segunda-feira, 11 de novembro de 2019

A Dimensão Futura Do Alto Rendimento Tenístico Juvenil


Os treinadores têem como objectivo o alto rendimento orientado para um nível etário compreendido entre os 12 e os 14 anos. Devem prosseguir um percurso competitivo específico em cada atleta, desde que tenham aptidão e talento para a modalidade em causa. Cada caso, é um caso específico a uma determinada realidade, que por sua vez exige determinadas características morfológicas e psicomotoras que obedeça a determinados princípios de metodologia de treino gerais e específicos harmonizadores, desde que concretize todos os elementos técnico-tácticos e físicos de uma forma sequenciada a longo prazo.

O sucesso inicia-se em idade juvenil, aproximadamente por volta dos 14 anos de idade, onde se trabalha os aspectos mais específicos do ténis, consoante os objectivos gerais, específicos e intermédios, propostos pela equipa multidisciplinar ou pelo treinador. É necessário uma base de confiança entre o atleta e o treinador, de forma ambos encontrem uma visão holística credível, sobre o árduo trabalho a ser realizado durante o percurso tenístico do atleta.

A importância da maximização da técnica durante o nível etário dos 14 anos, terá obviamente uma maior probabilidade estatística do atleta atingir mais precocemente o alto rendimento. O desenvolvimento da capacidade da força explosiva potencia uma maior energia para a produção da motricidade coordenativa necessária aos gestos técnicos automatizados, para o desenvolvimento da alta competição, onde o atleta passa a ter uma maior probabilidade de ganhar mais pontos durante as suas próprias competições.

Durante o processo inicial, não se deve dar grande valor aos resultados desportivos a longo prazo em escalões mais baixos, devido à  falta de maturidade de alguns padrões motores que necessitem tempo a serem concretizados, por não estarem assimilados nestas idades mais jovens. O desenvolvimento dos princípios decisivos para o alto rendimento depende essencialmente das capacidades motoras a serem desenvolvidas durante um intervalo cronológico de tempo compreendido entre um nível etário dos 12 e os  14 anos de idade.

 Nos escalões mais jovens, o sucesso e o fracasso geralmente são uma ilusão no presente, atendendo ao nível de maturidade do atleta só poderá  ser desenvolvido de futuro a longo prazo durante o seu percurso profissional. O somatório das variáveis que condicionam o sucesso do alto rendimento dependem essencialmente do controle  emocional ajustado à componente táctica, através da padronização dos gestos técnicos assimilados ao longo da  experiência profissional do atleta, adquirida posteriormente em ambiente competitivo .Os factores determinantes para o alto rendimento apresentam-se por características morfológicas equilibradas do atleta,  quando associadas a sprints ajustados à força reactiva, permite que haja uma potencialização sinergética do trabalho em apoio aberto, tão  necessária ao desenvolvimento biomecânico da amplitude angular produzida energéticamente em arremesso.

O nível etário compreendido entre os 8 e os 9 anos de idade, permite uma melhor assimilação dos pontos críticos ótimos essenciais ao desenvolvimento dos padrões motores dos atletas, onde devem ser trabalhados em actividades lúdicas grupais, previamente estabelecidas e planificadas em  metodologias de treino a longo prazo, em que muitas vezes existem contra tempos normais para se alcançar o maior sucesso, num determinado macrociclo metodológico competitivo.

O trabalho das capacidades motoras até aos 12 anos, devem estar assimilados em todos os atletas de alto rendimento que estejam enquadrados num programa motor bem padronizado e bem planificado da sua própria performance. Deverão ser treinados de forma multifacetada, dando a importância necessária à instrumentalização da modalidade, durante o processo da educação desportiva que se encontra inserido no atleta.

A questão da derrota nos escalões mais baixos, não deverá ser dada uma grande importância para a conceção do alto rendimento, o mais importante é dar valor à auto-superação das dificuldades presentes. A avaliação do processo, traduz um determinado foco para que o treinador controle as variáveis internas e externas que permitem o próprio sucesso do atleta.

A importância de um projecto credível depende essencialmente da variável confiança, o que permite um ambiente positivo necessário ao sucesso da equipa desportiva, que se encontra por trás de uma carreira profissional do atleta altamente competitivo.

Na gestão dos focos dos projectos devem ir ao encontro das necessidades do atleta e não dos objectivos muitas vezes irrealistas traçados previamente pelos treinadores ou pais mal informados.
A componente táctica, física e mental consiste numa visão de base ao top especializado do atleta ao longo do tempo, o que permite estimular as alterações no processo de ensino aprendizagem da modalidade, para respostas mais eficazes de jogo propriamente dito .

A táctica de jogo estruturada, permite uma melhoria dos movimentos de antecipação, de forma o jogador possa ter um melhor reportório de soluções perante situações aleatórias, que vão surgindo durante o jogo, que por sua vez são adquiridas através de uma filosofia de conquista de ponto a ponto até à vitória.

A parte mental do atleta depende da motivação estimulada pelo treinador e respectiva família, com objectivos previamente estabelecidos, independente dos resultados que vão surgindo, obrigatoriamente vão aumentando as respectivas responsabilidades do atleta perante estes mesmos resultados.

A importância do trabalho mental é fundamental para o processo de ensino aprendizagem tenístico, ao nível da padronização  da técnica, da táctica e da preparação física .

Todos os desportos podem ser importantes para o desenvolvimento da modalidade do ténis, mas quanto mais cedo o individuo iniciar-se na actividade, maior probabilidade tem de adquirir a sensibilidade necessária para o manuseamento da raquete, respeitando as componentes tácticas previamente estabelecidas em sessões de treino.

A gestão do stadium state permite o equilíbrio nos vértices das relações triangulares, entre treinador, família e atleta, onde é fundamental o desenvolvimento mental e psicomotor da gestão de carreira profissional do próprio atleta.

Existe uma correlação entre ultrapassar obstáculos com o próprio sofrimento suportado pelo atleta  em lidar com o sucesso, cuja a relação depende da maturação dos neurónios, que são considerados a unidade mais básica da estrutura do cérebro e do sistema nervoso. A membrana exterior de um neurónio, tem a forma de vários ramos extensos chamados dendrites, que recebem a informação de outros neurónios, e por sua vez possuem uma estrutura que se chama axônio, que por sua vez tem a missão de enviar a informação a outros neurónios. O espaço entre as dendrites de um neurónio e o terminal axonal de outro é o que se designa por fenda sináptica.

Os sinais são transportados através das sinapses, por uma variedade de substâncias químicas que são designadas por neurotransmissores. O córtex cerebral é um tecido fino composto essencialmente por uma rede de neurónios densamente interligados, em que nenhum neurónio está a mais do que algumas sinapses de distância de qualquer outro neurónio.

Os neurónios recebem continuamente impulsos das sinapses pelas célula dendríticas vindos de milhares de outras células. Os impulsos geram ondas de corrente eléctrica excitatória ou inibitória, cada uma num sentido oposto. Através do corpo da célula, até a uma zona chamada a zona de disparo, onde se inicia o axônio. É aí que as correntes atravessam a membrana celular para o espaço extra celular, em que a diferença de voltagem que se forma na membrana determina se o neurónio dispara ou não.

Os neurónios caracterizam-se pelos processos que conduzem impulsos nervosos para o corpo e do corpo para a célula nervosa. Os impulsos nervosos são reacções físico-químicas que se verificam nas superfícies dos neurónios, em que os seus processos desencadeiam as aprendizagens psicomotoras e lúdicas. A inteligência emocional cria situações que identificam o sucesso em determinadas áreas humanas, através da desmistificação da linguagem corporal  manifestada de forma não verbal.

O desenvolvimento psicomotor do jogador depende essencialmente da capacidade genética, de autoconfiança, de forma manter um dos pilares mais sólidos ao nível do controlo da raquete em situações de potência. A importância da biomecânica na execução dos gestos técnicos, depende essencialmente da base de sustentação do corpo em relação aos apoios, em diversas posições e situações de jogo aleatórias, que por sua vez devem proporcionar o ground reaction necessário para sustentação do corpo do atleta no solo, para produção de automatismos padronizados e assimilados  durante as unidades metodológicas de treino mais competitivas.

Um conjunto de exercícios de polimetria  permite uma melhoria das coordenações óculo- manual , óculo- pedonal  e unipedonal de forma haja uma melhoria na lateralização do atleta.

A questão da força explosiva numa dimensão técnico-táctica, exige um planeamento adequado para os melhores resultados possíveis, desde que se potencializam as capacidades motoras do atleta para um objectivo multifacetado, segundo modelos de jogo que o atleta consiga atingir os objectivos propostos.
A importância dos apoios devem ser focalizados pelos treinadores para a percepção do jogo, o mais cedo quanto possível, em níveis etários mais baixos, permitirá um melhor desenvolvimento dos pontos críticos ótimos dos próprios atletas.

O desenvolvimento da capacidade coordenativa exige modelos de maximização complexos de trabalhos executados pelos apoios, quer em situações que exigem componentes técnicas em posições abertas ou fechadas. As performances das capacidades inatas, exigem um clima positivo entre treinador, atleta e família.

 A importância do equilíbrio estático e dinâmico, permite melhorias nas acções biomecânicas para melhores intensidades de jogo.

Quanto maior for a idade cronológica do atleta, maior será a velocidade de jogo, consoante a melhoria da velocidade de percepção. A coordenação neuromuscular cria uma maior velocidade com menos esforço, na eventualidade do peso da raquete ser maior. A utilização dos dois membros inferiores associada à rotação do tronco, permitirá  a ação do open stance em situação da bola na passada ou numa situação de close stand sobre o peso da bola.

O somatório de elementos tácticos permite uma construção de uma realidade de jogo condicionada ao estilo de jogo trabalhado numa determinada preparação antecipada para o batimento da bola, onde a velocidade e a acelaração permite a energia eficaz para um processo dominante.
Os padrões de base são fundamentais para o desenvolvimento dos elementos tácticos e físicos onde se determina as áreas fracas e fortes do atleta, de forma a permitir uma definição mais específica das características de jogo a ser utilizadas durante o seu estilo.

O desenvolvimento da lateralidade é sabermos a parte dominante motora, onde é necessário um conjunto de exercícios de multilateralidade em situações de open stance, cujo o desenvolvimento do membro inferior de apoio se encontra associada à articulação do ombro, o que permite acções biomecânicas essenciais, para produzir a energia elástica necessária para um bom trabalho proprioceptivo.

A importância do controlo psicológico perante a pressão, exige uma enorme capacidade de espírito de sacrifício e de auto confiança, para superar as adversidades do jogo, que exigem um foco de concentração que ultrapasse todas as expectativas de jogo.
A autonomia e a confiança devem ser trabalhadas durante as sessões de treino com o treinador ou com a equipa multitransdisciplinar, de forma eliminar a pressão invisível.

Os Treinadores devem educar os pais para o melhor e pior dos resultados, de forma o atleta possa sentir-se confiante de futuro nos próximos desempenhos. Devem adaptar-se ao modo de comunicação de forma a resolver os problemas conjuntamente com os atletas, para ultrapassar o mais breve possível  os erros e as emoções negativas, criando um clima de positivo simbiótico de ajuda mútua à sua volta.

A gestão das expectativas ao nível do seu enquadramento exigem um determinado envolvimento, que poderá ser visível num sistema de comunicação não verbal, através de uma comunicação positiva por parte dos treinadores, basta haver um feedback positivo perante o atleta para mudar todo o clima de situação negativa, de forma ultrapassar todas as adversidades e ansiedades que surgem durante a época competitiva.

Christopher Brandão, 2019 
























sábado, 12 de outubro de 2019

PSD A Guerra Tribal

Após as eleições surgem novas ideologias de eternos fantasmas de antigos militantes , que simplesmente  ressuscitam,  em prol de uma analise de resultados insatisfatórios das últimas eleições .  Rui Rio afirma Vitória , Montenegro afirma mudança,  porque Rio vive subjugando a Costa . Nos Açores  surge novas caras, porque Gaudêncio encontra-se com problemas com a justiça,  Ricardo Nascimento pretende revindicar o que perdeu, Ricardo Pacheco encontra-se disponível e Boleiro ambiciona o que nunca o partido PSD  ambicionou, uma vitoria estrondosa absoluta. Curiosamente nasce um dilema Montenegro, que por sua vez exige mais e melhor para o partido, ao fim de nove meses de ausência.  No meio de tanta balbúrdia, talvez surja um novo paradigma no próximo congresso Nacional em Portugual Continental e na Região Autónoma dos Açores,  uma luta entre Norte e o Centro e Ilhas  insulares, onde veremos de facto se o poder é realmente  distribuído por fragmentação pelos seus antigos militantes, de forma a criarem novos partidos como o aliança de Santana Lopes e o Chega de André  Ventura,  a supreender com a sua eleição como deputado. A história Democrática tem provado que a direita dilui-se ao longo do tempo, porque os seus militantes não acreditam no tempo que é necessário para uma Vitória, porque o eleitorado cada vez mais se encontra mais informado, para sancionar pelo voto quem mais os prejudica.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

A prevenção primária de lesões no Ténis, será a melhor solução?


Algumas regras básicas do ténis moderno durante o tempo de prática, eventualmente existe uma enorme probabilidade de acabar em lesões complexas, devido à falta de conhecimento da biomecânica da modalidade. Uma das maiores preocupações do tenista, será a lesão da articulação do cotovelo, denominada por ténis elbow, oriunda de diversas causas possíveis, para o desenvolvimento da própria patologia. As prevenções das lesões em geral, não podem ser evitadas pela má execução biomecânica dos gestos técnicos da modalidade, ou por uma simples queda no campo. As torções dos membros inferiores acontecem, por não terem controlo sobre elas, eventualmente muitas outras lesões podem ser evitadas, se os atletas forem mais atentos e preventivos com o seu próprio sistema locomotor. 
Em princípio o atleta mesmo amador, necessita mesmo de saber a verdadeira informação técnica performativa, para poder jogar adequadamente, nem que seja pelo puro lazer. O Ténis mantém a hemostasia psíquica e física num todo, que por sua vez funciona como uma terapia de compensação das próprias adversidades do jogo. Perante este quadro situacional, é válido afirmar até um certo ponto, que um sistema de preparação corporal seja mais adequado às exigências biomecânicas da mobilidade, de forma poder reequilibrar o desgaste das articulações que toda a modalidade produz. 

O ténis exige bastante do aparelho locomotor e do sistema cardiorespiratório vascular, por ser uma modalidade desportiva assimétrica, com piques de aceleração curtos e rápidos, baseados numa metodologia de treino interval training. 

A instalação de uma lesão não se dá subitamente, ela é o resultado de uma combinação de pequenos fatores, que ao longo do tempo têm a potência necessária para criar uma patologia grave e outras vezes vai-se empurrando a situação recorrendo a anti-inflamatórios relaxantes e musculares. Não temos a cultura desportiva necessária para cuidar a compensação dos desgastes causados pela prática, mas é necessário a formação em saúde que crie hábitos saudáveis nos indivíduos. O ser humano, é um ser que vive em rotinas padronizadas, com pouco espaço para o seu desenvolvimento psicomotor. Não ter hábitos saudáveis e viver cada dia de uma forma diferenciada, não nos dá as raízes necessárias para a consistência de realizar feitos gloriosos em diversas áreas competitivas. É necessária uma prática paralela à atividade desportiva, realizada em campo de forma regular, para manter distante as lesões do aparelho locomotor. Não existe uma receita mágica para uma boa prática biomecânica e performativa, embora não precisa ser tão extensa e proporcional ao tempo que se passa em campo jogando. A maior dificuldade está na instauração do hábito desportivo contínuo, que depende essencialmente do tempo despendido no jogo propriamente dito. 

O fator fundamental para prevenir as lesões, é uma prática concomitante ao desporto, destinada a reequilibrar a musculatura, os tendões, as articulações e o alinhamento postural da coluna vertebral. A escolha mais apropriada ao perfil do atleta, inclui-se numa rotina de uma boa metodologia de treino, que deverá ser realizada em duas a três vezes por semana, num tempo mínimo de meia hora, será suficiente. Um trabalho semanal auxiliado por um profissional de exercício, também poderá ser uma boa solução, para um bom condicionamento cardiovascular, que por sua vez protegerá o órgão do coração e melhorará a oxigenação dos tecidos durante a prática, além de auxiliar na recuperação do organismo no período pós-prática. 

Devemos evitar os excessos de exercícios para os atletas amadores, que têm uma tendência ao fanatismo e com muita frequência se lesionam, por forçar demais o corpo. É preciso aprender a dosear a prática e colocar-se à escuta do próprio corpo, para saber quando é o momento exato da pausa ou do descanso. O organismo precisa de um tempo para reequilibrar-se metabolicamente e estruturalmente após o esforço. Antes que esse processo se complete, o jogador durante o aquecimento à volta do campo tem a probabilidade de se lesionar, na eventualidade do organismo não estiver totalmente recuperado. Cada atleta tem um tempo específico de recuperação, que varia segundo a sua própria morfologia física, condicionada à intensidade do esforço que foi realizado. 

Aprender a ouvir o corpo, é algo importantíssimo para o desenvolvimento da sensibilidade do atleta, ao sono e à alimentação. Para muitas pessoas, estes aspetos de saúde podem parecer algo surreal, sem ligação direta com a prevenção de lesões, mas na realidade encontram-se intimamente ligados. Um organismo bem hidratado e bem alimentado com alimentos que nutrem o corpo ao nível da quantidade certa, provoca as melhores condições de funcionamento ao nível do repouso e do esforço. O sono é algo crucial, e quando não se dorme o tempo suficiente, a qualidade fica seriamente prejudicada porque não se dá as condições de regeneração necessárias, para que o organismo possa recuperar do cansaço, no qual deixa o atleta vulnerável e sensível. Na hora de uma maior exigência de prática desportiva, será mais susceptível a lesões. 

A boa biomecânica auxiliada por um bom material desportivo, é uma caraterística específica essencial à modalidade, se na eventualidade existir uma falha biomecânica, a orientação técnica de um professor é essencial para a correção dos movimentos repetitivos incorretos, que não sejam o início de uma futura lesão. Mesmo para aqueles atletas que não teêm uma boa biomecânica, os treinadores devem estar atentos aos vícios que podem ser adquiridos ao longo das suas carreiras desportivas, para que futuramente possam ser corrigidos e evitados oportunamente. O equipamento desportivo também é um fator fundamental pela sua importância de evitar a sobrecarga na coluna e nas articulações, por exemplo um par de ténis específico e uma boa raquete com a empunhadura correta realiza a pressão ideal na corda da raquete e ao mesmo tempo o anti vibrador embora o seu uso protetor seja indiscutível, a sua função de amortecimento da bola seja eficaz ao nível do batimento da bola. 

Christopher Brandão, 2019

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

A Dimensão Eterna De Deus

A presente dimensão futura da vida traduz a dimensão eterna divina de Deus na Terra. Na realidade, Deus ensina-nos que o seu reino eterno não nasce de forma aparente; mas pela própria simplicidade humana.  A reflexão espiritual da vida, é o caminho mais profundo do estado de alma de um indivíduo, que  hoje em dia não podemos ter uma visão visível e clara de Deus, porque metafisicamente se encontra interiormente na alma de cada um de nós. A primeira característica do reino de Deus ,consiste em avaliar em primeira instância a parte espiritual do ser humano, de forma que nosso Senhor possa edificar a sua alma, como diz em Lucas 17.20:

“Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência”.

Na explicação do Senhor sobre a natureza do seu reino onde afirma: “Reino de Deus não vem com a visível aparência”, porque todos os cristãos encontra na palavra sagrada a sua própria essência de vida, para melhor compreender a dimensão do seu próprio sofrimento, que de certa forma traduz uma diluição dos seus próprios pecados. Quando lemos algumas versões Bíblicas, temos a dificuldade de interpretar o inexplicável divino, que seja capaz de explicar as adversidades da vida, que surgem nos seres humanos na forma de sofrimento. Em algumas versões Bíblicas, a invisível barreira do reino de Deus, vive de uma aparência interior humana, onde podemos concluir que não é quantificável pelos sentidos.  Uma maior harmonia do corpo purifica a parte espiritual da alma, que se define em primeiro lugar num encontro do indivíduo com o reino de Deus, através da abstracção da sua própria alma. Relativamente às palavras finais do nosso Senhor Jesus Cristo, o verdadeiro Salvador: “o reino de Deus está dentro de vós”, podemos analisar a sua pura natureza do seu próprio reino, que evoluiu no espaço humanizante invisível perante o sentimento abstracto, que põe em causa a sua própria existência, porque já se encontra dentro de nós.
O verdadeiro Reino de Deus é explicado no Novo Testamento como forma de mensagem bíblica, para melhor compreendermos todo o universo da bondade humana. O verdadeiro cristão, deve ler alguns textos bíblicos, de forma a compreender o seu significado para a transcendência da purificação dos próprios pecados. A vontade de Deus, é de aproximar a humanidade ao seu reino, explicada pela simples frase Bíblica:
“Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lc 17.20).
 As características do reino de Deus realiza em primeira menção a sua atual dimensão, através da frase que se encontra no Êxodo 8.19. "Quando Deus julgava a nação do Egipto com a terceira praga, a dos piolhos. Os feiticeiros egípcios não conseguiram imitar o poder de Deus; então Faraó disse: “Isto é o dedo de Deus”. Esta é uma descrição do poder totalitário divino de Deus no seu reino manifestada na presença dos humanos, contra todas as forças do mal.

“É chegado o reino de Deus sobre vós”.  O ênfase da frase: “sobre vós” define uma preposição que por sua vez traduz o limite de algo concreto, que se encontra numa dimensão superiora. Podemos afirmar que o tempo presente se encontra presente no reino de Deus, atendendo que se encontra superior aos humanos. A explicação humana deve ser colocada debaixo desse reino porque o erro e o pecado define as diversas adversidades vividas pelo homem no planeta Terra, ao longo da sua evolução histórica temporal da sua própria espécie.

“O reino de Deus está dentro de vós” – Na presente frase, o reino de Deus não é apenas superior aos humanos, como também está dentro deles. Necessitamos conhecer a espiritualidade para melhor evoluirmos no caminho divino. Apóstolo João escreve em Apocalipse 20.6:
O Tempo manifesta o reino na sua plenitude, isso se dará após a vinda do Senhor Jesus. 
“Bem-aventurado e Santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre a segunda morte, não tem autoridade pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo que reinarão com ele os mil anos”.

Esta análise é conhecida como uma avaliação do milénio, caraterizada pela era do reino do Senhor. Conforme lemos em Apocalipse 2.26,27: Nesse tempo, os Santos em Cristo receberão a autoridade necessária sobre as nações, “Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com cetro de ferro as regerá…”.

Podemos contemplar naquele tempo, em que iremos reinar com nosso Senhor Jesus, quando ele vier, estabelecerá o seu reino aqui na terra, por um período de mil anos, onde será o Rei dos reis, porque nós seremos seu servo no seu próprio mundo. O Senhor fala-nos de maneira tão clara em Lucas 19, sobre a parábola das dez minas – versículos 11 a 27. Aquele que for fiel no pouco, ainda, mesmo assim, receberá autoridade sobre “dez cidades” – (v.17). Toda ideia de governo existe nesse mundo numa perspetiva holística de algo mais elevado que existe na mente é superior. Toda forma de governo que existe, tem a sua projeção a partir da mente de Deus, quando olhamos para o universo, vemos que existe uma forma de governo, onde se encontra a harmonia necessária que sustenta toda a ordem das coisas, nos seus devidos lugares. O universo obedece a uma ordem divina para se manter no seu perfeito estado de operacionalidade. Esta descrição de governo de Deus no universo, ilustra a avaliação do tempo do milénio. Deus trará o seu reino por meio de Cristo, e nele nos confiará esse reino por um determinado tempo. A eternidade será a dimensão do reino, que dará após a insurreição global que ocorrerá no final do milénio, onde se encontra registado no Apocalipse 20.7-10:

“Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a seduzir “fazer com que alguém se desvie do seu caminho, traduz o desvio padrão do mal para o mitológico.  O desencaminhar da verdade, revela nas próprias nações existentes nos quatro cantos da terra, o mal que prevalece. O número dessas maldades, é como a areia do mar onde marcham pela superfície da terra, onde se edificam um acampamento, como se fosse uma fortaleza com um exército que luta contra o mal da humanidade. Dos santos e da cidade amada, desceu o fogo do céu que os consumiu por Lúcifer, o diabo sedutor que foi lançado para dentro de um lago de fogo misturado com o enxofre. Encontram-se não só a besta, como também o falso profeta, que serão atormentados de dia e de noite pela eternidade do tempo. Apocalipse 21.24:

“As nações que tiverem sido salvas, andarão em luz; e os Reis da terra trarão sua glória e a honra para ela”.

Os factos descritos anteriormente revelam um acontecimento trágico que se dará no final do milénio, quando Deus com o seu grande poder de sabedoria confrontará Satanás na prisão, para salvar a humanidade. Os sobreviventes que sobreviveram das consequências das nações, serão executados pelas suas próprias sentenças, onde os humanos serão desencaminhados e envolvidos por uma grande tentação e assim mais uma vez, ele tentará usurpar a glória do Filho de Deus, como fez antes na eternidade passada, como se encontra registado em Isaías 14.14-19 e Ezequiel 28.14-19. Porém, agora ele será condenado e exterminado eternamente.

Apocalipse 22.5:

“Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos”.

Esse reino eterno é prefigurado por uma grande e preciosa cidade nova, Jerusalém. Primeiro, essa cidade nos é revelada como uma cidade nupcial parte essencial do governo eterno de Deus. 

Apocalipse 21.24,26:

“Os gentios que houverem sido salvos andarão em sua luz; e os réis da terra trarão sua glória e honra a ela e levarão a glória e a honra dos gentios a ela”.

O uso do reino pelos gentios mencionados, são as nações que irão sobreviver a insurreição global, provocada por Satanás no final do milénio. Dentro do contexto da eternidade, elas existirão, porém, num espaço inferior da cidade nova Jerusalém, simplesmente traduz uma descrição da consumação máxima da obra do Filho de Deus expressa por um governo divino.

 Apocalipse 22.3:

“Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão”.

O trono de Deus é a expressão do seu governo e segundo este texto, o trono de Deus está na nova Jerusalém; porque nela estará a centralidade do poder de Deus para toda eternidade. Que Deus nos abençoe e edifique com sua palavra sagrada pelo planeta Terra eternamente, para que os humanos possam viver na paz de Cristo eternamente .

Christopher Brandão, 2019

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A Teorização da Fé


A etimologia da palavra fé é originária da língua grega "pistia” que significa noção de acreditar. A palavra Fé em Latim "fides" representa uma atitude de fidelidade ou de adesão incondicional de uma pessoa com confiança sobre uma hipótese de uma ideologia de verdade absoluta, sem qualquer tipo de critério de verificação. Para que não haja qualquer tipo de evidência, que ponha em causa a veracidade da  palavra fé, que se traduz num somatório de ações, que se conjugam na sua totalidade, para a um sentimento individual de confiança credível. Se uma pessoa acredita em algo metafísico, não significa necessariamente que tenha fé. Com a má fé, o indivíduo poderá agir de forma intencional para prejudicar terceiros, através de ações maldosas, que se encontram intimamente ligadas a comportamentos emocionais. Existem inúmeras referências da boa conduta moral do indivíduo, que se intitula cristão no seu modo de vida em sociedade, baseado num fundamento da fé, ém situações que atualmente não têem explicação e que futuramente possam a vir ser comprovadas pela ciência.  No contexto religioso, ter fé é uma virtude para aqueles que aceitam a verdade absoluta, como um dos princípios mais difundidos pela religião Católica. Será a melhor opção do indivíduo ter fé em Deus, do que ter esperança em algo que vai mudar na sua vida de forma positiva. A assimilação da cultura teológica, por obediência à própria palavra sagrada, faz-nos acreditar na existência de Deus, através da sua compreensão omnisciente. 

A Fé em acreditar em algo metafísico, representa a pura verdade de agir de acordo com as nossas crenças, de forma acreditar em algo divino, para futuramente poder mudar de paradigma de vida. Segundo a doutrina cristã, os humanos são salvos pela fé, baseada em factos relatados por Jesus Cristo e posteriormente descritos na Bíblia. . É possível alimentar um sentimento de fé em relação a uma pessoa possuidora de um pensamento relacionado com sistema, que seja promovido por um conjunto de regras instituídas numa determinada religião. A única certeza atual, torna-se praticamente impossível de provar o seu campo espiritual pela ciência.
"Sem Fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.” - Hebreus 11:6. Se o indivíduo não crê em Deus, como poderá aceitar Jesus Cristo, o verdadeiro salvador, que se sacrificou na cruz para salvar a Humanidade? 
Mediante esta questão de análise comparativa entre a crença e a racionalidade ,em que muitos indivíduos parecem refletir num processo de aquisição de Fé, que vai evoluindo ao longo do tempo, à medida que compreendemos a essência da própria palavra sagrada..Este quadro situacional exemplifica o poder totalitário da fé em Deus, que nos ajuda a ter a pura convicção da verdade, dos nossos próprios atos e pensamentos. 
“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus;” - Efésios 2:8. A salvação humana necessita compreender Jesus Cristo que morreu numa simples cruz de madeira, para exemplificar o seu sacrifício a todos os cristãos, para que pudessem aceitar o verdadeiro caminho do salvador. A fé não implica uma falta de evidência de Jesus Cristo de forma obrigar os seus próprios discípulos a acreditar em alguém para a sua liderança, para que possam ter a esperança de encontrar o caminho da verdade.
Os ensinamentos Bíblicos, provavelmente comprova a argumentação de Jesus Cristo, como sendo o verdadeiro mensageiro de Deus na terra.  Poderá ser controverso relativamente à dúvida, que por sua vez desempenha um papel importante no processo de ensino-aprendizagem da racionalidade Kantiana. Dentro da Ciência da Epistemologia Humana, a compreensão da fé cria um paradigma historicamente social, através da aceitação da religião, por parte dos humanos. A prova que o ser humano tem fé em reagir a uma nova crença, muda o paradigma de vida dos indivíduos, que tentam procurar o caminho da verdade.  De acordo com todo o processo de ensino aprendizagem da Ciência Teológica, que muitas vezes utiliza um parâmetro da avaliação da verdade, para melhor compreender a interpretação da fé num determinado paradigma, que necessita ser melhor estudado biblicamente. 

Christopher Brandão, 2019

terça-feira, 30 de julho de 2019

O Caminho Misericordioso



A misericórdia é um sentimento de compaixão, de se sentir algo de positivo no interior do corpo. Manifesta-se por sentimentos solidários aos indivíduos mais carenciados. É necessário dar conhecimento da existência de um caminho misericordioso promovido pelo poder totalitário de Deus dos mais arrependidos, que por sua vez serão libertados pela salvação das suas próprias almas.. 
 A veracidade da existência de Deus é comprovada pela Igreja Católica, pela Santíssima Trindade, pelo sacrifício de Jesus na cruz e por fim pela própria ressurreição. O conhecimento da  religião  une-se pelo dogmatismo teológico que poderá  ser compreendido pelas nobres palavras escritas nas sagradas escrituras, e que por sua vez decifram a existência de um caminho percorrido pelos humanos pela salvação .
“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna”, determina a existência de um caminho tão simples e claro em que “os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão” (Is 35:8). 

A prova de um caminho misericordioso ao longo da história da humanidade, manifesta-se principalmente num tempo de confusão e de ansiedade, que só se processa por um profundo estudo da ciência da  teologia .
Na descrição bíblica do antigo testamento, Moisés sentiu algo metafísico quando disse a Hobabe: “Ora não nos deixes porque tu sabes que nós nos alojamos no deserto; de olhos nos servirás” (Nm 10:31). Historicamente as orações inserem-se num quadro situacional compreensivo e comovente de súplica por uma orientação num determinado contexto adverso, onde provavelmente a compaixão por alguém que julgamos ser o indivíduo mais competente, indica-nos uma estratégia de salvação em situações de maior dificuldade. A Bíblia relata que Moisés levou 40 anos para atravessar o deserto do Sinai com o povo judaico  que se libertou da escravidão do Egipto. Segundo a análise do território geográfico, o deserto Sinai ocupa uma península com uma extensão de mais de 200 quilómetros de largura, no qual a estrada que liga ao norte do Egipto à Palestina, poderá ser percorrida em duas horas de automóvel, a uma velocidade estimada de 100km/hora, então porque razão a Bíblia relata que o povo Judaico levou tanto tempo para atravessa-lo?.

Êxodo 13:17-18 relata: 
“Quando o faraó deixou sair o povo, Deus não o guiou pela rota da terra dos filisteus, embora este fosse o caminho mais curto, pois disse: ‘Se eles se defrontarem com a guerra, talvez se arrependam e voltem para o Egipto’. Os israelitas quando saíram do Egipto, estavam preparados para lutar., apesar da rota da terra dos filisteus ser o caminho mais curto para se chegar a Canaã, Deus criou uma opção ao povo judaico com a missão de contornar o deserto,, pelo caminho que os levavam ao Mar Vermelho.
As diversas interpretações multiplicam-se até chegar-se a uma conclusão óbvia que explica um maior tempo de travessia permitiu um maior tempo de paz..
O israelita no passado podia consultar os seus compatriotas, não prescindindo em deslocar-se aleatoriamente de um território para outro. Durante o dia e a noite mantinha-se na mesma direção até chegar ao seu destino. O próprio Jeová era considerado um guia infalível, por ser o mais inteligente, o mais sagaz e o mais experiente entre os seus semelhantes. Provavelmente o segredo do povo Israelita no passado deve-se a uma grande moral dos redimidos que percorrerem com uma enorme resiliência  o  deserto. A liberdade de escolha de seguirem os seus próprios caminhos para encontrar Deus, dependia da trombeta prateada que anunciava a todos a sua vontade divina. Para quem não tivesse ouvidos atentos ficaria em desvantagem para encontrar-lo.
Os sentidos humanos da visão e da audição devem ser dirigidos exclusivamente a Deus e não para qualquer ser humano mortal que escolha o caminho de bondade na forma mais obediente. Servir Deus pelos seus próprios mandamentos, não devem ser impostos por obrigação aos indivíduos, mas sim por obediência à sua própria bondade de acreditar de uma forma consciente  numa força superior positiva de espiritualidade. A civilização humana tem um enorme processo mitológico justificado pela própria religião ,que  passa a ser conhecido ao indivíduo como um privilégio  de conhecimento da sua própria palavra sagrada. 
Existe uma busca de excitação permanente das pessoas por algo metafísico que as fazem acreditar no poder divino. Os humanos agem muitas vezes como seus pensamentos  impróprios porque se desviaram do caminho da luz ,originária das trevas dos seus próprios sete pecados mortais. A filosofia do cristão deve seguir o caminho do senhor: “O temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência”. Cada ser humano deve escutar e obedecer em si mesmo a voz do Senhor. “As Minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (Jo 10:27). O Senhor seja louvado pela preciosa palavra sagrada que alimenta espiritualmente  cada ser humano com a  verdadeira doutrina cristã.

Christopher Brandão, 2019

sexta-feira, 26 de julho de 2019

O significado da Morte




O mistério da morte faz parte de um enigma da alma ,que provoca uma certa nostalgia a alguém que cuidou de nós em vida e que partiu tão repentinamente. A própria palavra desperta uma certa angústia no coração das pessoas, por ser tão incompreensível e inevitável no momento em que recebemos a triste notícia. Através da reflexão, podemos realmente compreender o significado da morte, sem verdadeiramente compreender o significado da vida, transformada metafisicamente pela vitalização da própria alma. Na morte, ocorre uma divisão entre a parte física e espiritual do ser humano, onde a alma liberta-se das restrições físicas do corpo. Pela divindade, absorve as melhores características da pessoa, após cumprir a sua missão na terra, através da bondade, da virtude e por fim pelo altruísmo. 
Pela lei de Lavoisier “Nada se perde, nada se cria tudo se transforma” ensinou-nos que nenhuma substância realmente desaparece, apenas se transforma, por exemplo:” Uma árvore pode ser cortada para podermos fazer um armário, uma mesa ou uma cadeira”, independentemente do design  que tomar a madeira, permanece sempre o mesmo material, apesar de ser ardida, transforma a matéria em diferentes formas de energia. A árvore, a cadeira e o fogo são apenas formas diferentes pertencentes à mesma substância, o que teologicamente representa o espírito da alma que flui para um estado metafísico ascendente mais elevado. Podemos concluir que a matéria humana só se valoriza através da vitalidade espiritual da alma, que se liberta do seu estado físico. A morte provoca emoções tão fortes, através do qual expressamos a dor pela experiência adquirida pelos próprios sobreviventes e que dificilmente se cicatriza ao longo do tempo. Quando morre um ente querido, surgem emoções fortes de tristeza, derivado pela perda e confusões desnorteadas das pessoas vividas . A dor é um sentimento que não pode ser controlada, mas é necessário  estabelecer limites para um determinado pensamento negativo. Não devemos prantear por mais tempo do que necessário para ultrapassar a dor da morte de uma pessoa querida, o que muitas vezes origina uma recordação eterna. A chave do sucesso, consiste em dominar o nosso sofrimento, de forma possamos  compreender a metafísica da alma do seu ente querido, que chegou a um local mais elevado do que aquele que ocupava na terra. A complexidade de um princípio divino que interprete religiosamente os sentimentos da morte, simplesmente ensina-nos  uma grande lição  de epistemologia  humana. 

O processo mais egoísta de esquecer o verdadeiro significado da morte, é o  momento que surge a reconciliação do pensamento de uma experiência traumática do luto, que  por sua vez ajuda a libertar de um vínculo de uma pessoa que partiu eternamente do seu meio de pessoas que lhe eram mais próximas. Não há maneira de substituir um ente querido que se foi, pois cada pessoa é uma individualidade única que provoca um determinado sentimento de saudade, muitas vezes suportada pela família e pelos amigos. Esta será uma experiência incompreensível, devastadora, para aqueles que são deixados para trás, mas em todas as explicações que devemos realizar, devemos aceita-la na paz de espírito, em prol da harmonia  do defundo . 

Christopher Brandão, 2019