terça-feira, 30 de setembro de 2014

cineantropologia: Modelo espacial humano

cineantropologia: Modelo espacial humano: A Cineantropologia Espacial Humana No último século, vários teóricos desenvolvimentistas estudaram intimidamente o fenómeno do desenvol...

Modelo espacial humano

A Cineantropologia Espacial Humana


No último século, vários teóricos desenvolvimentistas estudaram intimidamente o fenómeno do desenvolvimento humano. Sigmund Freud (1827-1939), Erik Erikson (1963), Arnold Gesell (1954), Robert Havighurst (1972) e Jean Piaget (1974), entre outros, fizeram contribuições valiosas às ciências na área do desenvolvimento Humano. Cada um deles construíram modelos teóricos que retrataram processos desenvolvimentistas com base na adaptação e desenvolvimento humano. A importância de um estudo detalhado sobre o desenvolvimento motor permite avaliar determinadas caraterísticas biomorfológicas importantes ao fenómeno cineantropológico e fundamentais ao desenvolvimento da evolução humana. Num determinado período espácio-temporal o desenvolvimento espacial deverá fornecer as indicações e as finalidades necessárias aos humanos. Os objetivos definidos em termos de percepção espacial são definidos pelas orientações das capacidades e valores das estruturas psicomotoras humanas. Os conceitos ou temas das unidades são assimilados pelo próprio homem que investiga a ciência. Independentemente dos fatores externos que condicionam a estruturação humana por várias etapas de desenvolvimento e adaptação definidos no âmbito dos sistemas hipercomplexos e interativos que por sua vez são canalizadores de uma organização multidisciplinar perante um meio aleatório. Neste contexto é possível encontrar muitos desenvolvimentos humanos através da diversidade do espaço físico ou geográfico. O processo de desenvolvimento motor é específico a cada indivíduo. Cada indivíduo tem um tempo peculiar de aprendizagem psicomotora importante para aquisição das habilidades motoras. O relógio biológico embora seja bastante específico numa sequência de aquisição motora é extensível ao desenvolvimento individual de determinadas exigências da tarefa. As faixas etárias de desenvolvimento representam escalas temporais de ações comportamentais de sujeitos que podem ser observados e avaliados num determinado quadro situacional.O estudo do desenvolvimento motor data apenas no início do séc XX. Determinados métodos de estudo evoluíram numa multidiversidade de problemas que influenciaram a quantidade e a qualidade das possíveis informações. A história dos métodos de estudos foram descobertos em problemas de desenvolvimento motor baseados num recente espaço temporal da humanidade que se esqueceu explicar os desenvolvimentos dos nossos antepassados remotos. A importância da origem da terra tem provocado na comunidade científica uma crise de identidade acerca do paradigma do meteorito ou do vulcanismo.Na era mesozóica compreendido num intervalo cronológico entre 65 a 145 milhões de anos apresenta-se por uma escassez de fósseis. A extinção dos dinaussaros no período cretáceo-terciário designado pela crise Kt definida por uma perestroika de biodiversidade na terra. Segundo os palentológos não sabemos o que se passou com a crise KT, sabemos que ouve uma transformação brusca climática no final do período cretácio. Segundo explica o cientista Ronan Allain (2010) o clima naquele tempo sofreu oscilações bruscas de temperaturas entre o frio e o quente levando à destruição da biodiversidade da terra que provavelmente poderia ser provocada pela queda de um meteorito gigante ou por uma atividade intensa de vulcanismo.No início dos anos 80 descobriu-se vestígios na Índia de uma placa de basalto constituída por uma acumulação de lava acumulada a 1500 metros de altura.Durante os primeiros tempos as datações radiocronológicas revelam uma idade de 65 milhões de anos coincidentes com a tal crise KT anunciada anteriormente.Estudos recentes comprovam que determinadas estrias datadas num período temporal de 100 000 anos provam que houve picos intensivos de atividade vulcânica. A influência catrastófica do clima oscilatório entre temperaturas elevadas e frias é discutível quanto à queda de um meteorito e mais plausível face à descoberta de uma camada de argila cretáceo-terciário que se apresenta por sua vez por um produto 30 vezes superior ao normal descoberto pelo italiano Luís Alvarez (1968) que ganhou  o prémio Nobel da física. O iridum encontrado poderá ser a tese comprovativa do impacto da queda do meteorito que dispersou e depositou os seus componentes na superfície do globo da Terra. Em 1991 houve uma descoberta de alguns vestígios derivados de um impacto de um meteorito, comprovado por uma cratera de diâmetro de 180 km não distante de Chicxulub localizado a sudoeste do México  e encontra-se soterrada debaixo da Península do Lucatã.Num jornal científico 41 investigadores afirmam ter desmistificado o mistério da origem da terra através de um asteróide que atingiu a terra com uma potência mais elevada do que a bomba atómica de Hiroshima. Provavelmente seria carregado de material em grande velocidade para a atmosfera desencadeado por uma reação em cadeia que provocou um resfriamento por irradiação sobre o planeta terra num espaço temporal compreendido de alguns dias. Esta tese do meteorito poderá ser radical ao nível da extinção dos dinossauros, mas alguns palentólogos afirmam: «Porque todos os dinaussaros desapareceram, com excepção das aves, no tempo que os pterossauros desapareceram?»Não sabemos exatamente a idade do seu desaparecimento, também não sabemos a razão da sobrevivência dos mamíferos, mas estamos cientes que atualmente o homem poderá ser responsavél por uma nova extinção de seres vivos na terra pela sua ação cineantropológica.


autor- Christopher Brandão 2014

domingo, 28 de setembro de 2014

cineantropologia: Ontogenia Cineantropológica

cineantropologia: Ontogenia Cineantropológica: A Cineantropologia Da Ontogenia A ontogénese define-se por uma integração sensorial da espécie humana no sistema uterino materno, no qual...

Ontogenia Cineantropológica

A Cineantropologia Da Ontogenia

A ontogénese define-se por uma integração sensorial da espécie humana no sistema uterino materno, no qual é considerado um potencial pré-requisito do desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem que se prolonga extrauterinamente através do seu repertório de aquisições cineantropológicas que vão desde o movimento até à comunicação.Em termos evolutivos e funcionais a postura erecta será uma conquista contra a gravidade, uma das primeiras aprendizagens cineantropológicas e cerebrais da espécie humana.A acção cineantropológica do equilíbrio permite uma resistência à gravidade, ao fortalecimento e à tonicidade dos músculos à inibição, à facilitação dos reflexos, da vigilância neuromuscular pertencentes aos sistemas gama, proprioceptivo e vestibular coordenativo que por sua vez são comandados pelo cerebelo e tronco cerebral. No seu todo libertam o corpo humano para uma evolução cineantropológica dos processos biológicos de sobrevivência através de uma aprendizagem de cultura.Segundo os autores Ajurriaguerra (1964), Kephart (1971), Wallon (1966 e 1970) a postura tem como resultado um sistema funcional donde emerge a síntese integrada de múltiplas aferências sensoriais produzida nos recetores periféricos (proprioceptivas, vestibulares e visuais), cibernética e sistematicamente regulada à base de processos de ação retroacção que permitem ao indivíduo uma capacidade cineantropológica funcional única no reino dos vertebrados.A integração vestibular e proprioceptiva está associada a todos vertebrados através de uma organização axial que interconeta com uma polaridade céfalo caudal que provavelmente criam os pressupostos funcionais do controlo dos movimentos oculares relacionados com a captação da informação envolvente, fundamental para as respostas adaptativas definidas por Ayres (1982) e para a formação da consciência do ser humano  baseada na teoria bios semiótica de Rothschild (1963).O ser humano tem necessidades e motivações necessárias à emergência do fabrico de aparelhos, de utensílios, da arte, da escrita, da apreensão do fogo graças à integração postural e especial derivada da sua locomoção vertical que por sua vez estão relacionadas com a focalização visual e cerebral desenvolvidas em situações onde se encontram  objetos, imagens e símbolos.
Uma cineantropologia controlada, elaborada e construtiva, requer uma manutenção,fixação plástica e flexível de um controlo postural e de um controlo atencional que são fundamentais à capacidade instrumental do homo sapiens de se desenvolver cineantropologicamente.Piaget (1974 e 1976/pag 39) afirma que a epistemologia genética é do conhecimento primário “ …uma acção sobre objecto”, reforça o papel da postura e da motricidade da génese dos processos cognitivos manifestados pela ação sobre a realidade que a  transforma.Para Rey (1935) toda a exteriorização das ações é uma manifestação típica de todas as funções psicológicas simples, uma vez que as aferências (respostas postuo motoras) produzem um contato com a realidade exterior. Para o mesmo autor, as novas aferências planificadas a partir de um contato postuo motor permite ao ser humano imaginar uma ação, observá-la e analisá-la de forma a produzir interconexões muito estreitas entre a atividade motora e a atividade mental.Nesta dimensão postural de motricidade, não se trata de simples compostos motores, mas de sistemas coordenados e intencionais de um objetivo de exteriorização dos seus movimentos.
Analisando cineantropologicamente os humanos potencialmente elaboram estratégias de ação ou de sequencialização espacio-temporais, intencionais, decorrentes da solução de qualquer problema hipercomplexo que se lhes depara. A importância estratégica pressupõe evidentemente um controlo postural de determinadas informações vestibulares e proprioceptivas.Lorenz (1968) defende o conhecimento do corpo baseado na interpretação ancestral do homem primitivo, capaz de manipular objetos e simultâneamente visualizá-los pela sua capacidade de consciencializar os seus movimentos através de formulações das suas primeiras conceitualizações. Este princípio filogenético da espécie humana está enraizado na sua capacidade de aprender para praticar.Quirós e Schrager (1978) elevam o controlo postural ao nível hemisférico e não simplesmente ao nível cerebeloso, dando-lhe ênfase e relevância psíquica superior à medida que se equaciona a aprendizagem humana em termos intra e inter-hemisférica.O hemisfério esquerdo é simbólico e trata prioritariamente as funções da linguagem, da análise e do tratamento sequencial. O hemisfério direito é definido pela linguagem não verbal e trata das informações corporais, e da síntese de tratamento simultâneo e global.
 Segundo estes autores o somatório destes hemisférios confere à postura um estatuto neuropsicológico inter-relacionado com a lateralização e especialização hemisférica.Relativamente à especialização hemisférica, o hemisfério simbólico, muitas vezes inibe o hemisfério postural de forma a receber convenientemente a informação.
Em linguagem cibernética para se chegar evolutivamente aos circuitos do hemisfério simbólico é preciso passar pelos circuitos inferiores do hemisfério postural (noção de potencialidade postural), sem esta estrutura funcional, a linguagem e a aprendizagem não se integram, nem se desenvolvem cineantropologicamente.Em termos evolutivos é impossível chegar a processos superiores de aprendizagem sem determinar as necessidades corporais de sobrevivência ou de conforto.Os humanos no que diz respeito ao desenvolvimento simbólico e à construção de relações interpessoais interagem no sistema postural e na somatagnosia pela evolução cultural que se operacionaliza por processos de tradução de linguagem falada para  uma linguagem escrita ao longo do desenvolvimento cineantropológico adquirido ao longo do seu ciclo de vida humano.Ayres (1975) afirma que a postura exige certas condições do meio envolvente, do solo e das forças gravitacionais que no seu todo constituem um sistema funcional quase exclusivo da espécie humana desenvolvido pela aprendizagem cineantropológica.Para que o organismo aprenda é necessário uma adequação energética de forma a ampliar e inibir estímulos processar informações e agir. Sem o domínio postural do cérebro não existe aprendizem motriz que não se desenvolve pelas atividade simbólicas e por sua vez afeta os sistemas comunicacionais.O cérebro necessita automatizar as suas funções antigravíticas antes de poder processar as informações simbólicas adquiridas pelas aquisições posturais que por sua vez são pré-requisitos específicos dos humanos ao seu desenvolvimento cognitivo.A primeira fonte de conhecimento humano exige experiência psicomotora e não é viável em determinadas condições cineantropológicas de estabilidade postural. Com a instabilidade postural, nenhum conhecimento é apropriavél na medida em que se perdem todas as referências necessárias ao processamento de informação cerebral.No animal e no ser humano de baixo nível etário, o conhecimento inicia-se a partir das atividades psicomotoras possíveis após aquisição da segurança gravitacional.A transformação do conhecimento derivado pelas ações mentais exige principalmente a organização de unidades funcionais preexistentes, o equilíbrio é sempre ponto de partida e de chegada de novas combinações cineantropologicas.As atividades motoras posturais suportadas pelos centros corticais utilizam outras atividades motoras e não motoras mais complexas.Queirós e Schrager (1978) e Fonseca (1989), afirmam que as atividades motoras automáticas podem ser produzidas de forma satisfatória por processos de conhecimento que têem melhores e maiores possibilidades de desenvolvimento cineantropológico.O significado psiconeurológico parece mais compreensível na medida em que envolve a maturação de todo o sistema nervoso e de todas as suas capacidades de conhecimento.O controlo postural é indispensável ao desenvolvimento motor ou cineantropológico.A importância da postura e da psicomotricidade no desenvolvimento utilizado na obtenção de novos conhecimentos adquiridos no espaço geográfico pela ação cineantropológica da espécie humana.As atividades posturais associadas às motoras estão subordinadas às actividades cognitivas. A dualidade do acto ao pensamento e do pensamento ao acto permite a transformação da cineantropologia.O equilíbrio define a integração das sinergias posturais e motoras que são reguladas pelo cerebelo pelas suas áreas mais antigas, arquicerebelo e as mais recentes neocerebelo.O cerebelo em termos evolutivos apresenta a expansão dos seus lobos nos quais o córtex obteve as suas áreas associativas.O equilíbrio desempenha um papel organizativo de todas as atividades cerebrais motoras, psicomotoras e simbólicas. Fonseca (1999) determina que o cerebelo, o sistema vestibular,  a formação reticular, estão intimamente associados ao longo da filogénese e da ontogénese, na medida em que se criam circuitos em formato de fluxograma de retroactivação, de referenciação, e de comando, moldando a tonicidade e o equilíbrio de forma a serem integrados em movimentos hipercomplexos sequenciais de antropomacromotricidade, de forma a proporcionar a elasticidade e a adaptação.
A hierarquização harmoniosa dos movimentos, das tarefas e subtarefas do equilíbrio não fornecem dados funcionais, vestibulares e cerebelosos como também talâmicos, límbicos e reticulares visto que em termos sistémicos, é impossível dividir o cerebelo do tálamo, da formação reticular e do centro vermelho do sistema límbico.Hipoteticamente a base destas interconexões e do servomecanismo chega destas tarefas, tanto nos sinais de descontrolo psicoemocional, como nas expressões faciais, sorrisos e gestos.Wallon (1966 a 1970) define a vida emocional pela interação de ações tónicas, emotivas e de motricidade que interacionam em termos de desenvolvimento afetivo, donde o significado psiconeurológico dos dados obtidos funciona como fator psicomotor.Lúria (1973 e 1980) afirma que toda a activação se transforma em sistema de segurança gravítico, independência motora, em capacidade motora de controlo emocional, capacidade de atenção e de alerta e em apreensão espacial que em si consubstância o cerebelo, como um centro de tácticas posturais e motoras integradas na primeira unidade de Lúria.A postura gravitacional é produto do desenvolvimento da atenção selectiva e de conservação dessa função primordial do cérebro, através da qual os extero-receptores, essencialmente, a audição e a visão se desabrocham no seu meio envolvente, de forma a organizarem as funcionalidades psíquicas superiores.O equilíbrio associado com a tonicidade formam a organização neuromotora superior, constituída pela lateralidade somatagnosia, estruturação espácio-temporal e práxicas.A motricidade pré-antecipada é importante para a neuromotricidade em termos filogenéticos e ontogenéticos e por sua vez  constroi a cineantropologia humana.
A atividade cognitiva superior integra a motricidade fazendo o transfert em neuromotricidade que se traduz numa organização neurológica importante para todo o processo de aprendizagem humana.A organização neuromotora é resultado da integração dos dados proprioceptivos tónicos, vestibulares, posturais, motores e quinestésicos em dados extero-receptivos (tácteis, auditivos, rítmicos, visuais, espaciais, temporais etc.).Lúria (1973) define um sistema funcional hipercomplexo que transforma a motricidade numa perspetiva neurointrínseca.A cineantropologia com os seus graus de liberdade liberta-se para uma dinâmica do seu universo psicomotriz para se transformar em neuromotricidade.Esta relação é avaliada por um conjunto de dados intrínsecos e extrínsecos na sua concepção e elaboração, organização, regulação, verificação e execução.A transformação e a modificação da motricidade, na qual a tonicidade e o equilíbrio relacionados na primeira unidade de Lúria interferem na elaboração de fatores neuromotores hipercomplexos, como a lateralização, a noção do corpo e a estruturação espácio-temporal e produção das práxicas determinantes à activação da segunda e terceira unidades funcionais lurianas.  A ontegenia cineantropológica provavelmente poderá ser considerado um dos processos da evolução da evolução humana.
autor- Christopher Brandão 2014          



sábado, 27 de setembro de 2014

cineantropologia: O Paradoxo De Valor Do Espaço Cineantropológico

cineantropologia: O Paradoxo De Valor Do Espaço Cineantropológico:  O Espaço Cineantropológico um Paradoxo De Valor ?   O espaço contribuiu para a formação pessoal, social, ética, técnica e científica d...

O Paradoxo De Valor Do Espaço Cineantropológico

 O Espaço Cineantropológico um Paradoxo De Valor ? 


 O espaço contribuiu para a formação pessoal, social, ética, técnica e científica dos investigadores, idenpendentemente do seu grau académico que se encontram inseridos. A consciencialização por parte dos investigadores ao nível dos valores científicos relativos à sua área é de primordial importância para a aprendizagem das metas científicas propostas. As opções de investigação condicionam o conhecimento produzido pelos investigadores dando uma utilidade pública dos bens tangíveis adquiridos. Os orientadores conhecem bem as situações de grande conflito interno com que muitos investigadores se debatem sobre os reflexos dos seus resultados científicos relativos a uma determinada área científica. Esta sensação de inutilidade não é estranha relativamente ao espaço geográfico se for encarado como disciplina talvez possuirá potencialidades científicas e educativas que muitas vezes não são  exploradas na sua real valorização. A interação do espaço físico e geográfico com o ambiente constitui uma linhagem de estudo direcionada para a multidisciplinaridade das várias abordagens possíveis de estudar as localizações humanas. Apesar de realçar aspetos fundamentais do conhecimento não se deve sobrevalorizar qualquer espaço para reforçar a sua fronteira entre as ciências sociais, humanas e naturais relativas à interdisciplinaridade das grandes investigações atuais sobre a evolução humana.A dimensão espacial não deve ser desinserida no contexto da evolução humana porque sem espaço não há desenvolvimento dos fatores que interagem com as populações e as sociedades no seu todo. Podemos associar em categorias distintas nomeadamente;- Alterações significativas nos recursos materiais tecnológicos e bens tangíveis transmíssiveis às gerações futuras,- Alterações ao nível das ações comportamentais e dos modus vivendi e operandi que provocam grandes transformações sociológicas das próprias populações num determinado espaço físico,- Alterações na morfologia espacial e dos metódos de conhecimento geográfico em prol da evolução humana,As alterações diversificam-se de uma forma aleatória e muito crescente numa dinâmica cineantropológica evolutiva em prol da adaptação e desenvolvimento que são os instrumentos fundamentais para a mutuação genética e que por sua vez permitem uma nova dinâmica espacial dos povos e uma maior transmissão de cultura e informação. No seu todo este processo conduz à diversificação genética populacional que são fontes de uma intensificação informativa efetuada pelo transfert da tecnologia associada ao deslocamento das populações. A origem da tecnologia surgiu de uma mudança crucial da evolução que conduziu ao pensamento casual e à capacidade de realizar instrumentos que possam interagir com o espaço físico e geográfico. A relação entre a utilização de instrumentos com o pensamento casual associado à linguagem foi fundamental para a evolução e poderá ser um problema hipercomplexo interessante para a sua desmistificação. Um destes elementos poderá ter servido para arrastar os outros elementos. A tecnologia é essencialmente de natureza padronizada, complexa e repetitiva que exige um domínio manual apurado na sua forma em associar os diversos componentes.
 A questão do tamanho cerebral leva-nos a outra alteração significativa que ocorreu num momento do percurso evolutivo cineantropológico originário dos nossos antepassados e muito semelhantes ao dos símios. Os cérebros grandes exigem maiores crânios permitindo assim uma maior vantagem na luta pela sobrevivência, de tal forma haja uma grande pressão evolutiva para o crescimento cerebral tanto quanto possível. A dimensão cerebral é cada vez maior e permite uma maior assimilação de conhecimento derivado por um melhor processo de ensino-aprendizagem na aquisição de cultura e tecnologia quer rudimentar quer tecnológica ao longo do tempo.Podemos afirmar que o progresso da tecnologia foi lento, as lascas de sílex utilizadas como lâminas datam apenas de há 100 000 anos. Os artefatos de ossos de chifres e marfins eram transformados em artefatos especificamente afiados como o caso das lanças e arpões. Há cerca de 20 000 anos os artefatos do Paleolítico superior sugerem uma possível divisão laboral na produção de instrumentos mais hipercomplexos. As lâminas distintas de lascas eram então comuns, assim como os instrumentos de origem de compósitos eram importantes para a sua utilização e manufaturação de vários materiais realizados em osso. Estas técnicas exigiam um enorme espaço temporal para serem dominadas.
Um dos mistérios da evolução humana é saber o porquê dos nossos cérebros serem enormes. Estes órgãos enormes e hipercomplexos utilizam muita energia mesmo durante a fase do sono. Qualquer cérebro de maior dimensão exige alimentos de elevado teor calórico do tipo em que se obtém, por exemplo a carne dos cadáveres das presas abatidas pelos leões que esmagavam os ossos para comer a sua metafíse fértil.Segundo Deacon (1997); Dunbar (1996) quase todas as teorias convencionais assumem o grande cérebro como uma adaptação ou uma vantagem dos humanos em produzir relações sociais complexas baseadas no crescimento interactivo grupal que por sua vez permitiu o fabrico de utensílios. O cérebro em cada segundo consegue processar 100 milhões de bits de informações e de mensagens adquiridas pelos sentidos. No tronco encefálico existe uma rede de nervos designado por formação reticular que atua como uma espécie de centro de controlo de tráfego em que monitoriza milhões de mensagens que lá chegam. Este consegue separar as mensagens principais das restantes pelo córtex cerebral. Em cada segundo esta pequena rede de nervos só permite no máximo algumas centenas de mensagens que penetrem na mente e no consciente. As células cerebrais chaves designam-se por neurónios que por sua vez estão separadas por sinapses por diminutos espaços de 25 milionésimos de milímetro. Estes espaços são cruzados por substâncias químicas definidas por neurotransmissores, 30 das quais são conhecidas, mas o cérebro pode possuir muitas outras ainda desconhecidas. Estes sinais químicos são recebidos pela terminação nervosa do neurónio por uma malha de diminutos filamentos designados dentritos. Os sinais transmitidos para a outra terminação nervosa do neurónio são efetuadas através de uma fibra nervosa chamada axónio. Os neurónios são estimulados por sinais eléctricos que cruzem em espaços que muitas vezes são químicos. A transmissão dos sinais nervosos é de natureza electroquímica. Cada impulso tem a mesma força, mas a intensidade do sinal depende da frequência dos impulsos.Não é exato saber quais são exatamente as estruturas que sofrem transformações fisiológicas cerebrais que ocorrem durante o processo de ensino-aprendizagem. A experiência sugere que à medida que aprendemos na fase inicial da vida humana obtemos melhores conexões de interneurónios que libertam mais substâncias químicas e por sua vez cruzam com os espaços dos interneurónios. A aplicação continuada das conexões fortalece e reforça a aprendizagem. Segundo o neurocirugião Robert J. White (1994) afirma que o cérebro humano evolui mais do que qualquer animal o que contradiz a razão dos fatos. A destreza manual exigiu transformações sensoriais e motrizes no cérebro ao longo do tempo. O cérebro moderno humano provavelmente deverá ter evoluído em reação de uma capacidade integrada na manipulação e utilização de instrumentos. É mais lógico reconhecer a existência de um intelecto superior responsavél pelo desenvolvimento da relação entre o cérebro e o cognitivo provavelmente poderá desmistificar a compreensão da metafísica humana.Analisando a evolução humana a nível mundial podemos observar que a dinâmica cineantropólogica é instrumentalizada pela adaptação e desenvolvimento de determinadas variáveis sociobiomorfohumanas. A evolução humana teve de se adaptar de tal forma que a informação atual é mais credível aos investigadores por ser muito diversificada manuseável e útil dos que nos tempos remotos. Em segundo lugar resulta de uma observação global e universal das variáveis em constante transformação do conhecimento produzido diariamente pelos investigadores nos seus laboratórios. Tal fato advém de uma série de experiências condicionadas ao modo com que os investigadores analisam o seu espaço científico e como os envolve na aplicação de metodologias científicas baseadas numa fase inicial num conjunto de questões que pretendem dar respostas mais verídicas possíveis. Tais vivências podem ser aproveitadas não só pelo orientador como também pelos investigadores que pretendem respostas convincentes às suas questões e anseios. É importante desenvolver atitudes e competências necessárias para uma apreciação crítica da informação e das provas que os investigadores detêm ao seu dispor, tendo em atenção ao conhecimento estudado do homem quanto à sua distribuição relativa às grandes diferenças ao nível do desenvolvimento e da adaptação humana. O espaço físico e geográfico poderá desenvolver-se como ciência cineantropológica nos universos de investigação, ao nível dos estudos logitudinais ligados aos problemas evolutivos humanos. Neste quadro situacional é possível definir um conjunto de variáveis para o espaço físico e geográfico num contexto de evolução humana ao longo do tempo.Os objetivos serão formulados no sentido de auxiliar os investigadores a:- Desenvolver a compreensão e o interesse sobre o conhecimento não só de espaços que lhes são próximos mas também dos espaços longínquos,- Apreender uma grande variedade de condições existentes sobre a superfície terrestre, local de desenvolvimento evolutivo humano nos quais os indivíduos adaptaram, desenvolverem, modificaram o ambiente sob influência das atividades sociais, políticas, cineantropológicas, económicas,etc,- Delinear um quadro globalizante no qual possam situar fenómenos evolutivos do passado até ao presente,- Percepcionar um modo mais completo do significado humano quer na sua atividade desenvolvida num determinado espaço quer nas suas interações cineantropológicas, - Desenvolver uma melhor compreensão acerca dos mecanismos de organização espacial pertencente às atividades humanas,- Compreender os processos hipercomplexos que deram origem à diversidade dos padrões psicomotores humanos segundo determinados padrões espaciais da superfície terrestre e no modo como influenciaram as transformações espaciais e cineantropológicas,- Ter uma crescente consciencialização acerca da diferença de oportunidades e constrangimentos que afetam as diferentes populações nos diferentes espaços sob diferentes condições económicas, sociais, políticas e físicas,- Desenvolver uma melhor compreensão na natureza das sociedades multiculturais e multiraciais,- Compreender no seu todo um conjunto de problemas, sociais, económicos, políticos e ambientais numa dimensão espacial e geográfica e refletir sobre estes problemas, produzindo juízos de valor devidamente fundamentados na Ciência Cineantropológica,- Desenvolver um vasto leque de capacidades e competências necessárias ao raciocínio espacial e geográfico igualmente úteis e aplicáveis noutros quadros situacionais,- Atuar de modo mais interveniente no seu ambiente enquanto indivíduos ou membros sociais.Estes objetivos traduzem claramente muitas das preocupações do desenvolvimento humano perante um espaço físico e geográfico em que os investigadores devem analisar toda a verdade dos fatos.
A reflexão de uma determinada postura investigativa e epistemológica permite evitar distrações se quisermos proceder à sua apreciação crítica das suas bases rigorosas. Os modelos evolutivos e pedagógicos que os cosubstanciam enquadram-se em finalidades evolutivas que representam muitos dos princípios básicos vulgarmente designados por evolução cineantropológica.As ideologias de que temos vindo apresentar, pretendem sobretudo restabelecer uma ligação interativa entre a evolução humana com o espaço físico através de ações cineantropológicas. Elas confrontam-se no próprio seio da comunidade científica em determinados especialistas que propõem o retorno às origens humanas de forma entendermos que a evolução humana é fundamental para compreendermos o homem contemporâneo em termos de uma correta informação sobre o mundo atual sem quaisquer dúvidas de que o espaço físico e geográfico desempenha um papel fundamental na adaptação e no desenvolvimento cineantropológico.A interpretação de mapas, entre outros, são básicos para melhor compreensão do espaço físico e geográfico que muitas vezes auxiliam os investigadores nas tomadas de decisão sobre as melhores teorias motricomunicativas humanas.
É importante reconhecer a todos que investigam a evolução humana num determinado espaço físico ou geográfico que se pode constituir uma ferramenta essencial ou um meio de melhor compreensão, não só do mundo humano mas também do quadro situacional onde este se encontra inserido na cineantropologia.A melhor articulação entre espaço físico ou geográfico associado à evolução humana permite uma melhor descoberta da verdade científica. Esta situação poderá suscitar uma curiosidade científica que poderá ser uma via alternativa estimulante na compreensão do desenvolvimento humano através das ações cineantropológicas. Torna-se necessário uma descrição detalhada das situações espaciais e geográficas que se concretize na descoberta de soluções e respostas referentes aos problemas e interrogações que surgem. A descrição das situações espaciais poderá ser um conjunto de enigmas no qual estas questões levantadas pelos raciocínios dos investigadores possam solucionar toda a problemática relacionada com a área cineantropológica.A investigação espacial e geográfica poderá ser um meio de auxiliar as ciências para finalidades instrumentais motricomunicativas de futuro, através dos desenvolvimentos das mentalidades abertas dos próprios investigadores que futuramente irão investigar a ciência cineantropológica.

autor- Christopher Brandão 2014

sexta-feira, 26 de setembro de 2014