sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Bye bye Passos Coelho e Duarte Freitas

Nunca o PSD de Portugal continental  e arquipélago dos Açores apresentaram indices tão baixo de popularidade relativamente à sua própria classe política, denota-se uma fraqueza de liderança, baseada numa filosofia de austeridade, que tanto promoveram e exigiram dos próprios portugueses uma exagerada contenção, que no fundo não serviu  para nada, a não ser aumentar mais o endividamento do país . Os anticorpos instalados nesta máquina partidária é  cada vez maior, face à  ausência de vitórias eleitorais; estabelecem -se estratégias maquiavélicas bastante antagônicas ao nível do conceito do jobs for the boys. É  preferível ter uma gerigonca no poder, do que um partido com maioria absoluta, de forma evitar o descalabro político e financeiro. Não podemos esquecer dos anos de austeridade e de relutância com que os portugueses sofreram ao longo da governação de Passos Coelho para um determinado fim, que simplesmente teve uma missão de agradar as instituições financeiras internacionais, à custa do grande sacrifício promovido por um produto tóxico de marketing publicitário  exigiu-se um pagamento das obrigações num minimo espaço de tempo possível .
A crise financeira de Portugal é de responsabilidade política alternativa entre os 2  grandes partidos,  um de direita PSD e o outro de esquerda Ps , que por sua vez se apoderaram do poder pela sua própria  ganância. Ambos são responsáveis ao longo de gerações pela decadência da banca, das obras sumptuosas, dos projetos megalomanos e por fim pela irresponsabilidade política exclusivamente responsável pela derrapagem nas administrações públicas derivadas pelo excesso despesismo executados em cargos nomeados pelo próprio governo daquelas épocas. As jogadas de bastidores que cada partido produz, obriga refletir em cada cidadão se vale pena acreditar num político pinóquio , cujo o seu currículo seja realizado em bastidores partidários, sem experiência profissional e laboral, conseguem milagrosamente atingir o top da liderança partidária e governativa a qualquer preço.  A credibilidade convicta na mentira, é uma arte que a própria direita criou para ser uma moda de ser contra tudo e todos. A realidade daquele tempo sobre o corte nos salários foi um pretexto fácil de aumentar os impostos da classe trabalhadora, por ser uma medida facilitadora de tirar máximo redimento daqueles que infelizmente trabalham ou trabalharam honestamente . A austeridade tão anunciada, foi um árduo e falso caminho para convencer o povo que as contas públicas seriam postas em dia,  numa futura promessa de alívio de uma baixa de impostos, que na realidade foi um grande golpe de falir a grande maioria das pequenas e médias empresas, de forma a beneficiar o compradio de um determinado setor privado estrangeiro e nacional . Ninguém tem o direito privatizar em prol dos serviços públicos mais caros de má qualidade, de forma haja uma máxima maximização dos lucros.  O respeito pela qualidade dos serviços públicos ,é um direito adquirido pelos próprios  portugueses que infelizmente tanto trabalharam e defenderem para os terem. Nesta dimensão de direita açoriana que infelizmente nunca se refletiu na região autónoma dos Açores, face à fraqueza de liderança do seu próprio líder que nunca  foi capaz de vencer uma eleição para qualquer cargo político , face à sua teimosia persistente das suas próprias convições. Caminhar para um fosso sem fim, onde a falta de coragem dos seus próprios militantes de se canditarem a um partido repartido, dividido, leva-nos a uma conclusão muita prática , que os próprios militantes  pretendem a morte lenta do mesmo  de forma poderem ter maiores oportunidades de conquista . Em contrapartida os Presidentes da Câmara de Ponta Delgada e Ribeira Grande fortalecem com laços de ternura com as  suas próprias  cidades, de forma construírem obra credível à manjedoura das suas próprias pretensões políticas futuras de se chegar ao poder com enorme  experiência . Oxalá que a fortificação da direita se realize por sangue novo, onde a genética política seja de enorme qualidade, que faça renascer das verdadeiras cinzas uma direita oxigenada que seja capaz de frutificar com as suas próprias ramificações os tempos futuros que se aproximam. Enquanto no Continente os dinossauros do passado querem ressuscitar o pátio de Santana, fazendo uma enorme oposição contra um Rio do Norte que  pretende simplesmente conquistar a foz do Tejo, para que possa impor uma nova esperança para Portugal .
Na oportunidade nasce uma nova dinâmica do movimento ao centro em vias de desenvolvimento, que ultimamente  tem vindo a crescer no dia à dia em contato direto com os cidadãos , com pessoas credíveis, honestas e sérias que pretendem servir o país numa missão cristã de cidadania realçando projetos credíveis com pessoas altamente qualificadas ao nível das suas competências de eficácia científica, que pretendem aproveitar toda a massa crítica da juventude empreendedora de forma a potenciar a intelegence necessária à construção do novo Portugal.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Modelos Científicos De Evolução Humana


Os modelos teóricos em ciência são construções mentais concebidas para dar conta dos fenómenos observados ao mundo natural. A sua origem está na combinação da imaginação com a criatividade na procura de uma verdade científica adquirida pelo conhecimento interactivo, que tente explicar todo o processo de evolução humana que se desencadeou há milhões de anos.
 A questão está em saber se vamos partir das partes para o todo na presunção de que poderemos descobrir a lei geral, ou se, no reconhecimento desta impossibilidade, partimos do todo para as partes, através da construção de um modelo hipotético dedutivo que poderá dar ou não resposta à evolução humana.
No domínio do desenvolvimento humano através de uma metodologia lógica hipotético dedutiva é necessário desde logo ultrapassar a perspectiva reducionista do método cartesiano, sustentada numa lógica empírico-racionalista de analisar e explicar o homem.
 Quer dizer não se trata de estabelecer uma dada lei universal através da utilização de uma fórmula estandardizada, construída através de uma determinada amostra que será tão grande quanto maior for o nosso tempo, os nossos recursos tecnológicos e económicos disponíveis.
A implicação deste facto é que as estruturas novas e complexas surgem provavelmente numa série de etapas, e não num único ponto de partida. Um impedimento surge, visto que a evolução ocorre provavelmente por selecção natural, cada passo deve ser um melhoramento tanto no que respeita à sobrevivência, como à reprodução, ou pelo menos, não poderá ter um efeito, seriamente diminutivo.
A conservação do plano básico é então uma consequência de evolução a funcionar em pequenos passos, consertando o que já existe e não eliminando a estrutura existente.
Trata-se de idealizar um paradigma conceptual que organize de uma forma dinâmica uma constelação de elementos articulados, organizados num modelo estruturado que seja capaz de representar uma dada visão global que posteriormente poderá ou não responder às questões formuladas por nós.
 Segundo o primatólogo Jim Moore, pressupõe um determinado tipo de modelo que seja capaz de explicar, num quadro mais amplo, a evolução humana distinguindo-se de uma teoria baseada em fontes diversas que tenta explicar um fenómeno natural através da sua capacidade preditiva.
Para estudar a evolução humana é necessário criarmos hipóteses e retrospectivas sobre as nossas origens, seleccionando no universo um conjunto de adaptações possíveis e explicativas do passado evolutivo.
Apesar do seu enorme poder explicativo, os modelos evolucionários não são realidades históricas, simplesmente limitam-se a descrever e a interpretar a própria história da evolução humana. A construção do modelo conceptual de evolução humana primitiva não tem outra hipótese senão recorrer a uma forte analogia com algum primata da mesma família, vivo e bem estudado. O antepassado humano não era exactamente como qualquer deles e talvez fosse tão diferente que recorrer a algum exemplo seria contraproducente.
Podemos construir um retrato de um antepassado hominídeo com base no comportamento de uma ou de algumas espécies vivas muito semelhantes. Mas a maior parte dos modelos tenta usar a evidência empírica proveniente de uma variedade de disciplinas transdisciplinares servindo de ponto de partida o chimpanzé.
Os modelos da génese dos hominídeos mais importantes são aqueles que combinam um conjunto de características transdisciplinares das diversas ciências humanas, permitindo a construção de um modelo interactivo de um sistema evolutivo.
A desmistificação das origens humanas está por resolver, os investigadores terão de utilizar uma investigação policial para a compreensão do enigmático problema da sua génese investigadora ao longo dos tempos, quer por meios tecnológicos quer por conhecimento heterogéneo.
O processo de estudo das origens humanas relaciona-se com uma visão egocêntrica que muitos investigadores têm acerca do mundo antigo. O constrangimento do conhecimento pela investigação do presente permite muitas vezes uma fraca interpretação do passado.
Para Medawar, a ciência não pode responder às questões últimas sobre o sentido da vida, a procura de teorias que possam incluir factos pode ou não ser ilimitada, há sempre um sítio mais além aonde ir, e a ciência é um bom método para lá se chegar.
A ciência não tem limites, define paradigmas nos quais muitos de nós trabalham para encontrar respostas com significado às grandes questões que preocupam os humanos.
A sequência evolucionária dos fósseis humanos nunca estão completas, haverá sempre quem procure uma falta de ligação entre os símios e os humanos. Por definição o elo que falta é o antepassado comum mais recente dos humanos, provavelmente terão sido os grandes símios originários da separação das duas linhagens compreendidos no fim do Mioceno ou no princípio do Plioceno.
 O conceito de antepassado comum poderá ser considerado uma metáfora do processo complexo da hominização das duas espécies de primatas modernos poderá funcionar como um rio que atinge a sua foz ultrapassando os diversos obstáculos através de ramificações de uma população de macacos em diversas populações mais pequenas. Ao longo de milénios cada população segue o seu percurso evolucionário através de uma sucessão de adaptações que atingem uma população, mas não atingem a outra. O produto será um somatório de adaptações que se evidenciam em populações diferentes ao nível genético, morfológico, comportamental de forma distingui-las em espécies diferenciadas. Os critérios de reconhecimento das populações como espécies distintas dependem do conceito de espécie que utilizamos.
O modelo hipotético de uma população ter dado origem a outras populações deverá ser posto em causa?
Face à diversidade de populações no qual cada uma delas apresenta ligeiras características ao nível genético, morfológico e comportamental, actualmente, a variação destas populações verifica-se ao nível geográfico.
A hipótese de que houve uma ou várias populações de antepassados símios tenha originado os hominídeos, não deverá ser utópico atendendo à explicação mais provável da diversidade multipopulacional baseado na ciência genética humana.
Face aos meios tecnológicos existentes ainda temos uma fraca informação sobre os registros fosseis levando muitas vezes os investigadores de diversas áreas a uma limitação do conhecimento. Com a análise dos registros fósseis podemos construir um modelo comportamental lógico do nosso antepassado comum em comparação ao modelo comportamental dos primeiros hominídeos.
Numa perspectiva antropogenética é possível perceber as transformações evolutivas dos animais o que nos explicam a origem da espécie humana. Através do conhecimento dos conceitos interligados de forma equilibrada, poderá explicar o desenvolvimento da espécie humana num conjunto de adaptações e desenvolvimentos das várias mutações genéticas, de forma compreender na sua complexidade, diferentes pistas de conhecimento que futuramente poderão ser aplicadas em novas investigações.
A divergência do conhecimento e não a sua compartimentação disciplinar não permite uma visão global da realidade. Cada ciência fechada no seu domínio não possui mais do que uma pequena parte do conhecimento. Esta pequena parte do conhecimento só tem valor em si mesmo quando for associado a vários conhecimentos.

Christopher Brandão, 2017

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O Ténis Escolar

A redução da atividade física tem consequências ao nível da saúde e condição física dos alunos, geralmente é derivada do excesso da carga horária a ser ministrada durante a componente letiva das escolas. A única disciplina que seja capaz de colmatar esta situação, será a Educação Física, que atualmente apresenta uma melhor solução para a promoção da atividade desportiva escolar, orientada para um estilo de vida ativo e saudável dos próprios indivíduos. Relativamente ao ensino desta modalidade nas escolas, deverá ser ministrado através de um conjunto de propostas metodológicas, que sejam capazes de dar respostas estratégicas e eficazes ao quadro de perícias e manipulações do programa de Educação Física Escolar, respeitando as respetivas necessidades reais dos alunos, que pretendam praticar esta modalidade de livre e espontânea vontade. É perfeitamente exequível, na promoção de ganhos de habilidades psicomotoras, sociais e emocionais que futuramente contribui para educação desportiva do próprio indivíduo.
O ténis pelas suas regras e caraterísticas de jogo, é considerado um desporto individual complexo ao nível das habilidades motoras especializadas, que por sua vez, exige um máximo desempenho biomecânico por parte dos alunos, independentemente do seu morfotipo, sexo, idade, raça etc., podem socializar através de uma forma lúdica de aprendizagem.  É considerado uma modalidade passível de ser praticada durante toda a vida, e de uma forma inclusiva nas escolas. Atualmente poderá ser praticado em diversos espaços recreativos ou de lazer, quer em campos oficiais ou através da adaptação dos espaços escolares disponíveis, mas para que tal realidade aconteça, será necessário a elaboração de projetos desportivos, que sejam capazes de promover o desenvolvimento desta modalidade integrada na disciplina de Educação Física, ou através de ocupação lúdica dos tempos livres durante os intervalos, ou ser proposto nas escolas para uma atividade desportiva extracurricular.
Os professores de Educação Física pressupõem que sejam capazes de dar os conhecimentos básicos sobre esta modalidade, pois a sua formação académica inclui conhecimentos de biomecânica, de planeamento, de pedagogia, de metodologia de treino, de organização de ensino, de fisiologia do esforço, entre outras, essenciais à difusão e desenvolvimento desta modalidade escolar. Estes, são responsáveis pelas decisões referentes à contextualização dos objetivos propostos nos conteúdos prescritos nesta atividade, através da aplicação de métodos de treino, de organização do espaço, do tempo de execução do processo de ensino aprendizagem e por fim na gestão dos recursos disponíveis para o desenvolvimento desta modalidade ao nível escolar.
O ténis lúdico quando associado ao fair play cria atitudes positivas de cooperação e de interajuda, através de programas Federativos Play and Stay promovidos pela Federação Internacional de Ténis (ITF), leva à predisposição de uma excelente qualidade de exercício físico.
Com aplicação de poucos recursos materiais e humanos, o miniténis lúdico é ideal para ser lecionado nas escolas, pois é um elemento atrativo para a sua popularização, criando uma excelente oportunidade de marketing desportivo, essencial à descoberta de novos talentos. Respeitando o modelo da pirâmide desportiva ascendente, que vai ao encontro de uma formação base de massificação desportiva de atletas até a uma especialização mais competitiva de uma determinada elite. Esta atividade deverá ser ministrada numa fase inicial por uma filosofia lúdica que seja capaz de dar uma melhor resposta ao processo de motivação dos alunos, através de uma metodologia treino que promova uma melhor qualidade de prática desportiva.

Um bom sistema de adaptação desportiva realizado por um conjunto de diversas etapas, que vão desde o ludo ténis até ao ténis mais competitivo, provavelmente irá criar um melhor processo de massificação de jogadores, que mais tarde deverá ser encaminhada para uma especialização a ser realizada pelos respetivos clubes, mais próximos das zonas escolares. Ultimamente tem vindo a revelar-se um instrumento valioso na captação e deteção de novos talentos, tão necessárias à especialização de futuras elites competitivas desta modalidade, que tanto apaixona os seus próprios adeptos.

Christopher Brandão, 2018

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A Dificuldade Da Juventude Política

Ao longo do tempo Portugal ultrapassou diversos regimes à conta da juventude revolucionária , mas para compreender as dificuldades de ultrapassagem de um regime para outro, será necessário compreender o sistema político de cada época. A transição da ditadura para uma Democracia deverá ser contextualizado como uma aprendizagem radicalizada da formação dos partidos políticos pelos seus grandes fundadores Salgueiro Maia, Álvaro Cunhal, Sa Carneiro, Adelino Amaro e outros, que serão sempre recordados os pais da democracia moderna. Não podemos julgar ninguém, mas atualmente se estes grandes senhores revolucionários com os seus enormes valores éticos e morais  ressuscitassem, talvez ponderassem na sua decisão revolucionária no seu tempo, com base do estado atual da política do presente. A política portuguesa atualmente deverá ser enquadrada como uma dificuldade de aprendizagem específica, para que seja entendida, será necessariamente avaliada pelo prefixo "dis", que provém da origem greco-latina, cujo significado transcede para  todas as dificuldades, disfunções,discapacidades, impedimentos; transtornos, embaraços, contrariedades, privações, complicações e por fim incomodidades mais centralizadas no desenvolvimento temporário de um sistema de poder totalitário, resultante de lobbies exclusivos de privilegiados,que afetam continuamente e persistentemente toda a nação portuguesa.
A impossibilidade de criar um sistema político eficaz, é praticamente impossível face à situação atual, porque em cada estrutura do estado, existe uma inabilidade permente orientada para uma determinada inaptidão completa derivada à custa da incompetência dos próprios funcionários do estado que são sujeitos a um estado de insuficiência de meios tecnológicos e de recursos humanos tão necessários à evolução sustentável  da nação.
Se o próprio sistema político alimenta a própria corrupção, que por sua vez é   consentida  e louvada pelos próprios membros governativos, então podemos concluir que a própria aprendizagem política cria dificuldades na própria sociedade civil .O povo chama à atenção aos vários problemas que o país enfrenta, mas atendendo à falta de investimento real no sistema educativo, os jovens e as crianças muitas vezes não atingem as competências mínimas e satisfatórias para aquisição de uma simples literacia e numeracidade para se adaptarem de futuro, ao mundo económico, social e cultural globalizado. A mudança acelerada do atual paradigma hipercomplexo da própria humanidade exige uma análise qualitativa e quantitativa dos diversos fatores que afetam constantemente as diversas bolsas econômicas dos diversos países a nível mundial, devido a uma falta de informação real ser praticamente controlada pelos diversos governos que tentam ou manipulam a comunicação social, que se encontra atualmente censurada ou omitida.
A percentagem de jovens e adultos jovens que não se interessam por política é mais elevada em Portugal do que nos restantes países europeus. Perante este quadro situacional, temos as maiores taxas de abstenções na europa, o que traduz uma correlação  significativa entre a desistência dos jovens no sistema educativo português, com a sua participação ativa na política. Não podemos compreender o poder alternativo entre os dois grandes partidos portugueses, que ao longo de duas décadas PSD e PS  governaram para uma crise sem precedentes, sem compreender a percentagem ativa de jovens na política.
Em termos qualitativos e quantitativos não obstante dos jovens estar ou não motivados em participar politicamente, é necessário sensibiliza-los pedagógicamente para a sua importância relativamente ao seu papel no seu futuro profissional.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

A Questão Do Assalto Em Tancos?

Como cidadão, sinto-me profundamente revoltado com a situação de roubo de armas a um quartel militar. Não sei se a negligência Política já chegou à panaceia das altas patentes militares do Estado, que simplesmente não justificam os seus ricos ordenados que ganham, com as suas nobres funções que desempenham. Talvez exista um paralelismo relativamente absoluto, à questão da tragédia do incêndio Pedrógão. Numa situação de paz, a vigilância ao quartel de Tancos é da responsabilidade de quem Afinal?. Será que já não existem normas segurança minímas a serem cumpridas nos diversos quartéis militares existentes em território Português?, ou será que os militares de altas patentes andam ao sabor das questões políticas, com a simples razão de serem promovidos na sua própria carreira, não olhando a meios para atingirem os seus  próprios fins. Ninguém tem o direito de exigir ou culpar alguém, mas quem paga impostos deve exigir um minímo de segurança dentro das suas próprias fronteiras. A questão de Tancos, revela um certo desconforto da sociedade Portuguesa, em que põe em causa o papel dos militares na atual democracia doentia?. Talvez seria melhor dar utilidade ao exército ao nível da sua operacionalidade operante, de os promoverem a guardas florestais, numa questão essencial do ordenamento do território florestal e de vigilância de matas, evitando assim mais fogos e prejuízos patrimoniais associadas às vítimas das tragédias. A revolta do cidadão, cada vez mais sobe de tom, relativamente à operacionalidade das forças armadas em Portugal Continental. Talvez o protesto público, venha sensibilizar a sociedade Portuguesa a uma exigência na alteração dos estatutos militares para funções vocacionadas para uma área mais cívil e útil, em desempenhar as suas enormes competências, ao nível  do tratamento da floresta Portuguesa, enquanto a Força aérea deveria prevalecer em funções de apagar fogos e salvamentos, no qual o seu papel tem sido bastante relevante. Relativamente à marinha, deveria passar para uma missão de guarda costeira, defendendo os nossos mares do narcotráfico, da proteção da fauna piscatória, do terrorismo, etc. Perante este quadro de reflexão, talvez venha de futuro pronunciar o papel das forças armadas relativamente ao seu contributo na sociedade civil, já que todos nós descontamos impostos, também devíamos exigir uma boa qualidade de bens e serviços públicos.   
    Christopher, Brandão 2017

sexta-feira, 23 de junho de 2017

A Questão Pedrógão

Ao observar a tragédia de Pedrógão, sinto uma grande revolta com todas as entidades governativas que infelizmente nos governam. A questão Pedrógão é uma questão que combina uma tragédia com negligência de um Estado excessivamente burocrático, corrupto, esquecido das suas verdadeiras obrigações e por fim determinados políticos realizam uma ação teatral, com intenção de se livrar das suas infelizes incompetências. Ao avaliar as consequências tardiamente desta grande tragédia, desastre ecológico, exige uma grande reflexão de todos nós sobre a função do Estado, sua atuação nula e mal antecipada das medidas florestais que nunca foram aprovadas nem discutidas em Assembleia da Républica , que na minha humilde opinião, já é considerado um grave pressuposto de má gestão política. 
A realidade é que todos nós pagamos impostos, que deviam ser bem empregues numa boa gestão de recursos humanos e tecnológicos, de forma a favorecer uma saudavél democracia com enorme qualidade de bens e serviços que os próprios cidadãos têem direito. Infelizmente a realidade não é aquela que devíamos ter, simplesmente votamos em governantes que se esquecem dos seus verdadeiros deveres de Estado, para depois virem para os meios de comunicação chorar de forma teatral e falar das pessoas que sofrerem, esquecendo-se de apurar as verdadeiras responsabilidades ou falhas de um sistema de proteção civil negligente, que custou 485 milhões de euros ao erário público. 
Todos os anos ocorrem fogos , no qual os nossos heróicos bombeiros com pouco recursos, chegam ao ridículo de irem de transportes públicos apagarem fogos e para o cúmulo da sátira ganharem 1,75 por hora. Perante este quadro situacional, em que todas as tecnoestruturas do Estado falham, quer ao nível da contratação dos recursos materiais ou de equipamentos mais viáveis para uma melhor solução de apagar fogos, que evidentemente poderia ser uma das missões que deveria ficar a cargo da Força Aérea Portuguesa, em vez do Estado comprar submarinos ou caças F16 de milhões euros. Evidentemente poderiam equipar a força Aérea Portuguesa para uma força de intervenção rápida de apagar  fogos com grande eficácia, dada à excelente formação dos pilotos portugueses. Infelizmente a realidade dos políticos é favorecer os amigos ou os camaradas em concursos públicos muito duvidosos, de forma a favorecer as suas ricas empresas, à custa dos impostos dos honestos cidadãos.
Não podemos pagar convenientemente um salário digno a um bombeiro, os seus transportes e a sua alimentação, mas podemos favorecer o amigo a ganhar um determinado concurso para pagar fogos a 35 000 euros por hora. Aqui está o verdadeiro problema da nossa política atual, favorecer quem não devia ser favorecido, prejudicar o pobre cidadão que perde os seus bens a sua própria família, jogar com a própria comunicação social, para confundir quem tem culpa nesta real tragédia de chupar o dinheiro público . 
A realidade infelizmente encontra-se sem culpados, sem leis, sem controlo, tudo quer simplesmente protagonismo político numa podridão permanente, esquecendo-se das mortes e das desgraças dos outros. 
A crítica permanente não resolve nada sobre as florestas Portuguesas, mas basta ter um palmo e meio de testa, para quem tenha uma certa visão holística do problema, para avaliar uma conjuntura do todo, no qual podemos concluir o seguinte:
- É necessário o ordenamento da floresta, segundo um plano diretor geral independente, onde haja responsabilização por parte dos proprietários neste processo. O Estado tem a verdadeira obrigação de ordenar as florestas Portuguesas com acessibilidades e meios tecnológicos, utilizando os drones com função de vigilância para uma prevenção mais primária de fogos,
- É necessário durante o verão, os militares que não fazem nenhum nos quartéis irem para o campo de ação florestal , com os seus generais, em vez estarem em festas no bem bom ou a dar comendas a quem não produz nada,
- É necessário equipar convenientemente os bombeiros, desde a sua formação técnica , física e académica, e por fim tecnológica, 
- É necessário obrigar o proprietário limpar o seu espaço ou alertar as Juntas de Freguesia ou Câmaras Municipais a desempenharem esta função, caso não haja disponibilidade financeira,
- É necessário os engenheiros florestais trabalharem transdisciplinarmente com as entidades locais , governativas, académicas de forma possam integrar e resolver todos os problemas da floresta Portuguesa,
- É necessário expropriar terra, se for preciso para resolver determinados problemas específicos da floresta, desde quebrar barreiras físicas, aplanar, plantar, replantar etc,
- É necessário fiscalizar todos o processo numa tecnoestrutura ascendente, de forma haja de fato evolução preventiva de todo o processo florestal,
- É necessário criar postos hídricos devidamente sinalizados, de forma toda a gente possam saber a sua localização,
- É necessário haver planos de fuga, sinalética, organização geral da proteção civil num centro nevrálgico sob a forma  de comando único, de forma possa avaliar todo o campo de ação num só voz de comando,
- É necessário realizar parcerias ou protocolos com os bombeiros Espanhóis que se encontram mais próximo da fronteira,
- É necessário criar uma logística de salvação para que possa assistir convenientemente as vítimas, as populações, idosos, crianças, etc,
- É necessário acabar com os lobbies das madeiras,  
- É necessário que os deputados trabalhem convenientemente sobre estas matérias na própria Assembleia da Républica, porque todos os anos acontece o mesmo cenário e ninguém faz nada ou fica sempre no esquecimento quando chega a estação do Inverno.
- É necessário renovar as carreiras dos guardas florestais, dando as condições necessárias para as suas diversas funções,
- É necessário por o mundo académico a trabalhar nas florestas, de forma haja cientifícidade na resolução dos problemas, reduzindo os gastos exorbitantes e as puras negligências.
Não podemos continuar assim todos os anos, espero que este simples alerta faça refletir alguém no poder político, que tenha a verdadeira coragem e intenção de mudar o sistema para melhor, de forma de futuro possa evitar novas tragédias.   

terça-feira, 20 de junho de 2017

O Julgamento Amoroso

Para uma linguagem franca e libertina que realizamos sobre as nossas observações, determinam o onús da prova dos juízes de valor que fazemos, sobre as nossas energias despendidas em sistemas hipercomplexos bastante controversos, onde o tabu e o ceticismo dão as respostas corporais necessárias ao amor que fazemos em espaço próprio. A constelação amorosa, permite uma maior dinâmica da paixão que prevalece num determinado espaço intimo, onde a exploração do corpo exige uma performance qualitativa de um sentimento que transcende as necessidades mais básicas de ambos os sexos. O limiar de excitação permanente, permite o despoletar de uma exploração corporal de um determinado território amoroso, onde é preciso ter coragem e paciência para vencer os tempos nublados que se aproximam. Não precisamos olhar com desconfiança o futuro, pois com o presente fortalecemos o estado da nossa alma, para um potencial de ação de energia necessária produzida à custa das massas corporais alternativas, que simplesmente transferem fluídos descontrolados por pensamentos ativos. A garantia da satisfação corporal ao longo da vida, exige uma revolução do pensamento manifestado por um pluralismo sexual adquirido ao longo das gerações. As necessidades mais básicas do prazer social libertino, manifesta-se em escolhas de repúdio de míseras orgias provenientes de infedilidades constantes de heterossexualidade ou de homossexualidade, que por fim manifestam-se num contato simples de lesbianismo puro, que talvez justifique o celibato permanente. Talvez o segredo de alcofa orientado para uma promiscuidade sexual teatral, insegura, arrogante ou submissa, exige uma atenção dobrada, ou uma reflexão por parte do indivíduo, que por sua vez deve parar durante um minuto para poder respirar ofegantemente e seguidamente observar à sua volta aquela pessoa que é mais instável em relação à outra, ou que é mais inflexível à tentação do elemento atrativo. O sexo é o teatro dos pobres, mas para quem acredite neste pressuposto, será necessário evidenciar situações em que são reconhecidas aos indivíduos certos instintos, vocacionados para um campo de persistência de engate, cujo devaneios são considerados desvios de conduta do pecado. Para alguns vultos femininos que se aproximam à nossa volta, com um simples olhar e um cheiro a perfume associado a uma bela indumentária, carateriza-se socialmente por um simples piropo de valor fútil do estético para o mais belo corpo moldado à natureza da sua própria juventude. Determinados critérios atrativos preenchem-nos a alma, com um determinado diagnóstico de foro psiquiátrico, que se manifesta em comportamentos fantasiosos, peculiares, padronizados e por fim disfuncionais, que até podem causar danos físicos e morais às nossas pobres condutas descontroladas.
Somos simplesmente psicopatas do cotidiano, que simplesmente lutamos contra a insatisfação dos sete pecados mortais da vida. Há quem diga que na guerra dos sexos a paz celebra-se na cama, talvez podemos explicar detalhadamente determinados princípios que nos levam a agir mais com  a emoção do que com o coração. Talvez o instinto mais feroz de cópula permanente possa justificar a conceção de determinados morfotipos camuflados, que auxiliam na descoberta das posições mais reprodutivas para a manutenção da própria espécie humana.
Antes de se relacionarem com alguém, terão de escolher o melhor caminho para a melhor cama, sem abrir mão à convivência mais intima de um real julgamento proposto entre quatro paredes.

Christopher Brandão, 2017