terça-feira, 11 de agosto de 2015

cineantropologia: O Poder Da Instrumentalização Das Mãos

cineantropologia: O Poder Da Instrumentalização Das Mãos: As mãos ao longo da evolução humana tem sido essencial para o desenvolvimento das interligações cerebrais que provavelmente influenciaram...

O Poder Da Instrumentalização Das Mãos


As mãos ao longo da evolução humana tem sido essencial para o desenvolvimento das interligações cerebrais que provavelmente influenciaram o restante sistema corporal pela soma das partes adaptativas do seu todo. Uma pequena quantidade de indivíduos nunca refletiu sobre o comportamento cineantropológico da mão ao nível do seu espaço envolvente, através de uma via de socialização comportamental específica referente a uma cultura, no modo de cumprimentar alguém.
Ao longo da história da humanidade a observação da palma da mão exposta tem sido associada a princípios e valores de honestidade, obediência, e submissão, como também poderá estar associado aos jogos do poder totalitário numa determinada hierarquia social.
Atualmente muitos juramentos são realizados ainda hoje com a palma da mão sobre o coração no qual é erguida e exposta quando alguém presta algum testemunho num processo em tribunal. Em julgamento a Bíblia é segura na mão esquerda enquanto a palma da mão direita é levantada para que os membros do júri do tribunal e o público a vejam.
A leitura das palmas das mãos poderá ser um potencial indicador para determinar um perfil de um indivíduo. Um perfil de honestidade e de submissão será a abertura corporal de um indivíduo perante o outro ou outros indivíduos, do mesmo modo que um canídeo expõe a sua traqueia de forma a demonstrar submissão ao dono, os seres humanos utilizam as palmas das mãos de forma idêntica para demonstrar que se encontram inofensivos, não apresentando nenhuma ameaça ao quadro situacional envolvente.  
A transmissão de uma imagem de uma pessoa aberta ou honesta evidentemente apresentará uma ou ambas as mãos abertas transmitindo uma informação verdadeira da realidade em que se pronúncia o indivíduo produtor de uma ação expressa numa linguagem corporal que exponha uma parte ou a globalidade das palmas das mãos à outra pessoa ou a grupos de pessoas que se encontram inseridos no mesmo espaço.
A maioria da sinalização pertencente ao repertório da linguagem não-verbal apresenta-se nos seres humanos como um gesto inconsciente que nos informa intuitivamente se o outro ser humano comunica uma verdadeira informação.
Os seres humanos de níveis etários inferiores quando mentem ou escondem algo anormal tendem simultaneamente esconder as palmas das mãos atrás das costas. Da mesma forma quando um ser humano adulto do sexo masculino queira ocultar a sua informação pessoal num determinado tempo, eventualmente poderá esconder as palmas das mãos nos bolsos ou numa posição de braços cruzados, de forma a justificar a sua situação relativamente ao seu cônjuge ou à sua namorada. As palmas das mãos escondidas poderão fornecer as pistas necessárias sobre a informação falsa que um indivíduo conta ou desabafa.
O sexo feminino quando esconde alguma informação tentará evitar o tema ou realizará um desvio de diálogo para um conjunto de temas não relacionados ao assunto exposto, gerando dúvidas que muitas vezes se encontram associadas a um conjunto de tarefas diversificadas e realizadas ao mesmo tempo.
Podemos concluir que o poder da instrumentalização das mãos no sexo masculino ao nível de linguagem não-verbal, a falsa informação apresenta-se muito óbvia enquanto no sexo feminino a falsa informação é desviada para um conjunto de diálogos e tarefas não relacionadas com o assunto proposto num determinado momento.
Provavelmente ao nível da evolução primitiva da espécie humana o poder da instrumentalização das mãos poderá ser uma hipótese relacionada com a falsa informação no sexo masculino em termos de melhor acesso ao valor reprodutivo das jovens fêmeas por um custo energético, enquanto no sexo feminino existe uma probabilidade de estar relacionado com a melhor aquisição dos melhores alimentos para uma melhor alimentação e manutenção dos seus progenitores, criando assim um melhor paradigma de mutação genética por um preço sexual diversificado ao nível de grupo social. Perante este quadro situacional podemos criar a hipótese que ambos os sexos mentem o que provavelmente terão uma maior tendência em aumentar a sua sexualidade com diversos parceiros em diversos espaços cineantropológicos e geográficos. Será uma hipótese que deverá ser investigada de futuro transdisciplinarmente pelas várias ciências.


Christopher brandão 2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

cineantropologia: A dimensão da falsificação da linguagem corporal

cineantropologia: A dimensão da falsificação da linguagem corporal:   Existe alguma forma de falsificar a linguagem corporal? A resposta evidentemente será negativa devido à falta de congruência que oc...

A dimensão da falsificação da linguagem corporal

 
Existe alguma forma de falsificar a linguagem corporal?

A resposta evidentemente será negativa devido à falta de congruência que ocorrerá com uma maior probabilidade em definir os gestos fundamentais manifestados simultaneamente por uma expressão corporal associada a uma linguagem verbal.
O exemplo das palmas das mãos expostas geralmente encontra-se associadas a indivíduos honestos, mas quando um indivíduo exibe as palmas das mãos e sorri provavelmente conta-nos uma mentira que poderá ser expressa por micro gestos mais especificamente relacionados com as sobrancelhas em elevação enquanto um dos cantos da boca contrai-se, o que indica que todos estes sinais entram em contradição com o gesto das palmas das mãos expostas em simultâneo com um sorriso.
Um exemplo prático que será relatado sobre uma entrevista de um indivíduo que por sua vez explicava as razões do seu abandono do seu último emprego. Uma das suas respostas que justificou a sua saída foi as poucas oportunidades que lhe davam para subir na sua carreira profissional, além de ter sido difícil a sua saída devido ao excelente relacionamento com todos os seus colegas.  
Perante este quadro situacional houve uma suspeita perante o entrevistador através do seu sexto sentido intuitivo que inconscientemente dizia que o candidato andava a mentir relativamente ao ex patrão, apesar de o ter elogiado constantemente. Realizando uma análise da entrevista através de um vídeo em câmara lenta, apercebeu-se que o candidato mencionava o seu ex-patrão pela lateralização referente ao lado esquerdo do rosto, durante umas frações de segundo expressou-se numa dimensão corporal de comportamento de desprezo.  
A análise das linguagens quer verbal e não-verbal muitas vezes são contraditórias e por sua vez surgem repentinamente no rosto de um sujeito em frações de segundos escapam a um observador e avaliador inexperiente. Neste quadro situacional como forma de certificação de informações, a decisão do entrevistador telefonar ao ex patrão para tirar as dúvidas sobre o potencial candidato foi a mais sensata porque descobriu toda a informação referente à sua dependência de drogas além de vendê-las no próprio espaço da empresa, justifica claramente a razão do seu despedimento.
Por mais confiante fosse este candidato a sua tentativa em falsificar a sua linguagem não-verbal manifestada pela sua expressão corporal por gestos contraditórios que simplesmente o denunciou perante o entrevistador.
A chave de um avaliador experiente encontra-se dependente da separação dos gestos reais dos falsos de forma quantificar a avaliação do perfil do sujeito como pessoa genuína, mentirosa, ou impostora.
Os sinais corporais que se apresentam pela dilatação das pupilas, suor no rosto corado ou não podem ser falsificados de forma consciente, mas expor as palmas das mãos para tentar parecer ou convencer um perfil de honestidade é facilmente aprendido em contexto de comunicação.
Existem situações de indivíduos que produzem uma linguagem verbal deliberadamente falsificada com o objetivo de obter determinadas vantagens profissionais e pessoais. Por exemplo num concurso da Miss Universo, no qual cada uma das candidatas exibe uma motricidade corporal calculista de gestos e de ações comportamentais de forma a dar uma imagem ou impressão de humanidade e sinceridade perante o público observador. Dependente do status ou da classificação de cada candidata existe uma maior probabilidade na falsificação de gestos e comportamentos para obter a pontuação necessária para a sua vitória. As experientes concorrentes só conseguem fingir ou simular a sua linguagem corporal por períodos curtos de tempo, com o passar do tempo o corpo releva sinais contraditórios independes das suas ações conscientes. Ao longo da história muitos políticos foram especialistas em falsificar a sua própria linguagem corporal de forma a levar os eleitores a acreditarem naquilo que dizem com sucesso e carisma como exemplo Jhon F. Kennedy, Adolf Hitler, Salazar, Nelson Mandela, winstson Churchill e outros.
Podemos concluir para a falsificação da linguagem corporal é difícil durante longos períodos de tempo, mas como veremos a sua importância na aprendizagem da avaliação da linguagem corporal para uma forma mais positiva de comunicação com os outros de forma a eliminar barreiras e obstáculos de transmissão de informações suscetíveis a falsos juízos de valor sobre quem é avaliado pelas próprias comunicações que transmitem.

   Christopher brandao2015    

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

cineantropologia: As noções evolutivas da linguagem corporal na ment...

cineantropologia: As noções evolutivas da linguagem corporal na ment...: A avaliação da linguagem corporal dos sexos em estado adulto é evidentemente mais difícil de interpretação atendendo ao tónus muscular do r...

As noções evolutivas da linguagem corporal na mentira dos sexos

A avaliação da linguagem corporal dos sexos em estado adulto é evidentemente mais difícil de interpretação atendendo ao tónus muscular do rosto ser mais reduzido.
A velocidade de alguns gestos relativamente aos outros gestos que se encontram relacionados com a idade biológica e cronológica de indivíduos de ambos os sexos que por sua vez poderão determinar um perfil comportamental individualizado. Por exemplo se um sujeito com idade cronológica de 4 anos dizer uma mentira é provável que cubra imediatamente a boca com uma ou ambas as mãos. O gesto de tapar a boca após uma mentira com a mão poderá ser um sinal de alerta para os seus progenitores. A probabilidade de se mentir ao longo de toda a vida varia no timing de velocidade do padrão da linguagem verbal com que um indivíduo produz uma mentira. Quando um indivíduo durante a fase da adolescência mente, a mão que é levada à boca é idêntica num indivíduo de nível etário de 5 anos, a única diferença que se encontra no gesto, será a sua realização de forma brusca na fase da infância enquanto na adolescência o indivíduo fricciona ligeiramente com os dedos à volta da sua zona bucal.
O gesto de cobrir a boca num padrão de mentira torna-se mais rápido com o avanço da idade para uma fase mais adulta, o que permite um melhor controlo cerebral das ações psicomotoras numa tentativa de bloqueamento das palavras enganadoras, exatamente como realiza um indivíduo de ambos os sexos na fase da infância ou adolescência. Existe um ponto de vista bastante interessante na diferenciação do gesto em relação a uma situação de mentira na fase adulta, será a tendência de um indivíduo afastar a mão do rosto, o que muitas vezes se pronuncia num gesto de tocar no nariz. A ação deste gesto camuflado traduz uma versão adulterada do gesto de infância em cobrir a boca.
Podemos concluir que à medida que os sujeitos envelhecem, os seus gestos se tornam mais subtis e menos óbvios, razão pela qual, a sua avaliação e a sua leitura torna-se mais difícil relativamente à sua interpretação comportamental em indivíduos possuidores de um nível etário superior a 50 anos do que para indivíduos que se encontram na fase da infância.
Atendendo a este quadro situacional será que podemos mentir com a linguagem corporal?
Para essa questão polémica, a resposta provavelmente é não, atendendo à falta de congruência que ocorrerá com uma maior probabilidade entre os gestos principais explícitos pelo indivíduo num padrão de linguagem não-verbal de expressão corporal antagónica à linguagem verbal.
Por exemplo, as palmas expostas e abertas encontram-se associadas a perfis de indivíduos honestos enquanto para um impostor que exibe as palmas das mãos com um simples sorriso amarelo define um perfil de mentiroso traduzido pela expressão dos seus próprios gestos que simplesmente o denunciam. Ao avaliarmos as pupilas contraídas eventualmente uma das sobrancelhas poderá elevar-se, ou um dos cantos da boca poderá eventualmente contrair, no seu todo determinará um conjunto de pistas contraditórias em relação ao gesto das palmas das mãos abertas associadas a um sorriso sincero. O resultado de todo este quadro situacional mais especificamente para o sexo feminino que tende desacreditar naquilo que ouve.
Podemos concluir que a linguagem corporal da mentira tem maior probabilidade de ser descoberta pelo sexo feminino, atendendo ao desenvolvimento da sua génese evolutiva primitiva consegue uma melhor interpretação e avaliação da linguagem corporal do sexo masculino o que provavelmente se encontra relacionada com seu valor reprodutivo na manutenção da espécie humana quer pela sua descendência, quer pela aquisição dos alimentos no tempo passado, o que provavelmente teria uma grande importância, enquanto atualmente o valor dos salários é uma enorme condição para o sexo masculino em adquirir mulheres mais jovens e bonitas, o que explica cineantropologicamente a teoria do valor reprodutivo na manutenção da espécie humana na globalização atual.

Christopher brandão 2015    

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A origem da linguagem corporal

A maior parte dos sinais básicos de comunicação são idênticos e universais. O estado de alma dos indivíduos poderá traduzir emoções de felicidade expressas pelo sorriso. O sentimento de zanga em seres humanos apresenta-se pelo franzir do sobrolho ou ostentar um olhar traduzido por uma expressão carrancuda. Acenar a cabeça é universalmente aceite como um sim em situações de confirmação de afirmações.
O abaixamento da cabeça poderá ser interpretado de diversas formas em diferentes culturas por exemplo a submissão a uma ordem, uma vassalagem a um senhorio, um cumprimento nobre, etc. A negação traduz um movimento lateral da cabeça para um lado e depois para o outro poderá ser interpretado como uma negação universal aprendido durante a fase da infância. Em situação em que um ser humano recém-nascido já ingeriu o leite materno da sua progenitora, podemos observar o abanar da cabeça de um lado para o outro de forma impedir qualquer tentativa de amamentação ou alimento, no qual o gesto de abanar a cabeça traduz um processo comunicacional de linguagem não-verbal de expressão de discórdia ou de uma atitude de negação. Podemos concluir que o gesto de abanação da cabeça define um padrão de negação no indivíduo e provavelmente terá a sua origem na fase de amamentação de um sujeito em fase evolutiva de desenvolvimento psicomotor.
A origem evolutiva de alguns gestos poderá ser encontrada no passado evolutivo da nossa espécie animal primitiva. A expressão do sorriso por exemplo é um gesto de ameaça utilizada por diversos animais carnívoros, enquanto nos primatas é exibido como um fator de conjugação associado a outros gestos não ameaçadores de forma a demostrar a sua submissão de um determinado contexto ou ação.
Exibir os dentes e dilatar as narinas são gestos derivados de ações de luta e identificam-se como sinais primitivos utilizados por diversos primatas. A importância da expressão facial nos seres humanos revelam determinados comportamentos, por exemplo o sinal de desprezo utilizado pelos animais muitas vezes é utilizado para advertir os seus oponentes, caso contrário estes utilizarão os dentes para ações de defesa ou ataque. Curiosamente este gesto é utilizado nos seres humanos muito embora não ataquem habitualmente é utilizado na globalidade da sua dentição no seu sorriso.
A ação dilatar as narinas permite aumentar a oxigenação corporal para situações de preparação para uma luta ou fuga na situação dos primatas, indica aos seus semelhantes que necessitam de auxílio cooperativo para liderar com uma ameaça iminente. No mundo humano a expressão de desprezo traduz um comportamento manifestado pelo sentimento de raiva ou de irritação de algum ser humano que fica sujeito a uma situação de ameaça física ou emocional de uma determinada realidade.
O gesto encolher os ombros é outro exemplo comunicacional de linguagem não-verbal que traduz ao ser humano insegurança do conhecimento em causa, além da falta de compreensão comunicacional. Avaliando o gesto mencionado anteriormente podemos quantificar a sua constituição por 3 partes essenciais, palmas das mãos expostas demonstra que o individuo não tem nada a esconder, ombros arqueados de forma a proteger de um ataque a uma parte corporal sensível por exemplo, a garganta e as sobrancelhas levantadas revelam uma saudação universal de submissão.
Do mesmo modo que a linguagem verbal difere de cultura para cultura, o mesmo pode acontecer com alguns sinais e gestos pertencentes ao universo da linguagem corporal.
Um gesto padronizado numa determinada cultura poderá eventualmente ter uma interpretação clara de um significado diferenciado de outra cultura criando muitas vezes falsas interpretações que originam situações de conflito.
A interpretação do significado que apreendemos pelos sentidos da visão e audição de qualquer quadro situacional, não reflete necessariamente as atitudes reais dos indivíduos. Para os seres humanos conseguirem realizar uma leitura correta e interpretativa das situações terá de ter em conta:
- A leitura dos gestos segundo os seus agrupamentos
- A procura da incongruência
- A leitura dos gestos em contexto real
Na leitura dos gestos segundo os seus agrupamentos provavelmente poderá ser um dos erros mais graves que um ser humano inexperiente pode adquirir numa análise da linguagem corporal de outros seres humanos, se não for capaz em campo real interpretar um gesto isolado dos outros gestos em determinadas circunstâncias. Por exemplo coçar a cabeça poderá eventualmente significar um conjunto de respostas diferenciadas, desde o suor, a transpiração ofegante, a incerteza, a caspa, os piolhos, o esquecimento, a mentira dependente da interpretação de outros gestos que ocorrem simultaneamente.
Como em qualquer linguagem falada, a linguagem corporal manifesta-se simultaneamente em palavras, frases e pontuação em que cada gesto é semelhante a uma palavra individual, por exemplo o significado de uma palavra na cultura inglesa poderá ter diversos significados, como exemplo a palavra dressing inclui-se na vestimenta, num molho gastronómico, num ato de rechear uma ave, na aplicação de um tratamento de uma ferida, num fertilizante para a terra e por fim na equitação relacionada com a limpeza dos cavalos.
Só quando se insere uma palavra no meio de uma frase o seu sentido se concretiza associado a outras palavras o que muitas vezes provoca um determinado sentido ao ser humano no seu respetivo significado. Os gestos surgem conjuntamente com as frases através de agrupamentos que revelam invariavelmente um determinado perfil da verdadeira identidade do sujeito que as produz segundo determinadas manifestações de determinados comportamentos e atitudes. Um agrupamento de linguagem corporal não traduz muitas vezes a mesma identidade da linguagem verbal, simplesmente numa diferenciação dispersa ao sentido da visão de um inexperiente avaliador especialista em psicomotricidade.
O ser humano perspicaz é capaz ler a linguagem corporal e verbal de um sujeito e de as confrontar corretamente, de forma levar o individuo à sua verdadeira confissão do seu ato momentâneo, passado ou futuro.
O ato coçar a cabeça pode significar a incerteza de um sujeito, mas igualmente poderá ser um sinal de caspa. Se pretendemos realizar uma leitura correta do comportamento humano, devemos procurar sempre a chave dos agrupamentos dos gestos de forma identificar o perfil do individuo que se encontra mesmo à nossa frente. Cada um de nós executa ações e gestos padronizados que revelam os nossos estados de alma, se estamos felizes, aborrecidos, tristes, ou stressados. A ação tocar no cabelo ou enrolá-lo continuamente é um exemplo vulgar isolado, mas associados a outros gestos poderá ter um significado em que o individuo que se encontra à nossa frente é um sujeito inseguro e ansioso. As pessoas que passam a mão pelo cabelo ou pela cabeça apresentam um sentimento de remanescência da sua infância pelo afeto de um flashback da sua recordação materna que o confortava em criança.
Para comprovar o que foi mencionado anteriormente acerca da dinâmica dos agrupamentos, eis um gesto bastante comum numa avaliação crítica de que alguém pode manifestar de ter ficado pouco impressionado com que está a ouvir, como o exemplo do caso do advogado de defesa de Ex primeiro-ministro José Sócrates que se manifestou após a sua detenção através de um sinal de avaliação crítica pela apresentação de um gesto realizado com a mão no rosto com o dedo indicador a apontar para cima ao longo da bochecha enquanto o outro dedo cobre a boca e o polegar que sustenta o queixo.
Um dado suplementar que indica que este senhor advogado ouvinte alimenta pensamentos críticos relativamente aquilo que houve é o fato de apresentar os membros inferiores firmemente cruzados e o braço a atravessar o corpo numa atitude defensiva, enquanto a sua cabeça e o seu queixo se encontram ligeiramente para baixo criando uma atitude negativa e hostil. Esta frase manifesta-se numa linguagem corporal que diz não gosto o que você está a dizer, discordo com a prisão do Ex primeiro-ministro mas estou a tentar a conter os meus sentimentos negativos, pobre advogado que não sabe o que defende mas afirma que defende bem, eis uma verdadeira presunção de justiça de esconder a verdadeira verdade dos fatos libertados pela própria imprensa.
A procura da congruência traduz uma investigação de que os sinais exercem um impato superior ao processo de comunicação verbal em situações em que se confrontam dois seres humanos incongruentes especialmente do sexo feminino que se baseiam fundamentalmente na mensagem não-verbal menosprezando todo o seu conteúdo verbal.
Como exemplo, se o leitor utilizasse a palavra e fosse pedir ao ouvinte para mostrar na página anterior para que desse uma opinião sobre algo que tivesse dito e por sua vez, ele respondesse que discordava de si, os sinais de linguagem corporal manifestados por ele seriam congruentes com as suas frases verbais o que evidentemente não bateria certo com as suas ações manifestadas. Porém se ele dissesse que concordava com aquilo que o leitor dissera estaria provavelmente a mentir, pois as suas palavras e gestos seriam novamente incongruentes com as suas ações comportamentais.
Quando as palavras e a linguagem corporal de alguém entram em conflito geralmente no sexo feminino ignora aquilo que é dito por palavras mas analisam todas as ações realizadas pelo sexo masculino.
Se o leitor observar o político e Ministro Pedro Passos coelho em campanha eleitoral no púlpito, falando e discursando de forma confiante, mas com os braços firmemente cruzados sobre o tronco, define a sua imagem defensiva em que o queixo para baixo revela uma atitude crítica hostil enquanto dizia no canal da TVI no telejornal o quão recetivo é aberto às ideias jovens do público assistente, ficaria convencido? E que tal se ele tentasse convencer o leitor na sua abordagem calorosa e solidária aos seus camaradas enquanto dá curtos golpes políticos de karaté sobre os portugueses? Sigmund Freud relatou uma vez que uma paciente enquanto expressava verbalmente felicidade relativamente ao seu casamento punha e tirava de forma inconsciente a aliança de casamento do seu próprio dedo. O psicanalista apercebeu-se do significado deste gesto inconsciente e não se surpreendeu quando começaram a surgir à tona da superfície os verdadeiros problemas conjugais.
A observação dos agrupamentos de gestos e a congruência dos canais verbais e de linguagem corporal constituem a chave para interpretar corretamente as atitudes através da linguagem corporal.
A leitura dos gestos no contexto real de um sujeito sentado numa estação de camionetas com os membros superiores e inferiores cruzados e com o queixo para baixo se na eventualidade estivesse um dia de frio e de inverno, isso significaria com uma maior probabilidade que esta pessoa se encontrava com frio e não necessariamente numa oposição defensiva. Se, porém a mesma pessoa estivesse sentado à mesa com outro individuo enquanto o leitor lhe tentava vender uma ideia, um produto ou um serviço, essa postura poderia ser corretamente interpretada como um significado que a pessoa se encontrava num comportamento negativo ou de rejeição em relação à sua proposta.
Em todo este quadro situacional todos os gestos de linguagem corporal serão considerados em contexto real agrupamentos quando for possível a sua avaliação.
Poderá ser fácil um avaliador realizar uma leitura incorreta?
Alguém que dê apertos de mãos moles ou frouxos especialmente tratando de um indivíduo do sexo masculino será uma grande probabilidade de ser acusado, de ter uma personalidade fraca, mas se alguém sofrer por outro lado de artrite nas mãos é provável que use um aperto de mão mole simplesmente para evitar a dor forte e intensiva. Do mesmo modo o artista, o músico, o cirurgião e outros cuja ocupação é delicada e envolve a utilização das mãos, preferem em geral não dar apertos de mão do tipo peixe morto para proteger as suas próprias mãos. Alguém que use roupa que não lhe fique bem ou que esteja demasiado apertado poderá ser incapaz de utilizar determinados gestos, o que por sua vez pode afetar-lhe o uso da linguagem corporal. Por exemplo as pessoas obesas não conseguem cruzar as pernas. As mulheres que usam saias muito curtas sentar-se-ão com as pernas firmemente cruzadas, numa atitude de proteção, mas tal situação fá-las parecer menos abordáveis diminuindo a probabilidade de serem convidadas para dançar num salão em situação de baile.
Estas circunstâncias aplicam-se a uma minoria de seres humanos, mas é fundamental ter em conta ao efeito em que as restrições ou incapacidades psicomotoras de um indivíduo pode exercer sobre a sua motricidade comunicacional.

Christopher brandão 2015