terça-feira, 20 de junho de 2017

O Julgamento Amoroso

Para uma linguagem franca e libertina que realizamos sobre as nossas observações, determinam o onús da prova dos juízes de valor que fazemos, sobre as nossas energias despendidas em sistemas hipercomplexos bastante controversos, onde o tabu e o ceticismo dão as respostas corporais necessárias ao amor que fazemos em espaço próprio. A constelação amorosa, permite uma maior dinâmica da paixão que prevalece num determinado espaço intimo, onde a exploração do corpo exige uma performance qualitativa de um sentimento que transcende as necessidades mais básicas de ambos os sexos. O limiar de excitação permanente, permite o despoletar de uma exploração corporal de um determinado território amoroso, onde é preciso ter coragem e paciência para vencer os tempos nublados que se aproximam. Não precisamos olhar com desconfiança o futuro, pois com o presente fortalecemos o estado da nossa alma, para um potencial de ação de energia necessária produzida à custa das massas corporais alternativas, que simplesmente transferem fluídos descontrolados por pensamentos ativos. A garantia da satisfação corporal ao longo da vida, exige uma revolução do pensamento manifestado por um pluralismo sexual adquirido ao longo das gerações. As necessidades mais básicas do prazer social libertino, manifesta-se em escolhas de repúdio de míseras orgias provenientes de infedilidades constantes de heterossexualidade ou de homossexualidade, que por fim manifestam-se num contato simples de lesbianismo puro, que talvez justifique o celibato permanente. Talvez o segredo de alcofa orientado para uma promiscuidade sexual teatral, insegura, arrogante ou submissa, exige uma atenção dobrada, ou uma reflexão por parte do indivíduo, que por sua vez deve parar durante um minuto para poder respirar ofegantemente e seguidamente observar à sua volta aquela pessoa que é mais instável em relação à outra, ou que é mais inflexível à tentação do elemento atrativo. O sexo é o teatro dos pobres, mas para quem acredite neste pressuposto, será necessário evidenciar situações em que são reconhecidas aos indivíduos certos instintos, vocacionados para um campo de persistência de engate, cujo devaneios são considerados desvios de conduta do pecado. Para alguns vultos femininos que se aproximam à nossa volta, com um simples olhar e um cheiro a perfume associado a uma bela indumentária, carateriza-se socialmente por um simples piropo de valor fútil do estético para o mais belo corpo moldado à natureza da sua própria juventude. Determinados critérios atrativos preenchem-nos a alma, com um determinado diagnóstico de foro psiquiátrico, que se manifesta em comportamentos fantasiosos, peculiares, padronizados e por fim disfuncionais, que até podem causar danos físicos e morais às nossas pobres condutas descontroladas.
Somos simplesmente psicopatas do cotidiano, que simplesmente lutamos contra a insatisfação dos sete pecados mortais da vida. Há quem diga que na guerra dos sexos a paz celebra-se na cama, talvez podemos explicar detalhadamente determinados princípios que nos levam a agir mais com  a emoção do que com o coração. Talvez o instinto mais feroz de cópula permanente possa justificar a conceção de determinados morfotipos camuflados, que auxiliam na descoberta das posições mais reprodutivas para a manutenção da própria espécie humana.
Antes de se relacionarem com alguém, terão de escolher o melhor caminho para a melhor cama, sem abrir mão à convivência mais intima de um real julgamento proposto entre quatro paredes.

Christopher Brandão, 2017

domingo, 21 de maio de 2017

A Fé de um povo devoto ao Senhor Santo Cristo Dos Milagres

A dimensão religiosa e centenária de um Povo vê-se pela fé e devoção que sempre tiveram os Açorianos para a realização e ornamentação bastante dedicada ao longo de muitos séculos ao Senhor Santo Cristo dos Milagres. A dimensão histórica e temporal ao o Senhor santo Cristo Dos Milagres foi baseada na sua transferência  por vários espaços, atendendo aos ataques piratas, às crises sísmicas e à evolução sócio-econômica da ilha S.miguel, permitiu por parte dos cidadãos  a sua real proteção em prol da divindade cristã.
O valor da estátua cedida pelo Papa Paulo III, associada à  fé cristã de Madre Teresa Anunciada, permitiu desenvolver um conceito metafísico teológico baseado na divindade cristã ,para que pudesse ajudar no sofrimento de quem precisa. A procura da causa do sofrimento pelas vicissitudes da vida, exige uma determinada fé que liberte do pecado. O poder da promessa e o valor da alma humana, não tem preço para quem sofre de uma forma injusta  e por sua vez, merece toda a tranquilidade necessária adquirida pelo respeito de todos, por algo que nos transcende.
O sacrifício do corpo, transcede a cultura espiritual para um estado de alma pura, para quem deseja atingir o divino céu.
Viver em agonia permanente, exige a procura necessária de um alimento espiritual que faça ultrapassar  os verdadeiros obstáculos da vida.
As festas do Senhor Santo Cristo Dos Milagres é uma simples louvação de quem precisa ser ajudado por alguém  que ultrapasse a verdeira dimensão da própria conduta humana.

terça-feira, 16 de maio de 2017

A Política Dos Transportes Açorianos

A base da economia Açoriana depende essencialmente de uma boa política de mobilidade entre as diversas ilhas açorianas e dentro delas. Verifica-se um point of view de operacionalidade que depende essencialmente de um timing com que escoamos os bens, os serviços e as próprias pessoas num determinado espaço para outro. Neste paradigma, há que ter em conta aos interfaces que criamos, de forma haja uma maior necessidade de desenvolvimento sustentavél entre as ilhas, segundo um modelo ecológico que respeite e alicie essencialmente o turismo pelo contato da natureza e a própria economia regional. A importância do transporte verde devia ser uma prioridade do Governo Regional Dos Açores, analisando a densidade populacional por área e quantificando o meio de transporte mais eficaz, que proporcione a população para um determinado objetivo. Numa época de eleições autárquicas, ambos os candidatos que se candidatam à Câmara de Ponta Delgada, devem analisar o quadro situacional do transporte do Concelho de Ponta Delgada e arredores. Podemos quantificar que a Avenida Marginal atualmente com excessos de autocarros, e um campo S. Francisco remodelado e desertificado exige uma boa política de base, que alivie os respetivos autocarros na própria Cidade. As cidades verdes exige estudos detalhados e cientificamente quantificados por projetos multitransdisciplinares que tente libertar o automóvel da cidade, utilizando mais veículos não poluentes expressos em carros elétricos, bicicletas e outros meios. O erro básico da cidade de Ponta Delgada é haver um governo PS e uma Câmara PSD não comunicarem devidamente e por sua vez criarem infraestruturas independentes que muitas não beneficiem a Cidade, nem os próprios cidadãos. Podemos avaliar os parques de estacionamento da Cidade de Ponta Delgada realizado subterrâneamente, um pelo governo Regional e outro pela Câmara de forma pouco operacionavél, que dá a noção o que um faz o outro vai atrás fazer para não ficar atrás. A era da política atual, deverá ser corrigida pelos próprios políticos a libertarem-se de bairrismos, de forma a criar as melhores acessibilidades aos cidadãos, criando consensos simbióticos entre os diversos partidos. É claro e evidente que ninguém quer ficar para trás na inauguração das obras públicas, porque dá votos e protagonismo, mas a preocupação essencial devia ser o bem estar das populações, no qual a eficácia do transporte público depende da boa mobilidade. Perante este quadro situacional, será necessário consensos, de forma haja desenvolvimento sustentavél para a própria ilha S.Miguel. As soluções para as respostas eficazes, só dependem de medidas científicas previamente estudadas. O transporte público na Cidade de Ponta Delgada e respetivo arredores, devia centrar-se na densidade populacional e nas necessidades das classes mais desfavorecidas associado ao turismo na criação de um conjunto de infraestruturas, como parques envolventes à cidade, de forma as pessoas possam estacionar o seu veículo e utilizar outro meio transporte não poluente para irem ao seu trabalho ou tratar das suas respetivas vidas no centro da cidade. Relativamente aos transportes coletivos, nomeadamente a libertação dos autocarros da cidade de Ponta Delgada, seria mesmo necessário interligar o campo S. Francisco, servindo de estação subterrânea de autocarros, como alternativa a realização de uma via subterrânea que passasse pelos parques de estacionamentos subterrâneos que se encontram localizados na Avenida Marginal, de forma a libertar todos autocarros por escoamento realizado através de aberturas de túneis, um próximo de Santa clara perto da doca, de forma pudesse simultâneamente realizar o escoamento de veículos pesados de mercadorias, outro próximo do clube naval para  libertar da cidade todos os veículos pesados. A importância do elétrico poderia ser uma via a ser estudada entre os Arrifes e a Cidade Ponta Delgada , Cidade Da Lagoa e Ponta Delgada, e por fim Relva, Aeroporto João Paulo II e Ponta Delgada, poderia ser uma boa opção em favorecer a própria Cidade de Ponta Delgada numa dinâmica mais interativa de futuro de acessibilidades de transporte público. Relativamente aos interfaces entre o transporte aéreo, marítimo e terrestre, será necessário respeitar timings diferenciados de horários, de forma uma grande maioria da população local ou flutuante possa usufruir com eficácia a enorme oferta alternativa e diversificada de transporte público local ou inter ilhas.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

A Associação De Ténis Dos Açores Um Paradoxo De Antagonismos

A dimensão de uma  Associação De Ténis visa defender os interesses e as necessidades dos clubes de uma determinada região, na sua melhor forma, quer a nível  regional, quer a nível nacional e por fim internacional . O paradoxo começa, quando os seus próprios dirigentes não compreendem que existe um tempo de entrada e um tempo de saída, dando oportunidade a quem tenha maior conhecimento científico da modalidade em causa, ao nível das áreas da gestão desportiva e metodologia de treino, de forma possa recrutar os melhores recursos humanos, para melhor servir e gerir toda a tecnoestrutura organizativa tenística, essencial ao verdadeiro desenvolvimento sustentavél desta própria modalidade desportiva .
Ao avaliamos os estatutos que fazem parte da Associação De Ténis Dos Açores, podemos quantificar que se encontram obsoletos aos tempos atuais. A variavél desenvolvimento tenístico depende essencialmente da sua alteração com máxima urgência, de forma possamos ter uma dimensão mais holística da realidade das diversas estruturas organizativas que devem fazer parte de uma Associação De Ténis, nomeadamente, a existência de um representante dos jogadores, dos respetivos árbitros,  dos treinadores, provavelmente associados aos presidentes dos clubes, talvez dariam novos contributos, proporcionando uma melhor visão da realidade do ténis regional atual. Atualmente a eleição do presidente, foi devido a uma criação de um clube fictício chamado Kairós, para além do clube da Ribeira Grande se encontrar inaoperacionavél algum tempo, encontra-se sempre com representante na mesa de voto para eleição dos corpos sociais. A facilidade como se cria um clube de ténis nos Açores é magnifica, só que o número de federados infelizmente encontra-se cada vez menor, em relação ao aumento dos clubes, o que torna uma realidade cada vez mais paradoxa ao nível da realidade tenística açoriana.
O poder organizativo de uma associação, visa chegar a consensos com todos os clubes e não utilizar a filosofia de dividir para governar, dando umas míseras migalhas de satisfação a alguns clubes, de forma manter o máximo tempo possível na organização, que atualmente se encontra numa estrutura completamente obsoleta e pouco organizativa. O planeamento anual de uma gestão orçamental ao nível organizativo obviamente devia ser aprovado por voto por todos, no momento da eleição dos novos corpos sociais para os 4 anos de mandato, de forma toda a tecnoestrutura organizativa saiba o verdadeiro plano financeiro de futuro. A  realidade é que ninguém sabe de nada, o que vai acontecer de futuro, criando dúvidas e incertezas, inveja e ódios. Quando a informação é planeada antecipadamente, o erro na gestão é menor e a informação é mais consistente a nível geral, para uma satisfação mais global das próprias tecnoestruturas organizativas.   
A falta do conhecimento gera muitas vezes conflitos desnecessários, atendendo às falhas organizativas que vão desde a manutenção dos preços das filiações dos jovens atletas que são caras, levando os atletas a procurarem outros desportos, em que a sua filiação à própria modalidade é grátis ou com um custo irrisório. 
Os 5 euros que cada atleta paga em participar num torneio nas camadas mais jovens é excessivo, não proporciona a massificação da modalidade para uma especialização mais competitiva, simplesmente determina quadros competitivos cada vez mais reduzidos, proporcionando a manutenção dos mesmos atletas vencedores por bastante tempo, o que cria um grande fosso de desmotivação competitiva, mantendo sempre os melhores atletas a vencerem e  os piores a perderem com os mesmos atletas vencedores levando à desmotivação por ambas as partes. Será necessário haver um trabalho de base, criando diversas provas consoante o nível mais adequado a cada atleta, que obviamente deverá estar ajustado à competição em que participa. A experiência é importante para os clubes desenvolverem conjuntamente com as escolas primárias projetos de captação de talentos, mas para isso a associação de Ténis Dos Açores tem o dever de apoiar com material tenístico, ou ações de formação a todos os intervenientes que fazem parte da sua própria estrutura organizativa. A importância dos apoios materiais e técnicos ao nível da sua formação, deverá ser uma responsabilidade da respetiva Associação Açoriana que simplesmente nunca apostou numa boa qualificação da massificação de técnicos, simplesmente paga aqueles que tem mais simpatia ou afinidade para frequentarem cursos ou reciclagem em Lisboa. Não podemos promover uma modalidade sem massificação, não podemos evoluir a própria modalidade sem a especialização, simplesmente devemos criar projetos com todos os intervenientes de forma haja um debate democrático para ultrapassar a crise do ténis açoriano que se encontra atualmente. A crítica permanente , os clubes de costas voltadas uns para os outros, a eleição de um presidente por clubes fictícios, torna-se uma jornada cada vez mais difícil de compreender o estado do ténis açoriano atual, atendendo à falta de sensibilidade de algumas pessoas que querem manter no poder infelizmente  à custa do seu próprio protagonismo.
O trabalho da evolução do ténis da região dos Açores só dependerá da respetiva alteração dos respetivos estatutos da Associação de Ténis Dos Açores, com a introdução de novos recursos humanos mais especializados à modalidade, talvez haja uma futura possibilidade de quantificar o verdadeiro desenvolvimento saudavél da própria modalidade, para uma orientação pacífica e unívoca de todos os verdadeiros clubes que pretendem fazer evoluir a modalidade com gosto e dedicação, obrigando que haja representantes dos jogadores, dos àrbitos, dos treinadores, com direito a voto na eleição dos corpos sociais na próxima eleição da Associação De Ténis Dos Açores, talvez seja uma boa solução de desenvolvimento saudavél para o ténis de futuro dos Açores com todos e por todos.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

A Problema Da Inceração Em S.Miguel Açores

A incineração é a queima do lixo em fornos e usinas próprias. Apresenta a vantagem de reduzir bastante o volume de resíduos, além disso, destrói os microrganismos patológicos que causam doenças originárias do lixo hospitalar e industrial. Após a queima, resta um material que pode ser encaminhado para aterros sanitários ou mesmo reciclado. É recomendada a sua reutilização racionalizada relativamente aos materiais queimados, que muitas vezes, são utilizados na confeção da borracha, da cerâmica e do próprio artesanato.
Na incineração é possível uma redução inicial do volume inicial de resíduos até cerca de 90%, através da combustão realizada a temperaturas que se elevam a mais de 900°C. Ultimamente, tem vindo a ser implementado em zonas de grande produção de lixo, no entanto certos resíduos libertam gases tóxicos ao serem queimados, são extramente prejudiciais à saúde pública. Perante este quadro situacional, para evitar a poluição do ar, será necessário instalar filtros e equipamentos tecnológicos especiais que torna um processo de elevado custo. Trata-se de um sistema útil na eliminação de resíduos combustíveis, não tendo vantagens em relação aos outros materiais, como por exemplo vidros, metais e plásticos que devido ao seu elevado teor em água, a matéria orgânica que a constitui é de cerca de 36% dos RSU, em que possui um baixo poder calorífico que não é aconselhavél incinerar sob o ponto de vista energético.

Análise do interior de um forno de incineração

No interior de um forno de inceração, os seus próprios processo de processamento  resultam em produtos finais que promovem a energia térmica que por sua vez é transformada em energia elétrica ou vapor. As águas residuais, os gases, as cinzas e por fim as escórias associadas aos gases resultantes da incineração, têm de sofrer um determinado tratamento à posteriori, uma vez que são constítuidos por compostos de substâncias consideradas tóxicas, como o caso do chumbo, do cádmio, do mercúrio, do crómio, do arsénio, do cobalto e outros metais pesados, como o ácido clorídrico, os óxidos de azoto e os dióxidos de enxofre, de dioxinas e furanos, por fim os clorobenzenos, os clorofenóis e PCBs.
Uma incineradora gera também emissões de dióxido de carbono, que por sua vez é considerado um agente causador do efeito estufa. Como parte do processo, existe um elevado custo ao nível de equipamentos necessários para limpeza de gases, tais como precipitadores ciclônicos de partículas, precipitadores eletrostáticos e lavadores de gases. O efluente gerado pelo arrefecimento das escórias derivado pela lavagem dos gases, também terá de sofrer um tratamento adequado de acordo com a legislação da União Europeia, por ser considerado um resíduo perigoso. Ao nível da queima dos resíduos é possível aproveitar a energia térmica gerada, transformando-a em energia elétrica, que provavelmente poderá ser posteriormente comprada por uma empresa de eletricidade. Por todos estes motivos e havendo um enorme interesse político por parte de alguns Presidentes da Câmara, na valorização do resíduo consideram infelizmente a incineração com um negócio rentavél para alguns interesses económicos da região. A reciclagem dos vários produtos e a produção de novos produtos orgânicos provavelmente podem ser uma solução viável na criação de adubos para lavoura, o que não for reciclado poderá ser tratado imediatamente para uma deposição em aterro controlado.

Coincineração

A coincineração é um processo de tratamento de resíduos que consiste numa queima em fornos industriais, conjuntamente com os combustíveis tradicionais. Os resíduos são assim valorizados energeticamente, pois substituem parte do combustível usado no forno a ser trabalhado em elevadas temperaturas nas indústrias vidreiras, siderúrgicas e cimenteiras que posteriormente podem ser usados para o tratamento de resíduos.


A coincineração em cimenteiras

Os fornos de cimento são os mais utilizados, por permitirem atingir temperaturas bastantes elevadas, aproximadamente 2000°C na chama do queimador principal e cerca de 1450°C no clínquer.
Quando os resíduos contêm substâncias ambientalmente perigosas, tais como compostos aromáticos ou metais, a coincineração em fornos de cimento pode evitar a contaminação do ambiente de forma segura. No caso dos compostos orgânicos contendo átomos de carbono ou azoto, as temperaturas bastantes elevadas ao longo tempo de permanência no forno encontram-se num intervalo compreendido entre os 5 a 7 segundos dos grandes fornos de cimento, que por sua vez irão provocar a destruição destas próprias moléculas, originado compostos inócuos, como o anidrido carbónico.
 Para maior informação dos senhores Presidentes Da Câmara, os silicatos de cálcio constituem o clinker, que é um constituinte que prevalece em grande quantidade no cimento realizado em Portland localizado numa cidade Norte Americana, bem como  a maioria dos metais são incorporados na estrutura vítrea, formando a sua forma em alta temperatura, ficando assim inibidos de serem lixiviados pela água. A exceção dos metais voláteis como  o mercúrio, o cádmio e tálio,  por não serem fixados, não podem apresentar concentrações elevadas nos resíduos a coincinerar.
Os aniões de enxofre, de cloro e de flúor combinam-se com o cálcio da pedra formando compostos estáveis, evitando assim as emissões dos respetivos ácidos.


As emissões perigosas

Quando a coincineração começou a ser usada nos EUA na década de 1980, os resíduos eram misturados e triturados conjuntamente com a pedra. O aquecimento era muito lento, o que originava a progressiva libertação dos compostos orgânicos voláteis, antes de atingirem os pontos mais quentes do forno. A poluição realizada era enorme e  alguns fornos mesmo trabalhando apenas com combustíveis normais podiam permitir a formação de dioxinas que são compostos que ocorriam em fornos, onde o despoeiramento dos gases se fazia à custa das altas temperaturas, provocando alterações na estrutura molecular da TCDD, considerada uma das mais tóxicas das dioxinas.
Atualmente a coincineração dos resíduos mais perigosos é realizada por injeção na zona da queima, o que permite uma destruição com maior eficiência superior das tradicionais. O arrefecimento dos gases antes da sua chegada aos filtros, permite atingir níveis mais baixos de emissão de dioxinas, independentemente do tipo de combustível utilizado.
A coincineração feita em boas práticas industriais é atualmente um processo mais seguro de valorização económica de resíduos industriais em fim de linha, praticado há muitos anos em numerosos países Europeus. As análises mostram que as incineradoras podem ser consideradas armas de destruição massiva, provocando vários efeitos negativos à saúde pública e ecológica.
Por este meio, venho alertar a alguns Presidentes de Câmara e respetivos cidadãos as causas que algumas pessoas são contra a inceradora, atendendo ao quadro situacional apresentado e ao seu alto custo da obra, mesmo que seja com fundos europeus, há outras maneiras de realizar o tratamento dos lixos tóxicos, utilizando recursos materiais e tecnológicos mais baratos e mais eficazes que defendem o ambiente e a saúde pública das populações , criando e respeitando a respetiva sustentabilidade económica e ecológica da própria Ilha de S.Miguel .  

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O Abuso sexual na criança

Ao analisar um programa televisivo, no qual todos os intervenientes apresentaram o seu ponto de vista e realizaram algumas conclusões ou medidas a um tema que infelizmente ainda se encontra escondido ou omitido na sociedade açoriana.
Os fatores de pobreza, educação, vítima , estatística foram bem argumentados, durante o desenvolvimento do debate  que decorreu durante um programa televisivo açoriano. A questão da prevenção primária do abuso sexual da criança, seria necessária debate-la,  atendendo ser um trabalho de crucial relevância, que poderá apresentar várias hipóteses de combater a origem do problema do que a sua própria consequência. O abuso sexual, geralmente nasce no seio das próprias familias destruturadas ou estruturadas, o que interessa essencialmente detetar o problema antes da consumação do ato. Perante este quadro situacional ser bastante previsível, poderá ser quantificado por um estudo científico das diversas áreas científicas relacionadas com a psicologia comportamental, associada à sociologia e por fim ao direito auxiliado pela segurança social, poderá naturalmente encontrar as melhores medidas a serem aplicadas, consoante a especificidade de cada caso de abuso.
O problema atual na prevenção do abuso sexual, se encontra na desarticulação das diversas instituições, em vez de funcionarem numa mesma direção, simplesmente atuam de forma individualista e egocêntrica sem objectivo  bem definido e clarificado a longo prazo. Sabemos que a educação é primordial ao indivíduo, mas se esquecemos da educação da sua pobre familia como iremos colmatar o problema da pobre criança?. A escola desempenha um papel abrangente à sua área, mas sem auxílio dos apoios dos agentes exteriores, como exemplo das técnicas da segurança social e das psicólogas à família, deduzo que seja um trabalho contra maré, porque a criança  aprende e recebe o conhecimento exato da escola, mas evidentemente não poderá por em prática na família, face ao seu baixo nível de instrução e de informação, que não promove o desenvolvimento necessário à sua prática . Este trabalho deverá ser realizado numa triologia interativa  entre família, escola e sociedade. A educação não é exclusiva ao aluno, terá obviamente ser abragangido por toda a família e respetiva sociedade representada pelas diversas instituições, de forma abranger as diversas áreas transdisciplinares que melhor solucione o problema específico de cada criança abusada.
Os tribunais, as comissões de menores, a escola, a família, a vítima, as psicólogas e as técnicas de segurança social devem trabalhar multidisciplinarmente, de forma encontrarem as melhores medidas que realmente quebre os ciclos de pobreza, de toxicodependência, de prostituição,  de criminalidade, que são as principais variáveis que interferem no abuso sexual da criança. Infelizmente o governo atribui rendimentos mínimos sem orientação de nutricionistas, sem dar formação à família nuclear , deduz-se que o gasto é péssimo ou deficiente na alimentação, ou o gasto é  indevido em produtos de tabaco ou de bebida dos seus progenitores, são fatores cruciais  que propiciam ao vício e que provocam a instabilidade  emocional e familiar da criança, não levando à quebra de ciclos de pobreza interageracional, que obviamente devia ser combatidos pela educação e conhecimento para vida quer profissionalmente, quer socialmente.
Avaliando todo o programa televisivo, achei interessante falarem em estatísticas e observatórios, mas falarem dos instrumentos  necessários ao combate deste flagelo ao nível das instituições, talvez teria mais utilidade por parte dos intervenientes apresentarem soluções mais eficazes neste universo mais concreto, do que propor medidas mais abstractas num tema tão delicado em termos sociais das vítimas mais vulneráveis da sociedade contemporânea, as pobres crianças abusadas.

domingo, 16 de abril de 2017

A moda de ser político

A dimensão política deverá ser construída  a partir de uma realidade que se encontra quantificada por uma necessidade populacional, que deseja o seu melhor bem estar. Nesta funcionalidade operante, em que o dever de concretizar uma ideologia de pensamento, segundo um princípio ético e moral que concretize toda a dinâmica política necessária ao desenvolvimento de uma sociedade sustentável. O direito e o respeito pelos direitos humanos será uma validade quantificada a partir de um valor de garantia, manifestado através de um poder totalitário baseado numa filosofia saudável de servir o próximo com máxima lealdade.
A realidade fala por si, quando o povo vota em função do seu interesse e direito, dá uma oportunidade ao político eleito ou reeleito de desenvolver um determinado projeto numa determinada realidade, que satisfaça pelos menos uma maioria da população. A questão política, que se alimenta à custa dos vários setores económicos, exige um vasto conhecimento sobre estes mesmos setores, onde o campo de ação de uma determinada população possa satisfazer as suas próprias necessidades, através de um somatório de fluxos microeconómicos sustentáveis. A partir de um processo em que determina uma orientação para um resultado de desenvolvimento  macroeconómico gerado a partir das diversas interações económicas, desenvolvidos num espaço geográfico de uma determinada nação.
Ninguém tem o direito de julgar de forma positiva ou negativa alguém que se candidate a um determinado cargo, sem apresentar o seu justo cumprimento da sua própria função em prol do seu resultado. Talvez o presente condene o candidato a um futuro cargo , mas o julgamento final dependerá da satisfação eleitoral de uma maioria da massa populacional, em relação ao futuro candidato que se apresente por um determinado projeto credível. Em relação às  minorias de opositores, geralmente não votam, por se sentirem revoltadas ou insatisfeitas com a realidade apresentada. A liderança depende da liberdade de votação do povo, que sanciona, elege ou reelege, ou muda de candidado em caso de insatisfação da maioria do povo. Perante este quadro situacional, a possibilidade de construção de uma nação será sempre condicionada a uma competência política que seja  eficaz na realidade onde se encontra inserida, para quem tenha a inteligence necessária à sua concretização, baseada na sua pura ambição.

Christopher Brandão 2017