terça-feira, 29 de dezembro de 2015

cineantropologia: A Regeneração Histórica Da Ordem De Malta

cineantropologia: A Regeneração Histórica Da Ordem De Malta: Em 1798, Napoleão devido à sua possessão doentia de conquista europeia estrategicamente conquista a ilha de Malta durante uma expedição pel...

A Regeneração Histórica Da Ordem De Malta


Em 1798, Napoleão devido à sua possessão doentia de conquista europeia estrategicamente conquista a ilha de Malta durante uma expedição pelo Egito, através de um pedido realizado aos cavaleiros da ordem por um porto de abrigo, de forma pudesse reabastecer os seus navios em segurança na região de Valetta, e que surpreendentemente o grão-mestre Ferdinand Von Hompesch não soube antecipar nem precaver-se deste surpreso ataque ,promovido por este grande Imperador Francês. Este acontecimento representou uma afronta e uma humilhação aos restantes cavaleiros da ordem que se dispuseram defender a sua soberania até à sua morte.

A ordem continuou com a sua humilde existência, compatuando com determinados governos para uma eventual retoma de poder. O imperador da Rússia doou-lhes o maior abrigo de Cavaleiros Hospitalários em São Petersburgo, o que marcou o início da tradição russa dos Cavaleiros Hospitalares e posteriormente houve um reconhecimento pelas Ordens Imperiais Russas. Em agradecimento por este humilde gesto, os cavaleiros depuseram Ferdinand von Hompesch e posteriormente elegeram o imperador Paulo I como grão-mestre. Após o seu assassinato em 1801, fora sucedido por Giovanni Battista Tommasi em Roma que mais tarde viera restaurar o Catolicismo Romano na própria ordem.

No início da década de 1800 a ordem encontrava-se enfraquecida devido à perda de poder totalitário de priores em toda a Europa. Apenas um pequena percentagem dos lucros chegavam às fontes tradicionais da Europa, sendo as restantes oriundas do Priorado Russo até à  data de 1810, cuja responsabilidade é em grande parte atribuída ao governo da ordem composta essencialmente por tenentes e não por grão-mestres,  entre as datas compreendidas cronologicamente entre 1805 a 1879. Posteriormente o Papa Leão XIII decide restaurar o título de um grão-mestre na ordem chamado Giovanni  Santa Croce que fora um líder da Soberana Ordem Militar de Malta, sucedendo Alessandro Borgia como seu tenente em 1871, e em seguida foi escolhido como o 74 Príncipe e Grão-Mestre em 1879, por uma decisão aprovada pelo papa Leão XIII em 28 de março daquele ano. No ano 1834 em diante foi o primeiro da Ordem Grão-Mestre depois de setenta anos de tenentes,  uma existência ridícula de um título que havia terminado. Posteriormente veio tornar-se embaixador permanentemente em Roma e detentor de direitos extraterritoriais no ano de 1889 em diante. Durante o seu mandato, Ceschi iniciou a criação de associações de leigos nacionais da ordem constituídos por cavaleiros que não tinham direito de voto na própria Ordem. Esta medida representou uma reviravolta no destino da ordem que mais tarde se tornaria uma organização humanitária e cerimonial. Em 1834, a ordem é reativada e estabeleceu uma nova sede em Roma que passou a ser designada como Ordem Militar Soberana de Malta.

O Protestantismo Da Ordem

A Ordem de São João chegou à Alemanha durante os séculos XII e XIII, onde fundou um grão-priorado. Em 1530 uma seção do grão-priorado, a Bailia de Brandeburgo aderiu à reforma protestante, sob a proteção dos marqueses de Brandeburgo, que se tornariam reis da Prússia. A Bailia manteve relações amigáveis com a Ordem Soberana de Malta. Em 1811 foi suprimida pelo príncipe da Prússia que posteriormente fundou a Ordem Real Prussiana de São João como uma Ordem de Mérito. Em 1852, a ordem recuperou o nome de Bailia de Brandeburgo e se tornou uma nobre ordem da Prússia.

Em 1918, após a queda da monarquia foi separada do Estado e recuperou a sua independência. A Johanitter Orden está presente em diversos países europeus, além da América ,Canadá, Estados Unidos, Colômbia, e Venezuela e África do Sul trabalhando em simultâneo com a Alemanha na manutenção de hospitais e asilos. Atualmente se encontra dividida em nove associações regionais, que incluem mais de 200 associações locais, distritais e regionais na Alemanha.

Hoje possuiu cerca de 30.000 voluntários e 15.000 funcionários pagos a tempo inteiro ou a tempo parcial e respetivos membros envolvidos. Acerca de 1,4 milhões de pessoas apoiam o JUH como forma de sustento financeiro dos membros . Os  Johanniters são portadores do DZI selo. Na ala jovem do Johanniter-Unfall-Hilfe e juventude Johanniter existem mais de 8.000 crianças e jovens que participam no voluntariado. A juventude Johanniter funciona como um grupo de trabalho de Juventude Evangélica que faz parte do movimento europeu em rede.
 Desde 23 de novembro de 2013 Arnold de Rümker é o presidente da assistência acidente Johanniter . Os presidentes Honorários são Hans-Peter von Kirchbach e Wilhelm Graf v. Schwerin v. Schwanfeld. Federal do doutor Jörg Oberfeld.

Tarefas Da Johanniter

Johanniter-Unfall-Hilfe e(JUH) compromete-se a realizar a caridade cristã. Atualmente é um trabalho desafiante para Ordem Hospitaleira para uma época de crise e dificuldades que tanto atinge as pessoas. Ajudar o próximo é o motivo central da Johanniter.

As responsabilidades de auxílio em situações de acidente incluem:

- Educação ativa em primeiros socorros para condução iniciantes, empresas, etc., bem como na formação especializada na terceira idade em enfermagem e serviços de emergência pessoal.

- Emergência de Serviços em que a JUH opera na Alemanha tem cerca de 210 estações de salvamento com ambulâncias ou veículos de emergência médica. Além disso, em Rostock Mecklenburg-Vorpommern, a fundação Reichelsheim (Hessen) apresenta serviços de operações de helicópteros para o transporte intensivo.

- Saneamento e segurança para grandes eventos de cultura ou de desporto são assisitidos essencialmente por voluntários e membros da médica corps. Os serviços de emergência  são reduzidos ou dispensados ​​em situações de síncope, de hipoglicemia e cortes.

- Salvamento em águas

- Pesquisa e resgate em montanha mais especificamente eventos em áreas pequenas ou em áreas de conservação da paisagem, da praia, mas em grande parte serve para proteger os turistas utilizando as unidades médicas.

- A proteção civil tem a tarefa de lidar as consequências de grandes catástrofes. As tarefas de proteção civil são explorados principalmente por voluntários. Por exemplo, todas as equipas de cães de salvamento são operados por voluntários. O JUH também tem uma rede de equipas para atendimento de emergência psicossocial, equipas de intervenção em situações de crise e equipas de cuidados posteriores.

-  Serviços sociais que cuidam de crianças e jovens em ambiente escolar e médico apresentando também serviços a pessoas com necessidades educativas especiais e idosos. Também a organização é possuidora de creches e lares com serviços ao domicílio que vai desde a entrega de refeições sobre rodas. Em 2005, a organização se encontra envolvido no cuidado de pacientes com demência e grupos de oferta de apoio aos respetivos familiares.

Ao nível da ajuda externa a Johanniter trabalha em 30 países do mundo dando assistência médica em situações de acidente no mercado interno. As tarefas centrais da Johanniter Internacional consiste na assistência médica de emergência após catástrofes, assistência no restabelecimento da vida cotidiana civil em zonas de crise, através do desenvolvimento de serviços de saúde, de educação médica, luta contra doenças e epidemias infeciosas e assistência ortopédica a pessoas com necessidades especiais e feridos em situação de guerra. O seu campo de trabalho é sobre os cuidados primários de pessoas em situações de catástrofe e regiões mais desfavorecidas do planeta.

A associação Johanniter registada e reconhecida pelo direito privado na aceptação do código civil sem fins lucrativos à assistência ao acidente.

O JUH é uma associação comercial de serviço social pertencente à Igreja Evangélica Alemã que presta voluntariado na sociedade civil segundo os princípios determinados pela primeira Convenção de Genebra pelo Artigo 26 decretado a partir do dia 12 De Agosto de 1949. Neste contexto, o seu estatuto jurídico encontra-se vigente na jurisprudência que rege a Cruz Vermelha Alemã e outras sociedades de ajuda voluntária ao abrigo da Convenção de Genebra  regulamentada para a Cruz Vermelha. Tem afiliações independentes nos Países Baixos, Suécia, Finlândia, França, Hungria, e Suíça.

A Antiga Organização Das línguas Da Ordem

Superiormente a ordem era chefiada pelo grão-mestre possuidor de um título eclesiástico de cardeal e secular de príncipe. O grão-mestre era coadjuvado por sete "bailios conventuais". Cada bailio conventual, além de exercer uma função específica na administração central da ordem como comendador, marchal, almirante, etc, era o presidente ou governador de cada uma das grandes divisões territoriais  que se encontrava dividida. Cada uma dessas divisões era chamada língua ou nação. As línguas e os seus respetivos bailios conventuais eram definidas nas seguintes ordens:
I - Língua da Provença presidida pelo grão-comendador responsável pela superintendência dos celeiros e subdividia-se em:

Grão-priorado de Santo Egídio;

Grão-priorado de Toulouse;

Baliagem capitular de Manoasca;

II - Língua de Alvernia presidida pelo marechal responsável pelo comando das forças militares da Ordem e subdividia-se em:

Grão-priorado de Alvernia;

Baliagem de Daveset;

III - Língua da França presidida pelo hospitalário responsável pela administração do hospital da ordem. O bailio conventual desta língua também tinha o cargo de tesoureiro geral e subdividia-se em:

Grão-priorado da França;

Grão-priorado da Aquitânia;

Grão-priorado de Champanhe;

Baliagem capitular da Morea;

IV - Língua de Itália presidida pelo almirante responsável pelo comando das forças navais da Ordem e subdividia-se em:

Grão-priorado de Roma;

Grão-priorado da Lombardia;

Grão-priorado de Veneza;

Grão-priorado de Pisa;

Grão-priorado de Barleta;

Grão-priorado de Messina;

Grão-priorado de Cápua;

Baliagem capitular de Santa Eufémia;

Baliagem capitular de Santo Estevão;

Baliagem capitular da Trindade de Veneza;

Baliagem capitular de São João de Nápoles;

V - Língua de Aragão, Catalunha e Navarra presidida pelo grão-conservador responsável pela superintendência do fardamento dos soldados e subdividia-se em:

Grão-priorado da Castelânia de Amposta;

Grão-priorado da Catalunha;

Grão-priorado de Navarra;

Baliagem capitular de Maiorca;

Baliagem capitular de Caspe;

VI - Língua da Alemanha presidida pelo grão-balio responsável pela cidade antiga de Malta e pelo castelo de Gozo subdividia-se em:

Grão-priorado da Alemanha;

Grão-priorado da Boémia;

Grão-priorado da Hungria;

Grão-priorado da Dácia;

Baliagem capitular de Brandeburgo;

VII - Língua de Portugal, Castela e Leão presidida pelo grão-cancelário servindo de Secretário de Estado e coadjuvado por um vice-cancelário e subdividia-se em:

Grão-priorado do Crato;

Grão-priorado de Leão e Castela;

Baliagem de Leça;

Baliagem do Acre;

Baliagem de Lango;

Baliagem de Negroponte.

A Internacionalização Da Ordem Atual 

A Ordem Soberana e Militar de Malta não tem sua sede no país de mesmo nome, mas sim no minúsculo território de apenas 6 km² que consiste num prédio em Roma com o seu lindo jardim.

Atualmente, a Ordem de Malta é uma organização humanitária soberana internacional, reconhecida como entidade de direito internacional. A ordem dirige hospitais e centros de reabilitação. Possui 12.500 membros, 80.000 voluntários permanentes e 20.000 profissionais da saúde associados, incluindo médicos, enfermeiros, auxiliares e paramédicos. Seu objetivo é auxiliar os idosos, os deficientes, os refugiados, as crianças, os sem-teto e aqueles que se encontram em fase de doença terminal . Esta ordem encontra-se a par com a Ordem de São Lázaro, atuando em cinco continentes do mundo sem distinção de raça ou religião.

A ordem que possuía cavaleiros de diferentes nacionalidades, principalmente italiana, francesa, alemã, espanhola e portuguesa, fez de Malta o seu quartel-general, mudando seu nome efetivamente para Ordem Soberana Militar e Hospitalar de São João de Jerusalém, Rodes e Malta. A ordem permaneceu até 1800, data que a Grã-Bretanha invadiu Malta expulsando os respetivos cavaleiros que posteriormente se refugiaram em Itália e atualmente prevalecem.

A soberania da Ordem de Malta só foi reconhecida em 1966, mas não é reconhecida como um Estado, tendo o status de uma organização internacional equivalente ao da ONU ou da Cruz Vermelha. Sua população permanente é de apenas três pessoas, o "príncipe", o "grão-mestre" e o "chanceler". Todos os demais habitantes da Ordem de Malta possuem nacionalidade maltesa, mas também a nacionalidade do país onde nasceram geralmente de origem italiana. A soberania da ordem permite a sua autonomia expressa pelos próprios selos, na emissão dos seus próprios passaportes e por fim concede efetivamente a nacionalidade maltesa a todos os seus membros.

Atualmente, a Ordem de Malta mantém relações diplomáticas com o Vaticano e com 104 Estados , onde possui as suas respetivas embaixadas. Os representantes diplomáticos da Ordem são todos cidadãos malteses. A ordem ainda possui representação na ONU com missão de Observador Internacional. É filiada à Cruz Vermelha e a outras organizações internacionais e a sua forma de atuação e de organização é humanitária, quer a nível nacional e internacional, fundando hospitais e centros de reabilitação em diversos países, mais especificamente no Continente Africano.

A Ordem de Malta possuiu algumas caraterísticas de um Estado soberano, incluindo um hino, relações diplomáticas com diversos países e observador nas Nações Unidas, e ostenta a personalidade jurídica do Direito das pessoas. Alguns doutrinadores questionam a personalidade jurídica internacional da Ordem de Malta, no entanto a Ordem é um dos primeiros entes de Direito Internacional que se encontra em atividade até nossos dias. Sua presença em certas conferências internacionais promove o seu estatuto de entidade observadora. A ordem não costuma fazer parte em tratados multilaterais, e o Estado que porventura haja pactuado bilateralmente dentro das suas atribuições soberanas reconhecendo a  sua prórpia soberania.

O Prior do Crato e vigário-Geral da Diocese, Monsenhor Paulo Dias, recebeu do Presidente da Assembleia Portuguesa da Ordem Soberana Militar de Malta, Conde de Albuquerque Drº Augusto Athayde, a imposição Cruz pro piis meritis da Ordem Pro-Mérito melitense, com que foi agraciado no decorrer da cerimónia na Igreja de Santa Luzia em Lisboa, sede nacional da Assembleia Portuguesa dos Cavaleiros da Ordem de Malta.

A Eucarista foi presidida pelo Capelão Conventual Grã-Cruz ad honorem, D. Antonino, Bispo de Portalegre-Castelo Branco, e concelebrada pelo Núncio Apostólico D. Rino Passigato, pelo Cón. Senra Coelho, Mons. Paulo Dias e outros sacerdotes.

O Presidente da Assembleia da Ordem, Conde de Albuquerque, recebeu o juramento de vários novos confrades em presença do Embaixador da Ordem Soberana Militar de Malta em Portugal, Dr. Miguel de Polignac, e de Suas Altezas Reais, os Duques de Bragança, de um dos Presidentes de Honra da Assembleia, o Prof. Doutor Martim de Albuquerque, de vários Cavaleiros e Damas, entre eles o Cavaleiro Mariano Cabaço do Crato.

A ordem atualmente encontra-se em plena expansão em Portugal com a sua filosofia de servir o próximo pelo próximo através:

- O estabelecimento de relações diplomáticas entre a República Portuguesa e a Ordem Soberana Militar de Malta em 1951;

- A reinserção da Igreja de Santa Luzia e São Brás, na vida corrente e nas atividade de natureza espiritual da Assembleia Portuguesa, em 21 de Junho de 1958;

- A assinatura do Acordo de Cooperação Bilateral entre Portugal e a Ordem Soberana Militar de Malta, assinado em Maio de 1983;

- A visita de Estado de Sua Alteza Eminentíssima o Príncipe e Grão Mestre Fr. Andrew Bertie a Portugal em 1989;

- A visita de Estado de Sua Alteza Eminentíssima o Príncipe e Grão Mestre Fr. Matthew Festing a Portugal em 2011.

Em Portugal, a Cruz de Malta constitui a base da Ordem do Mérito do país , da humanidade, da fraternidade de ajudar quem mais necessita.

Christopher Brandão 2015





quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

cineantropologia: A Motivação Laboral

cineantropologia: A Motivação Laboral: A motivação é um tema complexo cujo conceito é diversificado por diversos autores. A diversidade de estudos sobre o tema exige uma perspeti...

A Motivação Laboral



A motivação é um tema complexo cujo conceito é diversificado por diversos autores. A diversidade de estudos sobre o tema exige uma perspetiva de uma determinada teoria que contribua para um ponto de vista mais abrangente do ser humano hipercomplexo.
O ser humano possui as suas motivações básicas de sobrevivência, como sexo, sono, fome e sede e por sua vez encontra-se numa permanente busca de excitação da sua qualidade de vida. A não satisfação das necessidades muitas vezes gera um clima de frustração, de agressividade, de desinteresse provocando uma enorme baixa da sua autoestima.
Segundo McDougall (1908), a motivação pode ser desencadeada por instintos genéticos compulsivos derivados por comportamentos irracionais que justificam toda a perceção cognitiva dos indivíduos. Por motivos sociais algumas categorias do conhecimento geram impulsos de sobrevivência.
As diversas teorias da motivação apresentada por Victor H. Vroom (1964) difere de Maslow e Herzberg. Segundo o autor que desenvolveu uma teoria que rejeita os conceitos pré-concebidos, mas reconhece as diferenças individuais. A sua teoria denominada Modelo Contingencial de Motivação ou Teoria da Expetativa trabalha a motivação diferenciada de indivíduos para determinados cargos.
Freederick Herzberg (1959) desenvolveu a teoria dos dois fatores de motivação relacionados com a higiene do trabalho que por sua vez são relevantes às necessidades de natureza animal. A motivação relacionada com os aspetos de trabalho são mais importantes ao nível das necessidades de crescimento. Douglas MCGregor (1960) apresentou a teoria X e Y perspetivando as duas visões holísticas e distintas do ser humano, uma negativa denominada teoria X e outra positiva denominada teoria Y.
Antes de estabelecer os motivos, deve-se conhecer os processos impulsivos necessários para desencadear comportamentos hereditários de um determinado meio ambiente. 
A motivação é o resultado da interação do indivíduo com o meio e que difere quanto às suas tendências motivacionais dependentes do seu quadro situacional reestruturado e diversificado entre os indivíduos.
Nesta dinâmica Aguiar (2006, p.17) afirma que “nossos desejos provêm das nossas necessidades, ainda que não elejamos o que nos é necessário e, em última instância, podemos dizer o que pensar sobre nós mesmos significa pensar sobre nossas necessidades”.
A motivação é um princípio de vida ativo que determina o comportamento de realização de qualquer tipo de atividade. Poderá ser extrínseca quando é influenciada por fatores externos e poderá também a vir a ser intrínseca quando buscar o prazer da consciência de realização de uma determinada tarefa.
A palavra motivação é usada para explicar o porquê da ação das pessoas que agem de uma determinada maneira, ou seja, a causa da ação do próprio comportamento pelo próprio pensamento.
O estudo da motivação abarca também a busca da compreensão comportamental dos vários tipos de escolhas que são feitas, uma vez, que tais escolhas dependem da bibliografia de cada indivíduo.
Antes da Revolução Industrial não se motivava as pessoas ao trabalho, simplesmente aplicava-se punições para controlar as suas atitudes pelo fator medo. Estas punições podiam ser tanto de ordem psicológica, como cortes salariais, perturbação da condição física e da saúde do próprio trabalhador. As empresas sugiram antes da revolução industrial com uma motivação orientada para o comportamento humano, que por sua vez, exigia indivíduos especialistas em funções de regimes laborais diferenciados.  O processo de instrumentalização de ferramentas eram necessários para o desenvolvimento de um determinado método motivacional empresarial.
O paradoxo de valor energético que eclode no interior do sujeito, depende essencialmente de um quadro situacional de sucesso que se evidencie pelo desempenho da aptidão individual da sua própria vontade. As suas vivências do mundo social muitas vezes são contraditórias nos seus simbolismos emocionais que são capazes de produzir sentidos mais subjetivos de escolha.
A afirmação do ato de escolha é considerada uma expressão ímpar, social e histórica do sujeito que se evidencia pelo produto da sua subjetividade. De acordo com Vygotski (1991), a escolha carateriza o comportamento porque promove a vontade. Analisando o discurso do autor que esclarece a compreensão do sujeito pelo seu contexto social, adquirido na sua forma mais singular de compreensão humana para uma determinada conceção. A escolha é fundamentada no processo de socialização ideológico das componentes mais distintas e inseparáveis do indivíduo.
Para compreendermos o processo de escolha precisamos buscar a impulsão necessária que justifique as causas de ação do indivíduo.
A motivação de escolha pode ser inserida a partir de informações, de reflexões e de vivências sobre determinadas questões de apropriação das necessidades de produção, que possibilite criar novos sentidos de vida, dentro de um contexto de orientação profissional. 
Nesta perspetiva a motivação cria uma conceção de expetativas de reforço e de desejo orientadas para valores intrínsecos e extrínsecos de satisfação da alma para que haja um desenvolvimento de energias positivas. Para melhores metas a serem atingidas, a motivação poderá ser considerada a bússola de orientação do indivíduo de se apropriar das suas próprias vivências históricas.
As necessidades mobilizam diferentes estados de desejos vivênciadas em cada sujeito. As informações fornecidas por práticas vividas organizadas em estratégias metodológicas de forma o sujeito possa vir adquirir um processo de significação que satisfaça as suas próprias necessidades durante as atividades. 
O indivíduo orienta as suas necessidades para certas escolhas com significado. É necessário ter a clareza de que o processo de constituição das necessidades seja o verdadeiro motivo de determinação complexa e contraditória do valor simbólico adquirido pelo sujeito.
Santos (1973, p.18) estabelece o conceito de orientação afirmando que “o processo de fazer o indivíduo descobrir e usar seus dotes naturais, e tomar ciência das fontes de treinamento disponíveis, de modo que possa viver e tirar o máximo proveito para si e para a sociedade”.
A maioria das pessoas apenas encara a reflexão das suas carreiras, como uma identificação de oportunidades de busca de excitação do seu poder totalitário. Ao proceder desta maneira, subordinam as suas personalidades para uma realidade aristotélica fornecida pelo meio ambiente e perdida pela condição de vida ativa desenvolvida por uma determinada realidade específica. 
As oportunidades de carreira oferecidas pelas empresas determinam uma perspetiva egocêntrica do individuo que procura identificar o gosto, a satisfação e por fim a estimulação de um padrão de avaliação das melhores oportunidades de sucesso.
O processo de produção tem efeitos favoráveis e permanentes que muitas vezes podem ser introduzidos em programas de valorização de desenvolvimento de recursos humanos planeados para aumentar a motivação, sem prejudicar as respetivas organizações, de forma a facilitar o ajustamento de cargos de qualificação dos conhecimentos dos próprios indivíduos.

Christopher Brandão, 2015

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

cineantropologia: A Funcionalidade Do Coaching

cineantropologia: A Funcionalidade Do Coaching: Liderar pessoas e grupos poderá ser um dos maiores desafios dos gestores atuais. A concorrência do mercado exige uma alta competitividade pr...

A Funcionalidade Do Coaching


Liderar pessoas e grupos poderá ser um dos maiores desafios dos gestores atuais. A concorrência do mercado exige uma alta competitividade produzida pela especificação de mão-de-obra altamente qualificada.
A necessidade de especialistas profissionais para cargos de gestão de liderança é essencial ao desenvolvimento de novas competências, enraizadas no fortalecimento dos recursos humanos, provenientes de equipas profissionais altamente especializadas nas empresas.
Para se conseguir êxito exige uma prática eficaz na gestão de pessoas que se define por um conceito de coaching. Este processo pode ser utilizado em pessoas capazes de desenvolver as suas próprias competências para uma melhor aprendizagem da gestão das necessidades, das adversidades, das insatisfações e por fim das expetativas de futuro com maior maturidade e liderança. O conceito de coaching encontra-se bastante enraizado nas empresas que necessitam lideranças fortes, ao nível da gestão de pessoas e equipas. O autoconhecimento dos recursos humanos exige uma linhagem unívoca de cultura organizacional que seja capaz de gerar um ambiente favorável ao aperfeiçoamento da performance, através de um aumento da motivação dos respetivos indivíduos.
O coaching é um processo de desenvolvimento que procura de uma forma transdisciplinar as diversas áreas de conhecimento, tais como a psicologia, a sociologia, as neurociências e a programação da neurolinguística através da utilização de técnicas de gestão de liderança de pessoas relacionadas ao mundo desportivo e militar, que por sua vez, são essenciais para auxiliar as empresas a alcançarem as suas próprias metas de sucesso, através de um processo de crescimento progressivo e económico.
O conceito de coaching tem origem na língua inglesa e identifica-se como uma metodologia do treino desportivo orientado para desenvolvimento acelerado da produtividade.
A palavra coach é originária do vilarejo de Kocz do país da Hungria, onde foi criada a primeira carruagem com a finalidade de transportar passageiros. Por analogia, coach pode ser considerado aquele que conduz pessoas de uma parte para outra, ou seja, de um estado atual para um estado de futuro, de uma condição presente transformada para uma condição futura. É alguém capaz de apoiar indivíduos a partir de uma posição para outra através de caminhos ainda não explorados.
O conceito de coaching foi usado pela primeira vez no ano de 1931 no mundo desportivo. Em 1950, o conceito surge no âmbito empresarial como uma ferramenta necessária de intelligence à gestão de pessoas. Segundo Araújo (1999) complementa o conceito de coaching no mundo desportivo realçando o papel do professor, do treinador, do preparador físico e do técnico. É o papel que o indivíduo assume quando se compromete em auxiliar alguém a atingir um determinado resultado, no entanto, poderá ser um erro identificar o coach, apenas como um treinador, pois o processo de coaching não se limita a uma determinada metodologia de treino que muitas vezes se define numa padronização exaustiva e biomecânica de um exercício, ou de uma jogada produzida pela própria motricidade de um indivíduo.
Silva (2010, p. 303 apud International Coach Federation – ICF, 2000) define coaching como “uma contínua relação de parceria que visa apoiar o cliente na busca de resultados benéficos para sua vida pessoal e profissional, por meio do qual o mesmo amplia sua capacidade de aprender e aprimorar sua performance e sua qualidade de vida”.
O processo de coaching é orientado por um profissional designado coach cujo seu cliente é denominado coachee. O coaching pode ser aplicado tanto em ambiente profissional, executivo, carreira, corporativo, como também no desenvolvimento de caraterísticas da vida pessoal do sujeito.
A escolha da especialidade do coach, depende da necessidade do indivíduo em conquistar metas desejadas num determinado momento, mas que dependem essencialmente dos fatores emocionais, profissionais ou pessoais. A diferente terapia pode ser realizada durante anos no qual o coaching trabalha os processos de desenvolvimento ao longo do tempo já pré-estabelecido dependente dos seus resultados mais acelerados e significativos.
As organizações de megas empresas apostam em técnicas de coaching de forma abrandar os próprios conflitos surgidos nas grandes tecnoestruturas hierarquizadas. O método do coaching depende do desenvolvimento da gestão de carreira profissional de um sujeito. É um processo de trabalho individual que se desenvolve através de caraterísticas de adaptabilidade, de flexibilidade, de persuasão e por fim pelo poder da comunicação verbal. As sessões podem ser de forma presencial ou através da internet.
O coach, não explora transtornos psicológicos ou distúrbios patológicos do trabalho focado em estratégias metodológicas relativas ao presente, com objetivo de futuro alcançar as metas pretendidas.
O objetivo do coaching é despertar a potencialidade do sujeito para um melhor desempenho, ou seja, ajuda-o a aprender a ensinar ou treinar através de novas orientações de forma espontânea e natural.
O interesse pelo coaching depende da necessidade de aperfeiçoar o desempenho da sua vida profissional que futuramente poderá ser útil à própria organização. A utilização do coaching poderá ser uma estratégia para alcançar resultados do interesse do indivíduo.
O coaching poderá ser um processo eficaz que auxilia o crescimento profissional acelerado para um alcance de resultados. O método oferece os dados necessários para que o indivíduo possa construir uma carreira com êxito, fortalecendo as suas competências e habilidades relacionadas com a gestão, a liderança e a comunicação aplicada ao desenvolvimento da carreira profissional de lideranças de equipas.
No âmbito da gestão de carreira existe o coaching de carreira que auxilia o indivíduo na aquisição de ferramentas necessárias à gestão da sua vida ativa.
A gestão ao nível do desenvolvimento de carreira está sendo utilizado para o aperfeiçoamento dos profissionais à descoberta de novas competências, e habilidades de superação dos seus limites, de forma as pessoas apostarem com maior motivação nas suas áreas fortes.
Assim sendo, o coaching orientado para a carreira ajuda no autoconhecimento do sujeito, a identificar e clarificar o que mais deseja, de forma sentir-se satisfeito na criação e desenvolvimento de estratégias capazes de alcançar os seus próprios objetivos.O auxílio poderá ajuda-lo a enriquecer em novas habilidades adquiridas pela experiência vivida. Este processo facilita o planeamento de carreira ajustando-a à vida pessoal, familiar e profissional. Poderá eventualmente significar progressos na empresa ao nível da orientação profissional, pois os objetivos essenciais do trabalho visa o crescimento profissional para oportunidades de fins lucrativos.

Christopher brandão, 2015

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015