quarta-feira, 2 de setembro de 2015

cineantropologia: A Dimensão Do Sorriso Contagioso

cineantropologia: A Dimensão Do Sorriso Contagioso: O sorriso define-se por um meio de comunicação não-verbal expresso em bem-estar e abertura, quando utilizado para manifestar o estado emo...

A Dimensão Do Sorriso Contagioso



O sorriso define-se por um meio de comunicação não-verbal expresso em bem-estar e abertura, quando utilizado para manifestar o estado emocional ou comportamental do próprio sujeito em lidar com os outros. Poderá eventualmente estar em consonância com o caráter e a atitude de uma pessoa possuidora de um comportamento espontâneo e involuntário, enquanto um sorriso canalizado para uma abordagem de forma mais convencional manifesta-se por um código de conduta mais formal. Manifesta-se por um estado de espírito pessoal mais ou menos sincero o que não implica sempre uma atitude de abertura perante o outro. É produzido por esticar a boca, levantando os lábios e possivelmente mostra os dentes de um indivíduo. Envolve as estruturas da boca associadas aos próprios olhos através de um processo comunicativo mais profundo. Um sorriso sincero e instintivo estica os lábios com um olhar vivo e profundo, por outro lado, um sorriso forçado não altera a aparência da circunstância, o que simplesmente limita a contrair os músculos da boca do próprio indivíduo. Na sua exibição, o que há de mais notável num sorriso perante alguém, será a obrigação da sua retribuição com o mesmo sorriso, mesmo quando ambos os sorrisos aparentam ser falsos. Segundo a investigação do professor Ulf Dimberg pesquisador da Universidade de Uppsala pediu a determinados voluntários que reagissem a uma série de imagens de pessoas com fisionomias de indiferença, de alegria e de raiva. Estes mesmos voluntários foram instruídos para manifestar com seus rostos os mesmos sentimentos, mas nem sempre copiando ou reproduzindo a expressão das pessoas que se encontravam nas próprias imagens. Os movimentos dos músculos faciais foram medidos usando um equipamento que captava os sinais produzidos pelos estímulos elétricos provocados pelas contrações das fibras musculares. Estes voluntários demonstraram maior facilidade em franzir a testa diante da imagem de um homem zangado do que a sorrir na mesma situação. Para o professor Dimberg este é um exemplo que definiu como contágio emocional. Ainda que estivessem a tentar de forma consciente a controlar as suas reações naturais, as contrações dos respetivos músculos faciais relatavam uma diferente história que espelhava as principais expressões que viam, mesmo quando não tentavam fazer. 
A professora Ruth Cambell, do university College de Londres especialista em neurociência cognitiva da leitura facial, incluindo a análise de discurso, de leitura de expressão facial e por fim a utilização da codificação do rosto por sinais não verbais, acredita na existência no cérebro de um neurónio espelho que é responsável pelo reconhecimento dos rostos e das expressões, que por sua vez provocam uma reação instantânea de espelhamento. Por outras palavras quer que nos apercebamos ou não, copiamos ou reproduzimos automaticamente as expressões faciais que observamos. 
O sorriso deve fazer parte do nosso reportório de linguagem corporal porque influência diretamente as nossas atitudes e comportamentos em relação aos outros.
 A ciência provou que quanto mais sorrimos maiores são as reações positivas que recebemos por parte das outras pessoas. 


Christopher Brandão 2015

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

cineantropologia: A comunicação do sorriso

cineantropologia: A comunicação do sorriso: Os primários estudos científicos sobre o sorriso foram realizados nos inícios do século XIX por um cientista de nacionalidade francesa chama...

A comunicação do sorriso


Os primários estudos científicos sobre o sorriso foram realizados nos inícios do século XIX por um cientista de nacionalidade francesa chamado Guillaume Duchenne De Boulogne, que por sua vez utilizou a electrodiagnose por estimulação elétrica para realizar uma investigação sobre a distinção de um sorriso genuíno em relação aos outros tipos de sorrisos. Este cientista investigou a motricidade facial produzida pelos músculos da face dos sujeitos que anteriormente haviam sido executados por guilhotina. A motricidade facial foi estudada em diversos ângulos, diferenciando-os do objetivo de registo originado pela causa do músculo responsável pelo seu sorriso. Descobriu-se que os sorrisos são controlados por um conjunto de músculos designados por zigomático major. O principal músculo zigomático é considerado um músculo de expressão facial que atrai o ângulo da boca superior e posteriormente o sorriso. Como todos os músculos vestibulares e zigomáticos que fazem parte dos ramos do nervo facial, o zigomático maior é inervado pelo nervo facial que por sua vez é considerado o sétimo nervo craniano pertencente à expressão facial que desce ao longo da parte lateral do rosto e por sua vez interligam-se aos cantos da boca.

O zigomático major puxam a boca para trás de forma a expor os dentes alargando as bochechas, ao passo que um músculo orbicular tem como missão envolver o olho, e por sua vez se apresenta por um formato de banda de anel designado por esfíncter. Encontra-se no tecido da pálpebra que faz com que o olho realize ações de fechar ou piscar, ao mesmo tempo que comprime a glândula lacrimal auxilia no fluxo de lágrimas sobre a superfície do olho. A contração do músculo também provoca o aparecimento de dobras ou pés de galinha que se irradiam para fora do canto externo do olho. É essencial compreender que ambos os músculos são controlados de forma consciente no qual podem produzir sorrisos falsos de satisfação simulada em determinados comportamentos. Os orbiculares nos olhos atuam de forma independente e revelam os verdadeiros sentimentos de um sorriso genuíno. Perante este quadro situacional devemos quantificar a avaliação da sinceridade de um sorriso de um indivíduo observando diretamente ao lado dos olhos.

Na situação de um sorriso de satisfação não só os cantos dos lábios são puxados para cima, como também os músculos que envolvem os próprios olhos encontram-se contraídos por oposição aos sorrisos de não satisfação que simplesmente envolvem especificamente os lábios sorridentes. A sua principal função é servir de invólucro escondendo os dentes inferiores. Os chimpanzés apresentam por 2 tipos de sorrisos, um consiste numa expressão de apaziguamento no qual um chimpanzé demonstra um comportamento submisso a um chimpanzé dominante. Este sorriso manifesta-se no chimpanzé por um sorriso de cara de medo no qual o maxilar inferior abre-se de forma a expor os dentes, enquanto os cantos da boca são puxados para trás e para baixo produzindo um resultado muito idêntico a um sorriso humano.

O outro tipo de sorriso apresenta-se por uma expressão lúdica no qual a dentição é exposta no canto da boca em que os olhos são puxados para cima, emitindo sons realizados pelas cordas vocais muito idênticos ao sorriso humano. Em ambas situações estes sorrisos são usados como gestos de submissão. A comunicação expressa numa mensagem, de forma a não constituir uma ameaça através da avaliação do medo que um indivíduo apresenta em relação ao outro que se afirma como um ser lúdico. Perante uma situação comportamental ansiosa ou receosa de ser atacado ou ferido por outros indivíduos da mesma espécie, o chimpanzé apresenta-se pelos seus músculos zigomáticos que puxam os cantos da boca para trás para uma posição horizontal para baixo, enquanto os músculos orbiculares dos olhos se encontram numa posição mais estática. Eventualmente poderá por se apresentar por um sorriso nervoso adotado por um indivíduo que entra numa potencial situação de perigo na autoestrada e quase é morto por um autocarro, e por sua vez, se expressa perante uma reação de medo com um sorriso. Nos seres humanos o sorriso possuiu uma missão muito idêntica aos dos primatas. Poderá aparentar diversas formas, uma das quais de que somos não ameaçadores e pedimos que nos aceite a nível pessoal. Destacando-se as personagens políticas famosas como Vladimir Putin Presidente das Repúblicas Socialistas Soviéticas, Margaret Thatcher antiga primeira ministra de Inglaterra e os atores como Charles Bronson, Clint Eastwood que aparecem sempre mal dispostos ou agressivos perante o público devido apresentarem sorrisos não submissos aos outros.

Uma investigação realizada em situação de tribunal demonstrou que um pedido de desculpas acompanhado com um sorriso conduz a uma menor pena do que outro apresentado sem nenhum sorriso.

A ausência de um sorriso explica a razão de muitos indivíduos serem dominadores.

Christopher Brandão 2015

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

cineantropologia: A Cineantropologia Recuperativa

cineantropologia: A Cineantropologia Recuperativa: Neste artigo iremos abordar algumas caraterísticas neurofisiológicas e psicoterapêuticas fundamentais ao processo de recuperação cineantrop...

A Cineantropologia Recuperativa

Neste artigo iremos abordar algumas caraterísticas neurofisiológicas e psicoterapêuticas fundamentais ao processo de recuperação cineantropológica de um individuo com necessidades educativas especiais decorrentes de uma lesão neurológica ou de uma doença derivada do sistema nervoso central ou do sistema nervoso periférico.
Podemos caraterizar estas doenças dependentes da sua localização e interação com os outros sistemas do corpo humano, uma vez que se encontram condicionados à própria evolução do estado das sequelas neurológicas mais graves, tais como distúrbios psicomotores ou cardiorespiratórios que intervêem nos processos de linguagem e comportamento. A dimensão socioeconómica do aluno com necessidades educativas especiais geralmente apresentam síndromas de cárater neurológico que incapacitam sob o ponto de vista anatomofuncional, todo o processo de ensino aprendizagem associado à sua própria qualidade de vida para além da sua condição financeira.
As doenças psicomotoras apresentam-se por 2 caraterísticas essenciais na sua deteção precoce associada à própria prevenção primária, cujo objetivo é diminuir ou retardar e até evitar as suas ocorrências.
O desenvolvimento de programas de tratamento e recuperação nestas populações alvo são de promoção de políticas de integração e inclusão no seu meio social, escolar ou familiar.
Na inclusão social é necessária para que haja um trabalho transdisciplinar por equipas especializadas de forma a qualidade científica seja a mais ajustada ao aluno ao nível de recursos humanos e tecnológicos.
Relativamente aos aspetos neurofisiológicos para que haja uma boa recuperação cineantropológica do individuo, são necessários mecanismos intervencionistas no processo de recuperação após lesões derivadas no sistema nervoso central por processos intrínsecos ou extrínsecos. Consideram-se os processos intrínsecos, aqueles que dependem da individualidade biomorfológica da cada individuo condicionada ao avanço do seu nível etário. Para situações de recuperação quanto mais velho for um individuo menor será a sua capacidade de recuperação devido à menor disponibilidade dos mecanismos de reorganização psicomotora. A capacidade em solucionar os fatores locais onde a lesão prevalece terá maior probabilidade do sistema nervoso central concluir a sua recuperação ou a sua diminuição do edema, desbriamento fisiológico do tecido neural lesado no qual o mecanismo de reorganização possa evoluir para uma plasticidade mais neural.
A plasticidade neuronal pode ser compreendida como uma capacidade adaptativa do sistema nervoso central que por sua vez tem a capacidade de transformar a sua própria organização estrutural e psicomotora. O sistema de proteção do ser vivo funciona como um princípio geral de restruturação ou de regeneração do que está danificado no seu próprio organismo. Sendo a plasticidade uma propriedade fundamental para o sistema nervoso central porque permite que as mudanças funcionais ocorram mediante agressões ou transgressões dos limites da cineantropologia. A propriedade de excitabilidade poderá ser uma das principais vias de desenvolvimento para as técnicas terapêuticas intervenientes em mecanismos neuroplásticos.
Existem teorias que explicam os mecanismos fisiológicos da plasticidade dependentes diretamente dos fatores tróficos baseados em proteínas solúveis que no sistema nervoso promove fenómenos neurotróficos em que regulam a sobrevivência neuronal. Os neurotróficos estimulam a formação e o crescimento das ramificações das células dendríticas. Ambos são considerados processos imprescindíveis para a plasticidade da síntese de proteínas essenciais à regeneração neuronal. Alguns destes fenómenos são denominados:
- sprouting
- denervation super sensitivity
- Behavior compensation
- Unmasking
 Tais teorias demonstram a plasticidade cerebral condicionado aos graus de recuperação que não dependem exclusivamente do substrato neurológico, mas também da grande quantidade e qualidade de estímulos de energia química ou elétrica gerados pelos neurónios pelo fenómeno de excitabilidade.
A qualidade, quantidade e velocidade da resolução de fatores localizados numa determina estrutura danificada dependem essencialmente da área lesada e da velocidade produzida pela lesão derivada dos fatores extrínsecos sociais, psicossociais e por fim do tratamento especializado por profissionais.
Entre os fatores intrínsecos os sinais e sintomas clínicos que o individuo apresenta podem influenciar de forma favorável ou adversa a sua recuperação psicomotora. Os fatores negativos encontram-se dependentes da longa duração do estado de coma, da confusão mental, da dor, do distúrbio, da deglutição, da alteração da linguagem, da incontinência urinária ou fecal, da negligência sensoriomotora, do distúrbio do tónus, da fraqueza muscular, da disestesia, da incoordenação motora, do desajustamento postural e do distúrbio psicoemocional. Relativamente aos mecanismos extrínsecos acrescentam-se os fatores negativos derivados à falta de apoio familiar, à limitação financeira e à falta de tratamento por profissionais de saúde especializados em atendimento personalizado.
Os fatores ambientais expressos na quantidade e na qualidade de estímulos gerados pelo ambiente no qual o aluno se adapta pelos sentidos do corpo ou pela proprioceptividade sensitiva.
Os vários estudos comprovam que o ambiente estimula ou deprime as necessidades mais básicas do sujeito em alimentar-se ou criar motricidade de forma a desenvolver uma vida de relação até recuperar-se globalmente ou parcialmente de uma lesão neurofisiológica.
Os fatores psicossociais são igualmente estimuladores ou depressores do processo de recuperação da cineantropologia do aluno possuidor de necessidades educativas especiais.
A hipótese da motivação parece que mais favorece o processo de recuperação motora do sujeito. A ansiedade e a depressão são considerados sintomas adversos para a compreensão da participação da família no tratamento aplicado ao sujeito numa fase mais tardia após a lesão, além de possuir um importante papel no processo de recuperação e manutenção da cineantropologia do aluno.

Christopher Brandão 2015

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