como pecar, não deixe de ver os seus resultados a falarem por si próprio, talvez seja a hora de dar o grito da afirmação da sua própria confirmação, de ser bom, de ser ótimo, de ser excelente ou de ser excecional, dependa mais do seu caráter, do seu valor, da sua personalidade de querer aprender mais do que os outros, no momento em que tomar uma verdadeira decisão, relativamente a qualquer outra coisa, talvez seja o momento ideal, em seguir o seu próprio caminho, pelos seus próprios desejos e motivações, que considere mais importante para a sua própria vida.
Chega o dia em que terá de rasgar uma página da sua vida, porque será uma das melhores sensações do mundo, de se libertar do seu verdadeiro significado, e finalmente, poderá ter descoberto a verdadeira solução, tirada de tantas outras opções interessantes da sua própria cartola, do que fazer magia daquela promissora página, que anteriormente havia simplesmente rasgado. Na compreensão da nossa conduta de vida, se encaramos o processo de aprendizagem de erros como normal, poderá eventualmente ser um preço bastante elevado a pagar, se ultrapassamos os diferentes obstáculos da vida, por um processo de libertinagem selvática de atos e pensamentos mal avaliados.
Perante a nossa missão de encarar o próximo ano de uma forma positiva, consoante os nossos atos e as nossas contradições, talvez se tiramos o melhor partido do futuro, seja a melhor lição de vida, na eventualidade de conhecermos a melhor realidade do presente , .


Christopher Brandão, 2017